Prosas de Amor
Poderíamos
Podíamos
Queríamos
nunca é possível, nunca é impossível
tantas controversas, nenhuma conversa
muitas promessas e nenhuma deu certo.
Estou exausto de ser usado,
mascarado, escondido, fingindo.
Gostaria de um abrigo,
um coração que pudesse me acolher,
me proteger e não precisar temer,
correr e se esconder.
Só queria que existisse
um coração que pudesse me entender,
que pudesse me compreender.
Um coração com a mesma sintonia,
melodia e harmonia.
Gostaria que este coração fosse de você,
mas não era pra ser.
Não tem mais lar o que mora em tudo.
Não há mais dádivas
Para o que não tem mãos.
Não há mundos nem caminhos
Para o que é maior que os caminhos
E os mundos.
Não há mais nada além de ti.
Porque te dispersaste…
Circulas em todas as vidas
Pairas sobre todas as coisas
E todos te sentem.
Sentem-te como a si mesmos
E não sabem falar de ti.
"Ela era o ar da primavera,
por onde passava, refrescava a alma.
Mas, como o vento, ela foi brisa leve,
e, no céu do outono, a brisa argélida,
que traz o frio, o inverno e a impermanência,
passou e foi embora.
Deixou saudades:
saudade do que foi
e do que poderia ter sido.
Mas ela era o vento,
que assoprou em minha direção.
Apesar do pouco tempo,
passa-se igual a um furacão,
deixando marcas, sonhos e imaginação.
Foste tão rápido,
tão rápido como a eternidade.
E assim foi:
foi a amizade que não cabia no amor.
Todavia, deixaste um ponto final
em nossa história.
Queria que fosse eterno,
como a amizade,
mas o destino quis que fosse assim,
tão breve, tão passageiro...
Nossa história:
um poema sem final,
que levo comigo,
em cada verso,
em cada memória,
em cada batida do meu coração."
Soneto à Divina Helena
Helena, és estrela que o céu adorna,
Rainha dos tempos, de eterna magia.
Teu nome ressoa, o mundo transforma,
És verso esculpido em pura harmonia.
Teus olhos, dois sóis, brilham com candura,
E trazem do Éden o mais raro fulgor.
Tua voz é melodia que perdura,
Encanta os sentidos, exala o amor.
És mais que mortal, és lenda vivente,
A própria beleza em forma terrena.
Nos corações deixas rastro ardente,
Sublime, encantada, divina Helena.
De ti se inspiram os céus e a terra,
Pois em tua essência a perfeição encerra.
Sublime, encantada, divina Helena.
De ti se inspiram os céus e a terra,
Pois em tua essência a perfeição encerra.
Edson Luiz Elo
São Paulo, 30 de Dezembro de 2024
Soneto À Alice
Alice, és sonho em forma de verdade,
Mistério e luz em perfeita união.
Teu nome carrega a suavidade
De um sopro divino em cada estação.
Nos teus passos, dança a leve brisa,
Teu riso é mel que adoça a jornada.
Tens no olhar o céu que nos precisa,
E na alma a paz tão desejada.
És poesia viva, encanto e ternura,
Flor que desabrocha ao toque do amor.
Tua presença traz vida à amargura,
És estrela que brilha com seu esplendor.
Alice, teu ser é pura magia,
Eternamente fonte de alegria.
Edson Luiz ELO
São Paulo, 30 de dezembro de 2024
Não tema a minha intensidade! Sou calmaria, e as vezes tempestade
Não me entrego pela metade, busco a plenitude do que sinto
Em cada detalhe, cada fragmento, busco a expressão da beleza.
Exploradora das profundezas, busco o que é real, pois só a essência me basta,
A verdadeira intimidade, onde as almas realmente se entrelaçam,
Rejeito as relações líquidas, que se esvaem como areia,
Quero a firmeza do abraço que resiste, e fica por mais tempo.
