Prudência
A mente aprende rapidamente a evitar aquilo que machuca. Chamamos isso de prudência, maturidade, realismo. Mas, muitas vezes, é medo disfarçado de lucidez. Quando tentamos eliminar o risco da frustração, eliminamos também a possibilidade da alegria. Quem se fecha não sofre menos, só vive menos.
“O Imperador Amarelo nos ensina que governar o corpo exige escuta, prudência e respeito pelos ciclos da natureza.”
Do livro Medicina Tradicional Chinesa — História, Filosofia e Prática da Medicina do Imperador Amarelo, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Eu aprendi que em tudo devemos ter prudência, seja com atos ou palavras, pois ao apressar o erro, haverá uma consequência... Cuidado com o julgamento precipitado e com o ódio direcionado, pois a vida é feita de surpresas, o que era antes, pode não ser agora o real fato, prefiro esperar e observar com calma o resultado... Eu não sou o dono da verdade, muito menos o "perfeitinho" da sociedade, apenas sou prudente em tudo que faço, analiso as reais possibilidades e tenho o maior cuidado em tudo que falo...
O medo é a versão negativa da prudência, assim como a ganância é a versão negativa da ambição.
O medo corrompe, faz trapacear e acovarda. A ganância cega, destrói e traz sofrimento.
A prudência traz cautela, planejamento e temperança. A ambição traz o crescimento, a virtude e a segurança.
"Na dúvida relevante, a prudência não precisa de autorização legal expressa para existir; ela decorre da responsabilidade profissional de não transformar incertezas relevantes em certezas artificiais."
Na logística regulada, a prudência técnica não consiste em evitar decisões, mas em reconhecer com precisão o grau de certeza e o grau de risco de cada decisão.
[...] Se da beleza, altruísmo ou prudência viessem minhas conquistas o mérito seria da minha vaidade, bondade ou disciplina. Se mesmo no ápice da minha imperfeição ainda sou como a luz que não faz barulho, mas desfaz qualquer abismo o mérito é apenas daquilo que realmente sou. (...)"
— Cicero Faustino
A prudência modera as atitudes, porém não o pensamento que dá liberdade aos lábios de falar o que o coração sente;
"O silêncio de um cidadão diante da injustiça pode ser prudência; o silêncio de uma sociedade inteira diante dela é o começo de uma tirania.”
"O silêncio diante da injustiça não é prudência, é cumplicidade; calar-se frente a outra covardia é vestir a mesma armadura do opressor."
O estúpido vive num paradoxo: pensa de modo limitado, age sem prudência e fala sem reflexão, mas acredita possuir sabedoria.
