Quando a Gente Cresce
*O Cordel do Zé Beleza*
Numa terra boa de gente valente,
Nasceu Zé Beleza, figura da gente.
Homem de riso fácil e mão de ajudar,
Que onde pisava fazia o sol brilhar.
Dizia o povo: "Chegou o Zé Beleza!"
E a tristeza pegava a mala e ia nessa.
Porque o homem tinha um dom de verdade:
Transformar aperto em felicidade.
Contava causo, dava conselho,
Ajeitava a vida com jeito de velho.
Deixou pro mundo um monte de proeza:
Amizade, respeito e muita leveza.
Partiu o Zé, mas não levou tudo não,
Deixou semente boa no coração.
E o filho veio pra continuar
Esse ofício bonito de alegrar.
Se alguém perguntar quem foi esse senhor,
Responde alto, com orgulho e amor:
"Foi o Zé Beleza, pai da alegria,
Que ensinou que tristeza aqui não cabia!"
(Saul Beleza)
Quando você chegar
a gente acende a luz baixinha
e dança um forrozinho coladinho
com o dedo na boca, manha e carinho
e no ouvido vai tocar baixinho:
_"tão bom te ver chegar..."_
aí a gente esquece a distância
e só vamos bailar.
(Saul Beleza)
*Se um dia a gente se encontrar de novo, o meu amor vai estar igual. Só mais vivido. E se não, ele continua aqui, sem envelhecer.*
(Saul Beleza)
*"FASE GOOGLE"*
Gente... eu cheguei na pior fase da vida.
É a fase que eu sei a resposta pra TUDO.
E ninguém pergunta.
Sabe aquela fase que você vira o Google da família?
Minha mãe: "Filho, como é que faz pra tirar mancha de café?"
Meu amigo: "Mano, tu acha que ela ainda gosta de mim?"
Meu chefe: "Explica esse relatório pra mim em 5 minutos."
O Google: "Precisamos da sua localização pra continuar."
CARACA. Até o Google me pergunta mais coisa do que as pessoas.
O Google pelo menos fala "obrigado por usar nossos serviços".
As pessoas só falam "ah, valeu" e somem.
Eu virei FAQ ambulante.
"Como supera término?" - 2 minutos de podcast de graça.
"Como faz arroz?" - Receita, modo de preparo e história do arroz.
"Tu tá bem?" - ...silêncio.
Eu sei de cor a solução pra crise mundial, pra ressaca, pra chifre.
Mas ninguém sabe a solução pra "cara, eu só queria um abraço hoje".
O pior é que eu respondi tanto que agora eu respondo até pra mim mesmo:
"Cérebro: e agora?"
"Eu: Pesquisa no Google."
Porque se nem eu me pergunto mais... quem vai?
Obrigado, gente! Se cuida. E se alguém quiser me perguntar como eu tô... eu aceito pix também. Brincadeira... ou não.
(Saul Beleza)
*"SAUDADE"*
(Saul Beleza)
Gente, hoje me bateu uma saudade...
Mas não é aquela saudadezinha romântica de filme, sabe?
Não. Me bateu uma saudade VIOLENTA.
Aquela que chega igual boleto vencido.
Sem avisar. 22h numa terça-feira.
Você tá de boa, comendo arroz, e do nada: PÁ!
Porque a pessoa esteve na sua vida por MUITOS e MUITOS anos.
Quando é pouco tempo, ok. Você esquece.
"Ah, foi só um verão".
Mas quando é muito tempo... meu irmão, o corpo vira HD externo.
Eu vou no mercado e meu cérebro:
"Compra aquele iogurte que ela gostava".
Mano, ela nem mora mais aqui!
Eu tô comprando iogurte pra fantasma.
E o pior é a playlist.
Toca uma música e na hora meu corpo já sabe a coreografia da saudade.
O peito faz "tum".
O olho faz "brilha".
E a dignidade faz "some".
Aí você tenta explicar pra alguém:
"Ah é que eu sinto falta..."
Falta do quê, Saul?
Falta de tudo! Falta do café que ela fazia ruim.
Falta da briga por causa de toalha molhada na cama.
Falta até do silêncio que era confortável.
Porque quando a pessoa fica MUITOS anos,
ela vira móvel da sua casa.
Você não repara até mudar de casa e perceber:
"Caramba, aqui tá vazio. Cadê o sofá?"
E o Google ainda ajuda, né?
Você digita só a primeira letra do nome e ele já completa.
Obrigado Google. Queria esquecer, mas você tá aí lembrando.
Saudade violenta é isso.
Não é que você quer voltar.
É que você queria que ela tivesse visto você hoje.
Só pra contar uma besteira.
Só pra dizer: "olha que idiota que eu sou".
E no fim... a gente ri.
Porque chorar todo dia dá espinha.
E porque se foi tanto tempo,
foi porque em algum momento valeu MUITO a pena.
Obrigado, gente. Boa noite. E se bater saudade aí, bebe água. Ajuda em nada, mas hidrata.
*O VAI-E-VOLTA"
*(Saul Beleza)*
Gente, vocês já ficaram com alguém que é igual ônibus?
Ela vai... ela volta... ela vai... ela volta...
E você lá no ponto. De guarda-chuva. Na chuva. Há 3 anos.
Aí um dia você se pergunta:
"Quem é o problema aqui? Ela que volta... ou eu que deixo?"
Mano, é os dois.
Ela é o problema que volta.
E eu sou o problema que abre a porta.
Ela vai e volta igual controle de TV com pilha fraca.
Some 2 semanas, do nada: "Oi sumido"
Mano, sumido nada. Eu tava aqui. Você que tava na Disney.
E eu aceito.
Por quê? Porque saudade é igual cachaça ruim.