O tempo não é o que conta, mas a essência do momento,
Cada instante, um tesouro, um ecoar infinito do que foi,
O inesquecível se constrói na qualidade do tempo juntos,
Das marcas na memória, um legado de carinho dado e recebido.
Seletiva, pois prefiro ser o tipo de lembrança que perdura, e diferença que se faz,
Pois quando eu partir, quero que as boas memórias sejam o que fica,
Pois viver é mais que existir, é ser, é amar, deixar partir,
Com intensidade, me *despediço* em cada brisa, mesmo que forte, talvez por medo, mas vou, com medo mesmo.
Sim despediço. Neste momento, escolho essa vivência intensa. Uma forma de existir que valoriza o agora, mesmo com incertezas e vulnerabilidades.
Entrega total à existência: de abraçar o presente com coragem e intensidade, mesmo frente às incertezas, como um manifesto de que existir é mais do que simplesmente passar pelo tempo.
É sentir, ser sentido, deixar marcas e, acima de tudo, honrar a própria essência, permitindo-se ser plena, verdadeira, sem máscaras e parte inseparável do fluxo infinito da vida.
Diferente de sempre, optei por experienciar a vida. Viver!
301220242253
O lar é mais do que um espaço físico; é um estado de pertencimento, um canto onde o mundo cessa e o silêncio respira. Pode estar na parede descascada de uma casa, na mesa velha que guarda histórias de risos e brigas, ou no calor que transborda de um olhar. O lar, de fato, são as pessoas — aquelas que acolhem nosso desalinho e com quem compartilhamos o peso da existência.
Mas e quando essas pessoas se vão? O lar desaba. Ficamos vagando dentro de paredes intactas, mas despedaçados por dentro. É uma ausência que grita, um vazio que ecoa na mobília, nas fotos, nos sons que não existem mais. Perdemos não só quem amamos, mas também quem somos, porque um pedaço nosso sempre mora nelas. A ausência faz de tudo uma recordação: a cadeira é o lugar onde ela sentava, o cheiro do café é o rastro de quem partiu.
E assim, o lar, que um dia era abrigo, torna-se um labirinto. Afinal, o que é um lar sem as mãos que o sustentam?
Caros nordestinos e amantes do nordeste, peço encarecidamente que prestem muita atenção, pois agora quero vos contar uma história que começa numa quarta-feira de cinzas, quando o fogo de uma paixão despertou, a riqueza de um amor a primeira vista que logo motivou o primeiro beijo entre um rapaz bem afeiçoado e uma linda moça, a que mais se destacava na cidade.
Emocionados, os seus corações ficaram quentes como duas fogueiras, seus olhares brilharam, tanto que não perderam tempo, decidiram que queriam partilhar uma vida inteira juntos, um casamento na igreja e com tudo tem direito, assim, marcaram esta ocasião muito importante para uma noite de São João e ele falou "tem que ser no melhor do mundo!", o que iniciou a primeira discussão.
Ela sendo paraibana, disse "Você tem razão, então, só podemos casar na minha amada Campina Grande na Paraíba, no melhor São João do mundo", mas ele, um Pernambucano nato retrucou "Não falei do segundo melhor e sim do melhor, que acontece em Caruaru no meu amado estado de Pernambuco", os dois fecharam a cara, provavelmente, pensaram "Que absurdo, que conversa fiada".
Porém, respiraram fundo, o encanto repentino entre eles, ainda não havia acabado, começaram a falar seus argumentos, na tentativa de um convencer o outro, cada um enaltecendo o São João da sua terra com uma felicidade que dá gosto, fazendo uma defesa verdadeira com um brilho de gratidão nos olhos, passando bastante certeza do que estavam falando.
