Quando a Gente Cresce Descobre Mario Quintana
Já percebeu como a gente vive como se tivesse todo o tempo do mundo? Como se as pessoas fossem eternas, como se o “depois” fosse garantido? Mas não é. Não é mesmo. E é louco perceber isso, porque, no fundo, a gente sabe. Só que finge que não, pra evitar encarar o quanto tudo é passageiro.E olha, não tô dizendo isso pra te assustar, nem pra te deixar pensando em como o tempo passa rápido. Tô dizendo porque acho que a gente precisa se lembrar: o agora é tudo que temos. E não dá pra continuar guardando palavras, acumulando abraços ou adiando o carinho em quem a gente ama. Não dá pra viver pela metade. A vida é sobre sentir. Tudo. O amor, o medo, a alegria, a dor. Tudo junto, bagunçado. O que eu quero te dizer é simples: seja gentil com o tempo que você tem. Seja generoso com o que sente. Não economize. Ame como se fosse a última chance, mas não por desespero — por coragem. Seja vulnerável, permita-se ser visto. Não esconda as partes de você que acha que ninguém vai gostar. Tira as armaduras. Então, não espera o momento certo pra se declarar. Não espera a ocasião perfeita pra perdoar, pra agradecer, pra cuidar de alguém. Faz agora. Faz do jeito que der, mas faz. Deixa o mundo um pouco mais bonito só por ter existido nele.
A vida, meu caro, é esse eterno jogo de esconde-esconde. A gente passa anos, décadas até, buscando respostas, soluções mágicas que nos livrem do caos, da bagunça interior que insistimos em maquiar com sorrisos para os outros. Mas, no fundo, a gente sabe que não é lá fora que a verdade está escondida. O problema é que somos mestres na arte de fingir que não sabemos.
Dentro de nós, há uma força bruta, um impulso que poderia mudar tudo, revolucionar o mundo que construímos. Mas, o que fazemos? Enterramos isso tudo, como quem esconde um tesouro no quintal e depois esquece onde enterrou. Porque, vamos admitir, dá medo. Medo de encarar a própria sombra, medo de descobrir que não somos tão pequenos assim, que há um gigante esperando para despertar e tomar as rédeas da nossa vida.
E aí, seguimos nesse teatro ridículo, presos em nossas inseguranças, acreditando nas mentiras que nos contaram — e que acabamos repetindo para nós mesmos. “Você não é capaz”, “Você não é digno”. E essas vozes, essas malditas vozes, acabam definindo nosso destino, desenhando um caminho cheio de muros, onde deveriam haver pontes, janelas para o futuro.
Mas, se a gente para um pouco, se respira fundo e decide olhar pra dentro — de verdade, sem medo do que vai encontrar —, descobre que tudo que precisa está ali. Escondido, sim, mas presente. Amor, coragem, compaixão... Todas aquelas coisas que parecem papo de livro de autoajuda, mas que, na real, são a matéria-prima do que somos.
Só que, claro, não basta saber que estão ali. É preciso querer encontrá-las, é preciso fazer o trabalho sujo, cavar fundo e encarar de frente os monstros que a gente deixou crescer. E isso, amigo, não é para qualquer um. Porque não basta um desejo de mudança que dura até o próximo tropeço. É preciso um compromisso, uma decisão de ir até o fim, mesmo que isso signifique deixar para trás velhas certezas.
Haverá dias em que as sombras vão parecer invencíveis, que o medo vai tentar te convencer a recuar. E é nesses dias que você precisa se lembrar: o poder de virar o jogo está aí, dentro de você. Sempre esteve. Talvez você não precise de nada além de confiar nisso, de deixar essa força ganhar vida, quebrar os muros e iluminar cada canto escuro.
A vida que você merece está ao alcance das suas mãos. Só depende de você. E, por mais clichê que isso possa parecer, a verdade é que a escolha sempre foi sua. Sempre será.
