Quando a Gente Pensa
Gente pessimista, fraca e desiludida funciona como peças de exterminação, onde elas deixando brechas para o adversário avançar cria um verdadeiro buraco, onde seus componentes também cairão.
Gente gostosa é de alma, de personalidade. Essas não enrugam, não envelhecem e não deixam de existir.
Morrendo a gente há alguma alma inocente, quando Deus aparecer diante do povo para julgar o inoperante, o maledicente e o desobediente?
Jesus Cristo foi cercado de pobres e ricos, gente com cara do bem e gente com cara do mau, mas se um deles ouvir a Palavra de Deus, será salvo, santo, pacífico e feliz.
Há gente surda, que não gosta de ouvir conselhos; há gente muda, que não sabe falar coisas positivas e há gente cega, que não gosta de ver a verdade; mas todas sofrem de um mesmo problema espiritual, a falta de humildade para aprender de como conseguir a sua transformação por meio de Cristo.
Gente inteligente toma decisões coesas, promissoras e sadias, pois estuda e cuida de suas habilidades, responsabilidades e criatividades pessoais.
Vi gente crescendo e ouvi gente sofrendo; o que aprendi com os dois é que ninguém cresce se não enfrentar a pressão da vida.
Como é triste ver gente que não aprende com os conselhos de gente inteligente e ainda traz depois problemas para a gente: é gente que deixa de ser obediente e resiliente.
Jaboticabal, espelho da gente
Por Nereu Alves
Hoje é teu aniversário, Jaboticabal.
Quase dois séculos de idade — e ainda pareces adolescente que não sabe se vai ou se volta, se cresce ou se esconde, se sonha ou se acomoda.
Aqui não há nativos.
Ninguém brotou da terra como jabuticabeira antiga.
Todos viemos de algum lugar:
gente simples, gente esperta,
gente que plantou esperança e gente que só colheu vantagem.
Fundimo-nos, como todo povo brasileiro, entre rotos e rasgados — e aqui seguimos, misturados, procriando histórias e contrastes.
Já foste um imenso Jaboticabal — no nome e nas árvores.
Hoje, a jabuticaba é quase lenda,
quase memória.
Sobrou o nome, e algumas placas.
Quase duzentos anos…
E o que fizemos com esse tempo?
Temos orgulho de quê?
Onde estão nossas matas? Nossa fauna? Nossa flora?
Tudo que um dia vestiu essa terra com dignidade e frescor?
Dizem que o progresso passou…
Mas por onde passou, levou tudo.
Levou as árvores, levou os trilhos,
levou até o senso de comunidade.
E os monumentos?
Espelhos da alma de um povo.
Mas por aqui, espelho é coisa quebrada,
e monumento virou miragem.
Temos igrejas centenárias,
mas São Benedito grita por socorro.
Cadê os católicos?
Cadê o cuidado com aquilo que se diz sagrado?
Não basta rezar de boca.
Tem que agir com as mãos.
Cadê um hospital que atenda de verdade a população?
Cadê o patriotismo que se manifesta em atitudes,
e não só em discurso de ocasião?
E o comércio local?
A cada dia mais desamparado.
Basta uma liquidação em Ribeirão ou um clique no celular,
e a cidade esvazia suas compras para longe,
esquecendo que aqui há famílias inteiras
vivendo do suor de balcões e vitrines.
Seguimos assim,
como todo povo do interior:
contraditórios, calorosos, esquecidos e resistentes.
E sim — somos todos provincianos.
Com orgulho, com vaidade, com exagero.
Com maquiagem carregada, com sotaque sem filtro,
com opiniões fortes, e memórias desordenadas.
Somos os personagens de uma cidade real —
cheia de falhas, cheia de histórias.
Jaboticabal é isso.
É terra de quem te ama, de quem te explora,
de quem te defende, de quem te ignora.
Mas jamais és indiferente.
Parabéns, Jaboticabal.
Mas não te ilude com bolo, bandeira ou discurso vazio.
Tua maior homenagem virá no dia em que o povo parar de repetir tua história…
E começar a escrevê-la com verdade, coragem e responsabilidade.
— Nereu Alves
Um bom observador da vida jamais se curva ao egoísmo. Ele entende que seu entorno foi construído por muita gente, por isso, ele sabe que não sobreviveria sendo indiferente.
Ser menos. Ter muito menos. Aparentar ser quase nada. Acreditar mais.Sonhar mais.
Fazer mais.Duvidar menos. Compartilhar e perdoar mais e mais.Muito mais.E mergulhar em amor em cada um à frente, sempre e sempre.Afinal só pelo coração apaixonado que caminha se de braços dados, com a verdadeira alma da gente.Não morno mas quente. Muito quente.
A gente passa a vida toda correndo atrás das coisas da vida. E esquece de viver a vida das coisas.
(Nepom Ridna)