A moça toda confiante foi logo dizendo "A tradição junina de Campina Grande é conhecida no mundo todo, festa alegre que ocorre todos os anos no Parque do povo, quadrilhas, muito forró, comidas típicas e as famosas ilhas do forró", em seguida, o rapaz muito seguro falou "Ah! Não chega nem perto do São João de Caruaru, quadrilha, Vila cenográfica, muito forró, artesanato, comidas típicas, além do famoso trem do forró, então, o melhor, triste de quem duvida."
Claro que não chegaram num acordo, mas antes que continuassem, alguns foliões que estava se divertindo foram passando, um curioso intrometido que tinha ouvido tudo, aproveitou a oportunidade e disse "O São João vai demorar um pouco, depois vocês conversam e decidem onde vai ser o casório, enquanto isso, apresentem as suas festas, tenho certeza que todas têm seus encantos."
E assim, eles concordaram e iniciaram uma jornada regrada a muito forró, xote, xaxado, baião, samba de coco, ciranda, quadrilha, boi, dança dos arcos a partir do amor desses dois.
Ela é um mistério impressionante
Ela carrega coisas dentro dela que ninguém ainda tem de entender
Ela é um oceano
Sempre entrega as coisas boas primeiro
Ai está o seu sorriso,ai esta o detalhe que vale a pena amar
Ela eventualmente fecha os olhos,os seus cabelos,o seus lábios tem cheiro de mar
Ela é Arte
A vezes colorida,as vezes aborrecida
As vezes com olhos brilhantes e esperançosos
As vezes só preto e branco.
Ciclos que se repetem
Sempre começa com uma chama, algo tão doce e quente que parece que vai durar para sempre. Mas o sempre é um conceito frágil, feito de expectativas e promessas que ninguém sabe ao certo se pode cumprir.
Eu tento, com todo o coração que ainda carrego, acreditar. Mas o padrão se desenha outra vez — linhas que já vi, gestos que já senti. Palavras que ecoam como se tivessem sido ditas antes, em outra cena, outro rosto, mas o mesmo desfecho.
Será que sou eu? Minha necessidade de controle, ou meu medo de me perder? Ou é você? Sua distância, ou talvez o reflexo do que eu mesma escondo? Eu me pergunto isso enquanto assisto a história se desfazer, mais uma vez, pelos meus próprios dedos.
E quando digo adeus, não é com alívio, mas com uma dor que insiste em me acompanhar. A dor de saber que tentei, mas não o suficiente. Que lutei, mas talvez no campo errado. Ou será que amar é isso? Um eterno cair e levantar, um constante perder e reencontrar a si mesmo?
Defendo minhas escolhas, minhas falhas, mas cada despedida me lembra que ser forte não significa não sentir. E eu sinto.
Se eu pudesse pedir desculpas a todos os finais, pediria. Pediria desculpas por não ser o que esperavam, ou talvez por esperar demais. Mas desculpar-se não muda o ciclo.
E assim eu deixo ir, uma vez mais. Com amor, com dor, e com a estranha esperança de que, em algum lugar desse espiral, eu encontre o caminho para quebrá-lo.
Quero ser o Homem, que sempre fará você sorrir nos seus dias mais triste,
A quelé que vai está ao seu lado para te apoiar nas suas decisões,
Eu quero ser o Homem, que vai, secar suas lágrimas quando quiser chorar,
Série eu que estarei sempre com você em todos momentos,
Até que não aja mais, suspiros em meu peito,
Até que não sinta mais meus batimentos,
Até que eu feche meus olhos e nunca mais a vejo.
Relações Objetais Em 2025
Nos dias de hoje, muitas relações parecem ter perdido algo essencial: o reconhecimento do outro como alguém único, com história, sentimentos e valor intrínseco. Em vez disso, é comum vermos pessoas sendo tratadas como ferramentas — úteis enquanto servem a um propósito, mas descartáveis assim que deixam de ser convenientes.