Não há nada mais assustador do que vê um mundo abarrotado de gente arrotando santidade, está sempre a um passo e meio de se tornar um inferno.
Nem todo amor fala. Alguns se movem.
É curioso como, por tanto tempo, a gente aprende a lutar sozinha. A se defender, a sobreviver, a não esperar nada de ninguém — porque quase sempre, quando precisávamos, não tinha ninguém. A gente acaba confundindo amor com palavras bonitas, com discursos ensaiados e juras vazias. Mas com o tempo, a gente entende que amor mesmo... tem mais a ver com movimento do que com fala.
Amor é quando alguém te protege do mundo — não com grades, mas com gestos. Quando percebe sua vulnerabilidade e não se aproveita dela, mas estende a mão. Quando não tem muito a oferecer, mas oferece tudo o que tem.
É aí que mora a diferença.
Tem gente que diz “cuida” e nunca cuida.
Tem gente que não promete nada, mas aparece. Fica. Aguenta. E ama no silêncio das atitudes.
É hora de prestarmos mais atenção nas ações.
Em como as pessoas nos olham quando estamos frágeis.
Em como elas reagem quando erramos.
Em quem nos defende quando o mundo vira as costas.
Palavras qualquer um diz.
Mas o cuidado… o cuidado exige presença.
E a presença, essa sim, é a maior declaração de amor.
A Mulher Que Se Refaz Sozinha
por Diane Leite
Talvez a gente nunca saiba.
Porque pra saber, teria que sentar. Olhar no olho. Aguentar o espelho.
E nem todo mundo aguenta se ver refletido numa mulher inteira.
Numa mulher que sente, que fala, que explode e não se esconde.
Porque mulher inteira assusta.
Dá trabalho.
Desmonta os outros.
O que destrói uma mulher não é a dor.
É a repetição.
É a indiferença.
É a tentativa de calar quem nasceu pra dizer.
De diminuir quem nasceu pra expandir.
De conter uma alma que sempre foi grande demais pra caber no pouco que oferecem.
Mas o que mais assusta...
Não é ver uma mulher quebrada.
É ver ela voltando.
Mais forte. Mais lúcida. Mais dela.
Uma mulher que se refaz com os próprios cacos, sem pedir ajuda.
Sem plateia.
Só com coragem.
Uma das coisas mais fodas que eu fiz na vida foi me olhar.
Despedaçada.
Sozinha.
Com sangue na boca e lágrima no queixo.
E mesmo assim, não menti pra mim.
E sabe o que aconteceu?
Deu certo.
Porque eu me conheci.
E quem se conhece...
não se abandona nunca mais.
O Poder da Auto responsabilidade
por Diane Leite
Vejo tanta gente apontando o dedo.
Tanta gente que esqueceu que tem três dedos voltados pra si.
É sempre o outro.
É sempre o patrão.
É sempre a história.
É sempre o sustento.
É sempre a vida.
Tem gente que chega a culpar até Deus.
Mas deixa eu te contar uma coisa...
Deus não castiga ninguém.
A vida, às vezes, só devolve o que você insiste em não ver.
E quando chega a prova... ah, meu amor...
É aí que a vida quer saber no que você acredita de verdade.
No que você coloca sua fé.
Não é fé no outro.
Não é fé num milagre que cai do céu.
É fé em você.
Na sua coragem.
No seu valor.
No seu caráter, mesmo quando ninguém está vendo.
Porque tudo que você perdeu num dia,
num piscar de olhos,
pode ser refeito.
Desde que...
Você pare de andar no caminho errado.
Desde que...
Você pare de se sabotar.
Desde que...
Você decida se responsabilizar pela sua história.
A chave que abre o que você tanto quer
não está na mão de ninguém.
Está aí, no seu peito.
Está no passo certo que só você pode dar.
E quando você assume isso — de verdade —
tudo muda.
Tudo melhora.
Tudo se reconstrói.
