Quando a Gente Cresce
Só o fato de você evitar gente interesseira já te torna uma pessoa interesseira; cabe a si mesmo fazer igual aos interesseiros, escolher os interesses que lhe interessam.
O que realmente importa não está do lado de fora, mas dentro da gente. O que somos de verdade está nas coisas que os olhos não veem: no coração que bate, no sangue que corre, na cabeça que pensa, nas partes do corpo que se refazem e na respiração que não para. É essa força da vida que nos segura, que nos faz andar e que diz quem nós somos.
O que a gente vê por fora – a cara que a gente faz ou o que os outros enxergam – é passageiro, é como uma sombra que um dia some.
O corpo, com seu formato e sua cara, é só uma roupa por um tempo. Ele fica velho, cansado e um dia acaba. Mas o que a gente é de verdade – a vida, o espírito – vai além disso. No fim, a gente deixa o corpo, mas o nosso verdadeiro eu não morre nunca.
Por isso, tudo que a gente busca lá fora, tudo que a gente tenta ganhar ou mostrar para os outros, não pode dizer quem a gente é de verdade. O que somos, o que nos faz seguir em frente, o que dá valor à nossa vida, mora aqui dentro. E é esse mundo dentro da gente que manda na nossa vida, muito mais do que as aparências e as coisas que um dia vão embora.
O melhor pra gente está naquilo que mais corremos atrás; fica pra trás aquilo que deixamos de correr atrás.
Se você corre atrás de afeto, sentimento, amor, etc., mais possibilidade você tem de encontrar. O mesmo vale para o sucesso, status, poder, riqueza material, etc.: quanto mais você corre atrás, mais chance tem de alcançar.
Escolha o que tem mais valor e importância pra você, porque o que você não vê como importante é o que vai ficar pra trás na sua vida.
Lá na frente, quando a morte bater em sua porta, ela vai lhe dizer o que você deveria ter corrido atrás.
Uma mulher linda, feliz e solteira causa revolta em muita gente.
Eu não vim para competir ou lhe afrontar, mas vim para lhe ensinar o que é o amor-próprio.
Um poema bom mesmo
não fica na frase
cai na boca, se prende na mente
freia a gente
reaviva marcas, tem a bala de prata...
nisso a gente se amarra
se armar e, atirar na calma
sem perder o alvo
com a palavra certa
parar o leitor no poema da gente...
Às vezes a gente acha que ajudar é ter tudo resolvido, mas não é.
Ajuda de verdade vem de quem atravessou e continuou humano.
A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.
Observar com carinho,
entender sem julgar,
cada gesto é um caminho
que a gente pode escutar.
Passo a passo, bem de perto,
com cuidado e atenção,
o comportamento fala…
mesmo sem explicação.
Com ciência e com afeto,
vamos juntos aprender:
todo avanço, por menor,
já é um lindo crescer.
Livro aberto é janela a brilhar,
leva a gente pra longe, sem precisar viajar.
Tem aventura, sonho e emoção,
cada página é um mundo na palma da mão.
Quem lê descobre, imagina e cria,
faz do saber uma doce magia.
No livro mora um amigo fiel,
que ensina a voar sem sair do papel.
"Gente de mente deturpada adora julgar e diminuir quem tem sede de vitória e mentalidade grande. O problema de quem não quer evoluir é exclusivamente dele; não permita que o fracasso alheio limite a sua visão."
A vida passa, e como passa.
Às vezes a gente não se dá conta disso, vive no automático, deixa os dias escorrerem pelas mãos sem perceber o valor que cada momento tem.
Mas chega uma hora que a gente entende: o tempo não espera, ele não volta atrás. E é justamente por isso que a gente precisa escolher bem com quem vai caminhar.
Que Deus una aqueles que querem amar de verdade, sem indecisão, com respeito e cuidado, sem metades, sem joguinhos. Que Ele una dois corações dispostos a cuidar um do outro, com paciência, com carinho nos detalhes mais simples do dia a dia.
Porque se o tempo vai passar de qualquer jeito, por que não passar ao seu lado? Por que não transformar os dias comuns em memórias eternas? Por que não construir uma família alicerçada na fé, no amor e na cumplicidade?
Eu quero dividir contigo não só os momentos bons, mas também os difíceis. Quero ser teu abrigo nos dias de tempestade e tua alegria nos dias de sol. Quero acordar ao teu lado e agradecer a Deus por ter me dado você, e dormir com a certeza de que fiz a escolha certa.
Que o nosso amor não seja pressa, seja propósito. Não seja medo, seja entrega. Que seja aquele amor tranquilo, que constrói, que soma, que aproxima de Deus.
Porque no fim, a vida passa... e eu quero que ela passe inteira ao seu lado.
A Travessia do Invisível
Há mundos que habitam a gente muito antes de os nossos olhos abrirem para o mundo físico. Na infância, quando o silêncio e a ausência de telas moldavam os dias, a imaginação não era apenas um faz de conta; era uma antecipação. Sonhar com rostos, presenças e cenas que só anos mais tarde cruzariam o caminho na televisão — como o encontro lúdico com artistas no alto de uma árvore — revelava algo curioso: de alguma forma, na vida, parece que já fomos todos apresentados antes. Era a alma reconhecendo nos bastidores do tempo aquilo que a realidade só iria revelar mais tarde.
Mas a sensibilidade de quem enxerga além não para na infância. Ela cobra travessias. Anos mais tarde, o espírito pediu passagem em um daqueles abismos que exigem a morte de tudo o que é velho para que o novo possa respirar. Ao ver a própria matéria de fora e cruzar com a figura profunda de um mestre da nossa arte nos domínios do sonho, a vida exigiu uma curva drástica.
Foi preciso morrer por dentro para nascer inteira. Nesse renascimento, os dogmas pesados, as amarras e a religiosidade excessiva ficaram para trás, deixados como roupas velhas que já não cabiam na alma. Caiu o medo, dissolveu-se a culpa imposta.
Hoje, não há intermediários entre o humano e o sagrado. A bússola é interna, a voz é própria e o leme pertence a quem aprendeu a caminhar de mãos dadas com a própria essência. No controle do próprio destino, compreendemos o que sempre esteve por trás de tudo: o Criador sempre foi o diretor dos cenários. Sobra, então, a liberdade pura de ser, sentir, criar e escrever a própria história.
A memória é o único espelho que consegue devolver o brilho exato de um segundo que a gente viveu sem pressa e sem notar.
Você ter pouco dinheiro,
muita gente se importa.
Você ficar doente, alguns se importam.
Experimente ser feliz e veja
quanta gente se importa.
Quando a gente pensa positivo e mantém o coração no lugar, a alma se torna leve e a vida caminha em paz.
