Proverbio Chines sobre a Palavra
Se vocês têm apelidos engraçados e carinhosos;
Se vocês conversam sobre tudo;
Se vocês não tem brigas e se tem se resolvem;
Se vocês comem juntos;
Se vocês choram juntos;
Se vocês vivem juntos mesmo distantes;
Vocês se amam a todo instante.
É tempo de refletir, é tempo da autotransformação, de refletir sobre a nossa relação interna e externa. Permita que o perdão e o desapego façam morada em seu ser. O tempo é contínuo, e sempre é momento de reflexões. Que suas escolhas tenham te impulsionado para a renovação da sua própria vida. Busque sua melhor versão.
Reflexões para um dia melhor. Trecho do meu livro "Um Dia de Cada Vez".
Não é sobre ser passiva, não é sobre engolir coisas importantes; significa ter discernimento. Significa entender que algumas colinas não valem a escalada. E isso é sabedoria, maturidade...
Sobre Música e Sonhos
A música é a única salvação para o que resta da minha alma, quando o que se tem, não basta, ou o que há de mais importante, é inalcansável. Só ela nos ajuda a jogar para fora o que queima, arde, cura ou fere.
Cante suas histórias, conte tuas memórias. Que cantemos a verdade com paixão, pois se não há outro caminho, é necessária uma solução. Faça o que faz por amor, e não por dinheiro, pois ele é só um bônus do esforço e trabalho bem feito. Do que adianta toda riqueza, vivendo uma vida de mentira, sem desejo, vontade ou um amar verdadeiro?
Busque teus sonhos, viva o teu destino. Jamais deixe alguém dizer que não pode qualquer coisa que queira. Viva para realizar seus sonhos, e não os de pessoas alheias, que jamais devolverão o tempo perdido, ou o momento onde ainda podia alcançar teus objetivos mais concretos, e vontades mais sinceras.
— Marcela Lobato
O texto de Isaías não fala sobre Lúcifer, mas sim sobre Nabucodonosor II, que foi rei da Babilônia, devastando diversas nações por muito tempo, e tornando, inclusive os hebreus, seus escravos.
O que está no livro de Isaías 14 é uma comparação de Nabucodonosor com vênus, devido ao mito babilônico das estrelas (que para eles eram os planetas também, e deuses), onde Vênus é expulsa do céu ao longo da madrugada devido, pela mitologia deles, ter sido expulsa pelos deuses já que era a mais bonita, a mais brilhante, e com isso ter ficado arrogante, orgulhosa, assim como era esse rei, se sentindo o rei do mundo, um deus encarnado. Além disso, naquela época era comum chamar os imperadores de "Estrela da Manhã"
Então não, não existe nenhuma menção ao deus Lúcifer, e nem a nenhum ser chamado Lúcifer na bíblia. A outra única vez que o termo lux ferre aparece, não como nome próprio, como título, é para se referir a Jesus, o colocando como "Estrela da Manhã". Como um imperador.
Vocês foram enganados. O diabo foi criado pela igreja para mantê-los no cabresto. Sem o Diabo, o que seria da igreja? Sem a condenação eterna, quem se sujeitaria aos horrores do cristianismo? Não é atoa que a maioria esmagadora, se não todos que lêem a bíblia de verdade, saem do cristianismo, ou, no mínimo, mudam muito sua crença com relação a isso.
Não deixe que sequestrem a sua mente! Não seja refém de um sistema sádico! Acorde e liberte-se! Conheça a verdade, a verdadeira, não a ilusória ultra manipulada, e então liberte-se! Parafraseando o personagem mitológico Jesus, "Conheçam a verdade e ela vós libertará".
- Marcela Lobato
Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua
pele com nímio certeiro nos impele
a nos colocar nas mãos do destino.
Perscrutar o teu mistério quase
místico é algo como mansa ave
e o meu roçar suave passeiam
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.
Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais
terno amplexo que têm fortemente
se preparado - e a cada novo
eflorescimento tem se encaixado.
Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus
planos são de amor e fogo apaixonado.
Lanço-me entre as auroras
sobre a Mata Atlântica,
no Médio Vale do Itajaí,
onde em Santa Catarina
por aqui o Aracuã-escamoso
se alimenta e se abriga.
Porque toda absoluta
a Araraúva restauradora
amorosa da terra e da vida
com raízes e suas cascas
é que a inspiração se alia,
e das pancadas da vida cura.
Sempre que o mundo vier
conflitar sem permissão,
em mim a brandura perdura,
faz moradia com formosura
para manter a distância segura.
De toda a rudeza e da secura,
para não perder nenhum pouco
a esperança, a sutileza e a ternura,
enlevo-me ao encontro deste vale
que põe o meu coração na altura
para o que é sagrado se preserve.
Eu tenho aprendido que presença é um dos maiores presentes.
Pra gente.
E pro outro.
É sobre como a gente se entrega de verdade… na página de dentro.
No jeito de olhar sem julgar.
Na escuta que acolhe sem querer corrigir.
Na presença que não invade… mas também não abandona.
Porque no fim, não é sobre salvar o outro.