Leva tempo até que a gente aprenda que nosso valor não está nos elogios que recebemos ou nas decepções que não causamos, mas sim naquilo que a gente é realmente, independente das opiniões a nosso respeito.
Viver querendo agradar, desejando nunca desapontar ninguém, aspirando a perfeição, buscando corresponder a todas as expectativas, almejando jamais ser criticado… tudo isso cansa e provoca um desgaste enorme, uma perda de energia e um desrespeito tremendo por nós mesmos.
Leva tempo até que a gente aprenda que nosso valor não está nos elogios que recebemos ou nas decepções que não causamos, mas sim naquilo que a gente é realmente, independente das opiniões a nosso respeito.
É claro que não podemos viver isolados em nossas bolhas, centrados no próprio umbigo, desprezando todo o resto, mas de vez em quando é necessária uma boa dose de autoconfiança para dar um dane-se a toda e qualquer exigência a nosso respeito e adquirirmos uma fé enorme em nosso jeito único de ser e de escolher, independente do que esperam de nós.
Certa vez li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Autoestima não significa “eles vão gostar de mim”. Autoestima significa “tudo bem se eles não gostarem””. E é exatamente isso.
Às vezes, a gente foca tanto no desejo de agradar, na vontade de ser aceito, na expectativa de ser amado, que se afasta do mais importante: nós mesmos. Quando nosso desejo de ser amado pelo outro supera o respeito que temos por nós mesmos, perdemos a capacidade de impor limites, de dizer “não”, de nos resguardar, de nos reservar o direito de seguir nosso coração.
Viver preocupado com o que as pessoas pensam a meu respeito, com o que as pessoas esperam de mim, com o que as pessoas desejam que eu seja… é uma das formas mais cruéis de se viver e se posicionar na vida. As pessoas podem achar o que quiserem, podem me amar ou me odiar, isso não muda quem eu sou.
Zele por aqueles que ama, respeite os que o cercam, honre sua família. Mas não se afaste de si mesmo só pelo desejo de agradar ou por não suportar as críticas.
Viver querendo agradar nos torna marionetes na mão de quem se vale da boa vontade alheia para satisfazer os próprios caprichos. Frustrações fazem parte da vida, e vez ou outra você vai frustrar ou decepcionar alguém, mas isso não coloca por água abaixo todo o valor que você tem. Aprenda a suportar a ideia de que você não é infalível. Você também erra, também tem limites, também é imperfeito, e está tudo bem.
Faça o seu possível e peça a Deus que cuide do impossível. Você não controla tudo, não dá conta de tudo, não é infalível. Absolva seus erros, perdoe suas limitações, respeite seu tempo. Aprenda a dar limites, a dizer “não” àquela solicitação, à andar no seu ritmo. Você irá descobrir que aqueles que te amam e te respeitam não deixam de estar ao seu lado quando algo não sai conforme o combinado. Ame-se o bastante para entender que nem sempre será aceito como gostaria, e está tudo bem. E, finalmente, não se cobre tanto. Entenda que mais importante que fazer tudo certo é conseguir se perdoar quando algo dá errado.
A MATÉRIA É GENTE
Gente que trabalha com gente tem que tratar os seus clientes como gente, agora somos vendedor, sabe lá daqui alguns minutos ou segundos seremos clientes?, o planeta é redondo e gente com gente fôrma um círculo.
"Muita gente deve suas glórias aos problemas, contrariedades e obstáculos que tiveram que contornar ao longo de suas vidas."
Ninguém é obrigado a gostar do que ou de quem a gente gosta.
Porém, devemos respeitar esse posicionamento.
Aceitar as pessoas como elas são, é respeitá-las.
Com a idade avançando, a gente aprende bastantes coisas.
Particularmente tenho praticado bastante a arte de ser honesto com os outros, e principalmente comigo mesmo.
Então, não espere que eu te peça desculpas por ter sido sincero contigo.
Tem gente que nunca muda.
Por mais que você tente acreditar que ocorrerá alguma mudança, infelizmente, essa não virá!