Esse comportamento de "usar e descartar" não surge do nada. Vivemos em uma época em que tudo acontece rápido, e as conexões também parecem ter se adaptado a essa velocidade. É mais fácil passar para a próxima pessoa, para o próximo relacionamento, do que enfrentar o desconforto de lidar com as imperfeições ou as dificuldades de se conectar profundamente. Mas, no fundo, isso nos deixa mais isolados, mais vazios.
Talvez esse movimento também tenha a ver com medo. Conectar-se de verdade exige vulnerabilidade, exige abrir mão do controle e aceitar o outro como ele é — com falhas, com dúvidas, com fraquezas. Para muitos, é mais fácil manter uma relação superficial, onde o outro é apenas um reflexo do que se espera ou deseja, do que correr o risco de se ferir ou ser rejeitado.
Ainda assim, algo em nós anseia por mais. Desejamos relações que nos preencham, que nos desafiem, que sejam capazes de nos transformar. Não é fácil sair desse ciclo de descartar e seguir em frente, mas talvez o primeiro passo seja simples: olhar para o outro como uma pessoa completa, única, com uma história tão valiosa quanto a nossa. Esse gesto, por mais pequeno que pareça, já é profundamente humano e capaz de transformar a maneira como nos relacionamos.
No fim, ninguém quer ser descartado. Queremos ser vistos, reconhecidos e, acima de tudo, amados, não pelo que podemos oferecer, mas pelo que somos. E essa é uma mudança que começa em cada um de nós.
#Me devore (enquanto eu te devoro)
Me devore agora, mesmo que você não goste tanto disso, pois acordar esse meu instinto primitivo é tudo que preciso.
Venha, rasgue minha carne usando suas mãos e sua boca, explore por aqui, exponha para o mundo o vermelho vibrante do meu sangue que entrega o que sinto por ti.
Por favor, alimente minha ilusão, jogue lenha na fogueira do meu coração, até que o fogo comece a te queimar.
Me devore e me quebre, me ame e me deseje, deixe sua marca da pele aos ossos, me faça seu museu, diga que sou sua, assim saberei que você é meu.
Eu amo isso, amo como você não percebe o que estou fazendo contigo, revirando sua cabeça para que tu nunca se desapegue, nunca me esqueça.
Em nossas conversas cotidianas, percebo que você é apenas um ser inocente, a intensidade do que sinto por você nem é uma opção na sua mente.
Continue assim, apenas me devore, mesmo que sem perceber, entregue o que eu quero, amor puro e indireto, se é isso que pensa me dar deixa que eu interpreto.
Eu cuido do resto, então, fique quieto enquanto eu consumo seus complexos, lentamente, pelas beiradas, de jeito concreto.
Continue sem saber que a minha obsessão do momento é te ter, assim, enquanto você me devora eu devoro você.
Dessa vez eu fui inocente
Dessa vez eu fui inocente,
Acreditei na luz do olhar,
Nas palavras doces ao vento,
No carinho a me embalar.
Dei meu peito sem defesa,
Dei meu sonho, dei meu chão,
E em troca, a dor traiçoeira
Fez morada no coração.
Mas quem vive de esperanças
Se arrisca ao jogo da ilusão,
E o preço de tanta confiança
É o eco frio da solidão.
Ainda assim, sigo em frente,
Carrego a alma resistente,
Pois sei que amar, mesmo errante,
É ser humano, é ser valente.
Entre Nós
Amizade que era tanto,
feito um farol na imensidão,
mas agora o tempo é manto
que cobre o brilho da conexão.
Perdi o riso que me dava,
o calor de tua presença,
e no vazio que restava,
caminha a dor da tua ausência.
Saudade é sombra que grita,
um eco que não quer calar,
percebi, tarde, a ferida
de te querer e não mais te achar.
Eu amei você, e talvez ainda ame,
num silêncio que ninguém vê,
porque há laços que o tempo não desfaz,
mesmo quando a vida nos separa outra vez.
