Quando a Gente se Encontrou
Os melhores amigos a gente não escolhe. Deus nos dá de presente e eles é que dão sentido às nossas vidas.
COMO VIVER
É! A vida não é como a gente quer.
Nem como a gente pensa como deve ser.
E aos que fazem só aquilo que lhe convier,
Jamais aprendem, como se deve viver.
Que horas?
a hora é já, meu amor
grita pro mundo
que lá do fundo
do peito
a gente se ama
grita pro teu pai
que a gente se ama
pega minha mão
me mostra o caminho de casa
que um dia
quem sabe a gente casa
e quem sabe
a gente voa
porque o mundo é pra quem voa, amor
pra quem vive na terra e tem medo
o céu parece longe
mas pra quem é louco, como nós
o céu parece poesia
e invenção
o céu não passa do véu
que cobre nosso colchão
Grita pra tua mãe
que a gente se ama
diz pro rapaz
que não tem mais volta
que tu é minha
e eu sou teu
faz ele soltar teu braço
e que ele sinta sozinho
que se vire sozinho
com tua falta
porque quem ama, amor
como nós
não ama por dois
ama o que pode
e o resto que não pode
espera que venha
e veio
deixa ele ir
porque tu já não volta lá.
Ai a gente cresce e o "cantinho do pensamento" não é mais aquele banquinho no canto da sala de aula, ele agora é muito mais perturbador, porque não são mais os teus coleguinhas te observando agora é Deus dentro da sua mente enquanto você encosta a cabeça no travesseiro.
Porque aconteceu assim ? Não tem motivos pra separar, pra gente brigar. Tudo vai mudar assim que o sol brilhar.
As vezes a onça está dormindo, então por alguma razão, a gente vai lá e a cutuca e passamos a correr o risco de nos ferirmos gravemente.
Tem gente que diz que o Evangelho mudou, o Evangelho não muda!
O que mudou foi o caráter das pessoas
Engraçado como sentimos aquela necessidade de dizer o que se passa por dentro. A gente olha e pensa: “como a gente se apega tanto assim a um estranho?”. E escapa o pensamento, mas não com palavras ditas, é o olhar que muda. E quando temos a chance de dizer tudo (exatamente quando pergunta em que se está pensando), só sabemos responder: “não é nada.”. E por fim disfarçamos a agonia com um sorriso torto, por não saber se dentro do outro acontece o mesmo.
Se alguém se desligar da gente, e continuar funcionando, de duas, uma: ou tem bateria, ou está ligado em outra tomada.
Com o tempo a gente acaba deixando algumas coisas de lado. Vai desistindo de montar o castelo de cartas, para ir atrás de algo que não desmorone com tanta facilidade.
Quero que a gente não se preocupe em doar um sorriso, mas que não deixemos de reservar o nosso. Que ouçamos atentos a necessidade do outro sem precisar esquecer a nossa. Que continuemos entregando o que há de mais belo em nós para alguém; mas que tenhamos o que entregar de mais belo à gente também. E tudo isso sem passear pelo egoísmo.
