Proteger

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A dúvida é uma liberdade que o Estado laico deve proteger tanto quanto a fé, porque o agnosticismo transforma a suspensão do juízo em uma possibilidade legítima da consciência.

O Direito deveria proteger tanto a liberdade de acreditar quanto a liberdade de não transformar crença em prova.

Quando o Estado decide o que devemos pensar, a lei deixa de proteger a razão e começa a substituí-la.

O Estado pode proteger a liberdade religiosa, mas não pode transformar uma verdade metafísica particular em verdade jurídica universal sem uma justificação pública acessível a todos.

O poder político deve ser suficientemente forte para proteger a liberdade e suficientemente limitado para não se tornar seu proprietário.

A verdade não precisa de polícia; quem precisa de polícia para proteger uma verdade talvez possua apenas uma crença.

Toda censura começa acreditando proteger a sociedade de uma ideia e termina protegendo o poder de uma pergunta.

Quando o poder instituído para proteger direitos passa a destruí-los, a própria autoridade começa a entrar em conflito com a finalidade que justificava sua existência.

⁠Se usar máscara para te proteger do vírus não te motiva, use máscara para nos poupar da sua feiúra!

“Pensar os Fatos ou Proteger Ideias?”.

Talvez discernir não seja apenas pensar, mas notar quando paramos de pensar.

O fato acontece, a mente interpreta e a crença seleciona.

Quando a interpretação vira dono / dona do lugar, o fato vira acessório.

Por isso a pergunta não é só “isso é fato ou ideia?”, mas “estou disposto a deixar um fato contrariar o que eu já penso?”.

Porque quando os fatos precisam se curvar às ideias, já não estamos pensando a realidade. Estamos tentando fazê-la pensar como nós.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor, Educador e Pesquisador.

O silêncio estatal pode proteger uma operação, mas não deveria proteger indefinidamente a ausência de explicação.

Quando o segredo deixa de proteger a segurança e passa a proteger apenas o próprio segredo, o problema deixa de ser militar e passa a ser jurídico.

A pandemia passou pelo corpo, mas ficou no coração.
A gente aprendeu a se proteger tanto — do toque, do outro, da perda — que muitos não conseguiram voltar.
Não é que as pessoas ficaram más.
Elas ficaram cansadas, desconfiadas, com medo de sentir de novo.
Antes:
a conversa era ponte
o café era desculpa
a visita era afeto
Depois:
o silêncio virou hábito
o celular virou escudo
a distância virou conforto
O coração não esfriou de repente.
Ele foi se fechando devagar, para sobreviver.
Mas ainda tem algo bonito nisso tudo:
quem percebe essa frieza… ainda sente.
Quem se incomoda com a falta de conversa… ainda tem calor por dentro.
Talvez agora a gentileza precise ser reaprendida.
Como quem volta a falar depois de muito tempo em silêncio.

A tolerância jurídica é a arte de proteger direitos sem exigir uniformidade de consciências.

Uma sociedade é tão livre quanto a liberdade de pensamento que consegue proteger.

A lei deve proteger o indivíduo também contra a maioria.

Não proteger o que Jesus amou, precisa de proteção pelo amor de Jesus.

O Direito torna-se perigoso quando passa a proteger certezas contra perguntas.

Proteger a natureza é proteger a nossa própria existência. Afinal, não herdamos a Terra apenas para utilizá-la. Temos a responsabilidade de cuidar dela para que também possa continuar sendo lar das próximasgerações.

A verdadeira fronteira da justiça não reside em proteger o semelhante, mas em estender a mais severa das defesas àquele que não tem voz para exigir direitos nem história para cobrar reparação