Quando a Gente se Encontrou
A gente sempre tem todo o tempo do mundo quando desejamos conquistar muito algo, ou alguém. Damos sempre um jeitinho iluminado de acontecer.
Será que a gente sabe quando acontece de verdade? Será que quando bate mais forte, soa mais intenso, enlouquece mais rápido, é alguma dor mais bruta que virá? Ou é uma coisa satisfatória? De todo modo,tudo que for feito por nós mesmos é uma vitória, uma conquista e não poderá haver lugar para os arrependimentos, pois entre um momento e outro, uma dúvida e um medo, há o tempo, tempo esse(mínimo as vezes) para pensar nas consequências de um ato ou uma palavra dita.
“Quando a gente ama, a gente não espera um dar um passo, pra o outro dar o outro. Os dois dão um passo juntos.”
- Sabe quando a gente apenas existe ao invés de viver ? Sabe quando a gente sorri com vontade de chorar ? Sabe quando a gente se diverti e ao deitar o rosto no travesseiro sempre bate aquela tristeza ? Então, isso tudo passa.
Às vezes, quando o recipiente transborda, a gente tem que esvaziá-lo um pouco para que, com o tempo e inevitavelmente, ele se encha novamente, do contrário, ele não para de transbordar, porque não para de encher.
E são tantos motivos para ele encher, alguns em forma de gotas, apenas gotas e nem as percebemos, mas juntas, enchem o recipiente, dia após dia.
Outros têm a pretensão de igualar ao peso e à força de um oceano, mas é apenas pretensão, quando o recipiente é forte.
Esvazie de vez em quando, é necessário; isso não prova que o recipiente é fraco, mas que além de forte, é sábio para saber que esta é a forma para que ele se fortaleça a cada dia, porque não trata-se de um objeto.
Tudo é mais fácil quando a gente não se sente responsável por ninguém, quando levamos a vida na flauta, curtindo o momento, em total carpe diem.
Uma conhecida minha é assim, passou a vida sem levar nada a sério, sem assumir coisa alguma, só reverenciando o próprio prazer. Aí teve câncer. Este seu temperamento desencanado ajudou-a a passar pela crise.
Ela encarou o câncer como uma chateação, como se fosse uma dor-de-dente, não fez drama, sofreu com muito comedimento.
Por outro lado, agora curada, ela segue no oba-oba, não aprendeu nada, não amadureceu, não está dando maior valor à vida, continua naquele clima easy going. Tirou lição nenhuma.
Existem pessoas que passam batido por tudo, sem esquentar com nada. E existem pessoas extremamente sensíveis que a tudo dão atenção, que se envolvem profundamente com o que lhes acontece, seja uma doença, seja uma paixão.
No fundo, elas desejariam ser menos compenetradas, mais leves, porém, quando tentam, metem os pés pelas mãos, fazem besteira. Por que?
Porque é muito difícil mudar nossa própria natureza. É preciso aceitá-la e respeitá-la. E tentar ser feliz do jeito que se é.
Muitas vezes dizemos “eu queria ser mais solta” ou “eu queria ser mais maluco”, pois tudo isso sugere uma certa modernidade, ao contrário da introspecção, do conservadorismo e de outros comportamentos que se desenvolvem mais para dentro do que para fora. Moderno é liberar. Careta é reter.
E é tanta pressão para sermos menos claustrofóbicos com nossa própria vida que acabamos nos confundindo e não raro inventando um personagem que nada tem a ver com a gente.
Ou se é naturalmente easy going, ou seja, alguém que se deixa levar pela vida, ou se faz parte do time dos conectados com as ansiedades, desejos e traumas.
Eu sou assim, ligada na tomada.
Sempre querendo encontrar uma razão pra tudo.
Pessoas como eu sofrem mais. Se decepcionam mais. Por outro lado, crescemos. Evoluimos. Amadurecemos.
Nada é estático em nossas vidas. Nada é à toa. Tudo ganha uma compreensão, tudo é degrau, tudo eleva.
É ótimo ser relax, mas é preciso ter vocação. Como eu não tenho, melhor aceitar que sou estressadinha por natureza. Mas há suas compensações...
É que a gente comete estas besteiras ás vezes – se arrepender. Quando tomamos conta da brevidade da vida, já é tarde... e tanto arrependimento por impulsos e sentimentos ficaram guardados e enterrados nos minutos que passaram – aqueles que ninguém mais se lembra...
Quando alguém nos ama, o nosso nome é dito diferente, só a gente percebe a vibração do amor... e esse amor é provado quando passamos em um momento de ridículo.
A gente sacrifica muita coisa, muita gente quando se tem que fazer uma escolha . Às vezes a gente ganha o mundo com elas! .. Mas se eu pudesse desejar uma coisa, eu desejaria não ter que escolher. O mundo não é o que eu quero.O que eu quero é algo que não deveria ser, mas é complicado.
Quando a gente faz algo de bom ao mundo a platéia ti aplaudi em silêncio!mais quando vc faz um simples e pequeno erro a platéia ti vaia sem ao menos esperar que o espetáculo acabe para poder entender que a perfeição não nos torna digno de ser um herói aos outros,mais que um simples erro ti faz virar um vilão sem ao menos ter o perdão e os aplausos para saber que a perfeição é um erro e o erro é a perfeição e isso lhe mostra que o vilão se torna o herói e os que dizem serem heróis se tornam os vilões...
Às vezes a gente pensa que só precisa de um tempo sozinho, quando na verdade só precisa de um tempo com Deus.
Uma coisa a gente tem que concordar, quando a gente namora, é que a gente assina um compromisso com a outra pessoa. O compromisso de sermos fiéis, de sermos verdadeiros e de respeitar. Se o namoro for um inferno, imagina como seria morar embaixo do mesmo tempo e se ver todos os dias Por que, eu acho que o namoro é para ver, experimentar se dará ou não certo.
Quem corre atrás das borboletas busca a felicidade. O problema é quando a gente fica cego por querer alcançá-las e nem percebemos que a felicidade nos procura. Você pode ser a borboleta de alguém.
A gente só ama outras pessoas quando a gente se AMA mais que tudo. Não é egoísmo, é simplicidade para aceitar que a gente também merece ser amado.
Ás vezes a gente deposita tantas moedas numa pessoa que quando ela se vai é como se ela levasse com ela em vez de moedas nossa esperança....
