Quando a Gente Cresce Descobre Mario Quintana
Sempre gostei de simplicidade.
Uma pessoa simples é autêntica, sabe o que quer.
Quando ama, ama de verdade, quando confia, confia de verdade,
quando despreza, despreza de verdade.
Tem sentimentos verdadeiros, palavras sinceras
e atitudes certas.
Tem um coração aberto, chegando a ser bobo,
mas por trás do seu bobo coração, se esconde a sabedoria
que se cala quando preciso
e que age quando necessário.
Uma pessoa simples tem um olhar diferente,
uma atitude de gente, e sabe o verdadeiro significado
do que é conviver com gente.
Uma pessoa simples tem cheiro de flor.
Ele não me cobre de pétalas de rosa e me leva para Paris nos finais de semana, mas quando corto meu cabelo, ele percebe. Quando me visto para sair à noite, ele me elogia. Quando choro, ele enxuga minhas lágrimas. Quando me sinto sozinha, ele me faz sentir amada. E qem precisa de Paris, quando pode conseguir um abraço?
Mas esse dia vai acabar, quando os ponteiros dos minutos e segundos se sobrepuserem, o mundo prende a respiração por um momento. Zero horas.
A prova real do amor é quando somos capazes de amar quem é desagradável; quem é incapaz de retribuir.
Quando aprendemos enfim a viver sozinhos, descobrimos que pessoas comuns não servem pra muita coisa. E passamos a admirar os loucos.
Saudade da minha infância, quando não me preocupava com despesas, brigas, pessoas interesseiras e de quando meu maior problema era não ter minha vontade feita pelos meus pais.
Saudade de quando tive certeza que certos amores seriam eternos e que eu jamais me decepcionaria.
Saudade de quando não existiam brigas na família, decepções com amizades e nem injustiças no trabalho.
Saudade de quando a vida era muito mais simples e eu achava que tinha algum problema.
Existe uma grande diferença entre solidão e solitude. Quando comecei a viver sozinha, não me sentia confortável por não ter com quem falar, em especial quando voltava para casa e não encontrava ninguém a me esperar; achava estranho a sensação de liberdade total, como passar o tempo que bem desejasse fora de casa e ninguém reclamar a minha ausência. Apesar de amar e valorizar demais ser independente, não estava habituada aquele tipo de situação o que muitas vezes me deixava com uma nítida sensação de abandono. Com o passar do tempo comecei a me adaptar a nova vida, e, consequentemente a compreender que na verdade nunca estive sozinha, eu sempre estive com a melhor companhia que alguém pode ter, a minha, isso se chama solitude. Passei a achar o máximo poder sair e voltar quando bem entendesse, sem ninguém me fazer interrogatórios intermináveis e tremendamente abusivos; Me olhar no espelho e conversar comigo mesma sem pensarem que fiquei pirada, vestir várias roupas só pelo prazer de saber se ficavam bem em mim, dormir e acordar sem ser incomodada durante o tempo que quisesse, pequenas coisas que passaram a fazer sentido e se tornaram importantes para mim.
A solitude me ajudou a conhecer melhor as minhas limitações, qualidades e defeitos. Hoje sou outra pessoa aprendi a me autoconhecer, me valorizar e não aceitar qualquer companhia.
Liberdade, é tudo!!!
Quando estamos conscientes, profundamente em contato com o momento presente, nossa compreensão do que está acontecendo se aprofunda, e começamos a ser preenchidos com aceitação, alegria, paz e amor.
Foi quando ficamos mais tempo em silêncio e continuamos a conversar, felizes, aquele conforto todo para a alma sem necessidade de palavra, que eu entendi com mais nitidez a beleza do que existia entre nós.
Com numerosos cálculos, pode-se obter a vitória. Teme quando os
cálculos forem escassos. E quão poucas chances de vencer tem aquele que nunca calcula!
Falar de amor é fácil e ao mesmo tempo muito difícil;
quando ele é falso, palavra nenhuma convence, mas se é verdadeiro, basta um olhar...
Eu nunca disse que te amo, mas meus olhos sempre me traem!
Realidade não me impressiona. Eu só acredito em intoxicação, em êxtase, e quando vida ordinária me algemar, eu escapo, de uma maneira ou de outra. Nenhum muro mais.