Você sabe que vai dar dor de cabeça amanhã,
mas na hora você bebe e grita: "VEM MAIS UMA!"
Aí ela volta, a gente finge que é recomeço.
É recomeço nada. É Ctrl+C, Ctrl+V.
Mesma briga, mesma maquiagem, mesma promessa de "agora vai".
Sabe qual é a diferença entre vai-e-volta e relacionamento?
No relacionamento tem futuro.
No vai-e-volta só tem retorno.
E o pior é que a gente vira especialista.
"Ah, ela vai voltar na terça"
"Não, volta depois do feriado, que ela sempre volta depois do feriado"
Irmão, você virou meteorologista de ex.
Se ela se vai e logo volta...
O problema tá nela que não sabe ficar.
E tá em mim que não sei soltar.
E tá nos dois que transformaram amor em elástico.
E elástico, gente... uma hora estoura.
E quando estoura, bate na cara.
E dói. Mas pelo menos para de esticar.
Obrigado, gente! Se seu ex te mandou "oi" hoje,
responde com "tô ocupado".
Ocupado nada, estou aqui, oi sumido!
*Estafeta*
Você quer algo sério?
Porque se não quer,
é melhor a gente seguir um rumo.
Não um rumo juntos.
Um rumo cada um pro seu lado.
Eu me apego fácil.
Eu já tô me apegando agora
só de escrever isso.
E isso vai me fazer mal.
Vai me fazer virar boneco de novo,
coleção, diversão.
Eu não quero ser teu quase.
Eu não quero ser teu depois a gente vê.
Então me diz agora, sem soslaio, sem arapuca:
Você quer algo sério?
Se não,
segue tua vida
que eu juro que tento seguir a minha.
Mesmo com a porta encostada.
Mesmo com teu cheiro no travesseiro.
Mesmo sendo nada pra ti.
Eu sigo.
Mas se for pra ficar,
fica direito.
Porque meu coração não sabe ficar pela metade.
Ou ele fica inteiro,
ou ele se quebra inteiro.
(Saul Beleza)
Lembra do passado,
mas não mora nele.
Vive o presente,
porque é só nele que a gente se toca.
E tem esperança
de um lindo futuro.
Porque o que foi bonito nos ensinou,
o que temos agora nos sustenta,
e o que vem pela frente
pode ser ainda maior.
Saul Beleza
Com 20 anos a gente quer tudo.
Com 40 a gente quer metade.
Com 65, a gente quer o que é de verdade.
Então me diz, vamos descobrir juntos:
Você quer barulho ou quer sossego?
Quer gente nova ou quer os de sempre?
Quer ir ou quer ficar?
Às vezes o "eu quero" da nossa idade
não é querer mais coisa,
é querer menos peso.
Talvez você queira:
um dia sem dor na perna,
uma conversa boa na varanda,
a vida rindo sem pressa,
e saber que ainda cabe.
(Saul Beleza)
Quando a gente aprende a se reconhecer, a ingratidão dos outros diminui de tamanho. Ela já não define o valor do que você fez.
Aldemi E de Matos
"O sistema nos vende o sonho de não depender de ninguém só para garantir que a gente enfrente as dificuldades totalmente sozinho."
Até que ponto a gente é realmente livre pra ser quem é?
Não é uma pergunta simples, é algo complexo de se pensar, mas no meu ponto de vista, nós nunca somos nós mesmo, somos apenas um reflexo de como lidamos, com o ambiente, com as pessoas, com as situações felizes e tristes, e principalmente com a nossa família. Tudo o que nós somos, é aquilo que nós aprendemos a ser.
Agora falando sobre o “Até que ponto a gente é realmente livre para ser quem é?”, bem nunca somos, por que não somos um só, todas as pessoas são “duas caras”, por que quando estou sozinha eu sou uma pessoa, com a Gabriela eu sou outra, com a Julia outra, com a minha família outra, e é por isso que eu considero muito difícil reunir todos os meus amigos (de diferentes grupos) e a minha família em um só lugar.
Também abordaremos os principais assuntos sobre ser livre para ser quem é, até por que vivemos em uma sociedade recheada de críticas, onde tudo é criticado, se eu sou bom uns vão dizer que sou gentil, outros dirão que sou trouxa, e outros ainda que eu sou falsa, mas isso não diz muito sobre mim, diz mais sobre quem eles são, não acha? E nessa minha idade, não só, mas principalmente, tudo é julgado, muitas vezes pelo fato de que a tecnologia está expondo muitas coisas. Então tudo o que fazemos é seguir, não o que consideramos certo, mas aquilo que consideramos que todas as pessoas, ou boa parte delas, acharam certo, por que temos medo das críticas.
Respondendo finalmente à pergunta, “Até que ponto a gente é realmente livre pra ser quem é?” simples, nunca somos livres para ser quem somos, por que nunca somos apenas uma pessoa, somos tudo e ao mesmo tempo nada, com cada um somos diferentes, e sempre somos criticados, sempre, mas isso diz mais sobre o outro do que sobre nós.
Pra sempre
(Evaristim)
Quando o Amor é pra sempre,
Quando o Amor é demais
A gente segue em frente
De São Bernardo a Minas Gerais.
Quando o Amor é pra sempre,
Quando o Amor é demais
A gente segue em frente
Do Oiapoque a Goiás.
Quando o Amor é pra sempre
A gente sorri, agradece, segue em frente,
Acredite e cria uma realidade de paz,
Investe na melhora da mente,
Crê em sonhos que não voltam atrás,
O ser que ama não erra por amar demais.
feradapoesia.blogspot.com
O cotidiano guarda aquilo que a gente tenta evitar nomear. Escrever sobre isso é uma forma de encarar sem precisar dramatizar.
Debbie Villela