É sobre caminhar junto com verdade e humildade pra não ferir…
e lucidez suficiente pra não se perder.
E talvez seja isso que a vida tenta ensinar o tempo todo:
a gente não evolui só entendendo…
a gente evolui sentindo, praticando e escolhendo amar melhor a cada dia.
Memória da flor do Jacarandá
A flor do Jacarandá
cai sobre a memória,
A existência se desfia
e as estações desafia
a trama da História,
porque crê na vitória.
Com toda a sutileza
para que você venha
ser a minha a glória,
a refinada paciência,
e busco por excelência.
O teu poder absoluto
desejo ter para sentir
a poesia da travessia,
eleita para o jogo alto:
a escolha da tua vida.
Disparei as fotos pela
janela da memória,
Desci para verificar e pisar
sobre o que restou da péssima História.
Recorrerei ao descarte
sempre que for necessário,
Para proteger o sonho e não permitir
ter um coração desiludido.
A rua em que me encontro não é meu destino.
Nova Trento
Há muito o que contar
sobre a terra que levou
os trentinos cruzarem
o Oceano Atlântico,
Em meio ao magnânimo
Vale do Rio Tijucas,
Lindamente cravejado
pelo verde da nossa
amorosa Mata Atlântica,
da bela Santa Catarina,
total, austral e romântica.
O voto de amor foi feito
para com a terra que
tudo deu e tudo nos dá,
entre o Sol das lutas
e sob a sombra da Indaiá.
E assim se ergueu uma
cidade em meio à Natureza,
vinícolas e espiritualidade;
onde a beleza abunda,
reina a paz e a serenidade.
Com honra e luta o povo
veio, viveu e venceu,
Em Nova Trento se recorda
a memória ancestral,
Desde a Dália plantada
e o pedido em casamento
feito para a sua amada.
A gente segue em frente
pedindo sempre com toda
a devoção a intercessão
da abençoada Santa Paulina,
para que nada nos falte,
E seja para nós o farol
que a todos ilumina;
Com ela além de pedir,
agradecemos a Deus todo dia.
Calar sobre o que é injusto
mesmo não sendo
na prática o outro lado,
pode vir no futuro custar
um preço muito caro,
e por cumplicidade passiva
se tornar a real condenação.
Quando se cala o justo
se cala um aliado
para caminhar lado a lado,
quando for se deparar
com o que for tumultuado.
Vivo sob a Canela-guaicá,
não permito calar nem sobre
tudo aquilo que não gosto;
pois não existe conforto
quando se habita no injusto,
e por mais desconfortável
que seja a verdade rendo culto.
Onde há dor do povo, do meu jeito
abraço e continuo falando
para que a injustiça e a indiferença
no nosso meio não enraízem.
Deixo falar o que falarem,
mas ao aceleracionismo dou
minha jura de agulha no palheiro:
para que o êxito não alcancem,
porque não há mundo derradeiro.
hoje é dia da Palavramiga e o sapinho mochileiro Gabiróba reflete sobre o tempo, talvez por ser hoje o dia do descobrimento do Brasil. Como o tempo voa, quando estamos cheios de alegrias e felicidades e conquistas, quando estamos sendo e vivendo o melhor de nós e até deixa a impressão que temos tempo para tudo e somos donos de todo tempo do mundo. Mas, quando as coisas não vão muito bem já começamos reclamar do tempo e ficamos com a sensação que não dá tempo pra nada e que os outros tem mais tempo que nós. Mas a questão é que alguns podem ter mais dinheiro que outros, mais saúde talvez. Mas o tempo é igual para todos, use bem o seu tempo...e sempre terá tempo para fazer o bem. Gabiróba, o sapinho viajante decidiu que sempre é tempo se seguir em frente...e seguiu...pulando e cantando alegremente.
Houve um tempo em que partir era necessário. Outro, ficar era a solução. Hoje, refletir sobre as decisões a serem tomadas é o bastante.
Se entendêssemos um pouquinho mais sobre o poder da natureza, não precisaríamos de mais nada para sobreviver.
Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo
Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.
Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.
O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.
Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.
Talvez…
Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?
De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?
Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.
E lá fora?
Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?
A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.
Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.
Perfeito amor…
Não é sobre começos,
é sobre o que ficou depois deles.
Sobre nós, que não passamos —
criamos raiz no tempo e fizemos morada no sentir.
Te amar
virou rotina daquelas bonitas,
que não pesam, que não cansam.
É o tipo de certeza que não precisa ser dita, porque vive nos detalhes que a gente nem percebe mais.
Nos dias difíceis,
teu nome ainda é abrigo,
teu abraço ainda resolve o mundo.
E mesmo quando o silêncio chega,
ele vem cheio de nós dois,
nunca vazio.
Se isso não for
o tal do perfeito amor,
então eu não sei o que seria.
Porque o que temos não grita… permanece, e tudo que permanece, no fundo, é eterno.
A infância é o chão sobre o qual caminharemos o resto de nossos dias.
Conversem!
Conversem sempre
sobre tudo!
Porque o silêncio são pedras.
E pedras são muros, e muros dividem.
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