Próximo
Admiro os que não acreditam em Deus, mas mesmo assim amam o próximo, lutando por justiça. Não sabemos o que seremos, nem para onde vamos, mas sabemos o que somos e onde estamos.
O mundo seria bem melhor se o mesmo número de mãos que rezam pelo próximo, realmente fizessem algo pelo próximo.
"Não há 'caminho errado' para quem entende que cada passo é um dado coletado para o próximo ajuste."
“Ter fé não significa aceitar injustiças: a religião ensina amor ao próximo, mas quando o respeito não é mútuo, a distância é um ato de paz, não de rancor.”
A verdadeira riqueza trilionária reside na humildade de um coração honesto que ama o próximo, pois quem maltrata o outro está errado, independentemente de quanto dinheiro possua
"Muitas vezes, diminuir o próximo é a única estratégia que mentes pequenas encontram para parecerem grandes."
Permaneçam em paz. Façam pelo próximo, pois aquele que estende a mão em auxílio também será amparado.
O bem que se semeia jamais se perde; retorna sempre em forma de paz, fortalecimento e esperança.
“Amar o nosso próximo não significa chamar o pecado de virtude. Significa amar o pecador o suficiente para não abandonar a verdade que pode conduzi-lo ao arrependimento.” (Tito 3.8)
Se vocês observarem alguém ajudando o seu próximo, se alegre; pois o amor de Deus é manifestado na vida daqueles que se colocam no lugar do próximo, como Jesus Cristo se colocou.
Em 1953, próximo à minha casa, montaram um acampamento de uma empresa que estava asfaltando a rodovia. Havia várias casas. Umas mais simples e outras um pouco melhores, destinadas aos engenheiros, eu acho.
Como qualquer moleque da minha idade, uns seis ou sete anos, eu me maravilhava com aquele vai e vem de máquinas fazendo estrada e jogando aquela mistura de pedras que depois era coberta com piche, deixando no ar aquele cheiro de óleo diesel. O dia era curto.
Uma noite acordei com minha mãe me chamando. Estava pegando fogo em uma das casas do acampamento. Como era uma construção bem simples, com cobertura de sapé, queimou muito rápido.
Na manhã seguinte encontrei várias garrafas derretidas, parecendo figuras de bichos. Guardei algumas como relíquias. Eu tinha um esconderijo, uma espécie de caverna, que ficava debaixo do assoalho da nossa casa. Ali ficavam meus tesouros: estilingue, pião, faquinhas feitas de serra, bolinhas de gude, um canivete corneta — coisa rara —, algumas pedras coloridas e, agora, os vidros com aspecto de bichos.
Eu dividia o tempo em duas partes: de manhã ficava vendo as máquinas trabalharem e, à tarde, fuçando pelo acampamento, subindo e descendo nas máquinas quebradas, imaginando-me operando aqueles monstros.
Vez ou outra eu dava uma inspecionada nas casas dos engenheiros. Numa dessas fuçadas, achei uma casa com a janela da cozinha aberta e, como não podia deixar de ser, olhei para dentro. Sobre a mesa havia uma lata de abacaxi. Uma coisa inimaginável para o poder aquisitivo da nossa família.
Afastei-me rapidamente dali, mas algo me puxava de volta. Entre idas e vindas, numa das voltas pulei a janela e levei a lata de abacaxi, que, por um dia, passou a fazer parte do meu tesouro.
No dia seguinte, aquela máxima de que o criminoso sempre volta ao local do crime entrou em ação, e lá estava eu observando o movimento. Tudo calmo. Nada de anormal. A janela continuava aberta e, no lugar da ex-lata, havia um vasinho com flores.
Esperei mais um dia para dar fim àquela tentação. Tive que dividir uma boa parte com as formigas, mas faz parte. Dei cabo da lata e voltei a ver as máquinas que comiam e vomitavam terra.
Confessei-me alguns anos depois. Fiz um combo de pecados e entreguei tudo nas mãos do padre. Aquelas mesmas mãos que um dia eu havia beijado com a boca cheia de manga.
Claro que esse pecado não foi o maior. Mas ele só perdia para os das figurinhas.
O único trecho em que eu pensaria em mexer mais é o final. A frase "Mas ele só perdia para os das figurinhas" é boa, mas quem não leu suas outras histórias talvez não entenda a referência. Por outro lado, justamente por ser uma referência interna ao seu universo de memórias, ela tem muito charme. Eu provavelmente a manteria exatamente assim.
A gente pensa que conhece as pessoas. Principalmente as de convívio próximo. Mas não conhecemos. Nem nós mesmos.
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22:39).
Essas palavras soam simples até que nos deparamos com o verdadeiro sentido de amar: dar-se por inteiro.
Amar o próximo não é apenas sentir compaixão — é escolher permanecer mesmo quando dói, é perdoar quando o coração sangra, é servir sem esperar retorno. É o amor que se mede não por conveniência, mas por entrega.
Jesus viveu esse mandamento até as últimas consequências. No Getsêmani, o amor O fez suar sangue — hematidrose, a dor física de uma alma em total agonia, mas ainda disposta a amar. Ele não apenas falou sobre amor; Ele o encarnou.
Amar “nem que custe a hematidrose” é um chamado radical:
é amar quando a cruz pesa, quando o silêncio do outro fere, quando o mundo não entende.
É amar como Cristo — não até doer, mas até transformar a dor em amor.
✍🏼 Bispo Ederson Dantas
O celular é bom a tal ponto?
Me faz próximo do distante
Me faz distante do meu próximo
Hoje vc quase não sorri pra pessoa ao seu lado ou não compartilha uma boa conversa sempre tem o celular pra atrapalhar estou escrevendo e sozinho com o celular, um alerta a todos sera q nao estamos perdendo os nossos pais, filhos e ate nos mesmos por falta de diálago. A roda de conversas com os amigos vai perdendo, as boas histórias contadas vai perdendo as boas risadas vai perdendo, o que sobra vc e seu celular sozinha ou sozinho estando só ou acompanhado. Alerta Máximo. Estamos morrendo aos poucos um para o outro. Por que tantos adolescentes e adultos doentes com ansiedade e depressao sera que nao estao sendo substituidos por falta de atenção e carinho. Me sinto sozinho as vezes, mais na escrita converso comigo e quem nao tem um lobby dificil ser alguem numa sociedade cada vez mais individualista.