Hoje encontrei um vídeo no meu celular e foi uma surpresa pra mim porque não me lembro de o ter feito. Mas ele apareceu no momento perfeito, assisti tantas vezes que se passaram 20 minutos sem que eu pudesse perceber. Assisti tanto talvez pra tentar preencher o vazio que você deixa aqui quando não pode estar presente, assim como quando fico horas olhando nossas fotos e percebo como todos os nossos momentos juntos são incríveis.
Hoje você chorou pela saudade, mas um dia desses foi você quem me deu forças e me lembrou do motivo: “é para o nosso futuro”.
Eu amo a forma como você fala nós, amo como você afirma (com tanta certeza) que iremos ficar juntos pra sempre, que os momentos de distância são poucos para tantos dias que ainda vamos viver.
Amo dividir a vida com você e amo também a intensidade que a gente é.
Eu sei que ter a oportunidade de viver um amor desse não é pra muitos e quando eu olho pra nossa história eu só sei sentir gratidão pelo que somos um para o outro.
Eu sou muito muito feliz pelo momento em que a nossa amizade deu espaço pra um amor romântico… o amor da minha vida!
Você é a melhor parte ❤️
Te amo, meu pedacinho.
Nossas Coisas
Estrelas douradas
auréolas a brilhar
em dedos a enfeitar
Fomos amigos
nossos abrigos
de confissões
de corações
Com o tempo
nossos olhos se cruzaram
na esperança de um alento
eles se encontraram
Numa hora marcada digital
tu no interior
eu na capital
mexeu com nosso amor
Juntos na jornada
da vida retomada
caminhamos na esperança
de um amor em herança
Na primavera
noivos assevera
Marcelo HB
Com o passar do tempo você descobre que o noel, o coelhinho, é ficção, descobre que o seu super herói foi invenção.
Descobre que amizades, cabem em uma mão, e sobra dedo.
Descobre que religião é pura enganação, uns ainda persistem por medo.
É o desconhecido causa medo!
Você descobre que o ser humano é tirado do mesmo molde, muda cor, o tamanho, o sexo, mas continua igual, criar de novo não resolve.
Com o passar de muito tempo você descobre que o amor é o tema mais falado, banalizado, é o menos praticado.
Mais um tempo você descobre que o interesse predomina, para, analisa, sinta o clima.
Você descobre que na pior te deixam 'mais' pior ainda.
Encontro no Silêncio
No refúgio sereno da tarde que finda,
Teus olhos buscaram o que o coração sente,
Entre murmúrios suaves, a paz nos brinda,
Um instante eterno, tão eloquente.
Os beijos furtivos, como brisa ao passar,
Escrevem histórias em lábios ardentes,
E o tempo se perde, se deixa levar,
Nos gestos que unem almas contentes.
Conversas tão doces, segredos trocados,
Palavras que dançam no ar, leves, puras,
O mundo lá fora parece calado,
Aqui só existe o que o amor conjura.
Carícias que embalam a noite a chegar,
Em toques sutis, promessas sublimes,
No calor dos abraços, me deixo ficar,
Buscando em teu peito, razões e rimes.
E agora me perco no doce desejo,
De um novo encontro, do mesmo embaraço,
De sentir novamente teu toque e teu beijo,
E de ter-te de novo, aqui, nos meus braços.
quero dizer como quem come
comida boa
que engorda e se satisfaz
quero cantar como quem bebe
na companhia de bons amigos
quero cantar como o azul do céu
e falar como a estrela lunar
anseio pelo momento da liberdade
que terei
com certeza voltarei
pras águas profundas de meu bem mar
me mergulharei nas profundezas
da infinita
e extensa
cor escura
ou cristalina
das minhas águas
que transbordam com o vai e vem das ondas
e se enche com o mistério que há
por toda parte
escrevo pra me sucumbir
para não mais gritar
pois me tamparam a boca
para que não haja poder em meu vocabulário
como bossa nova
desejo
e com seu sentimentalismo
não fico atordoada
por não ter um amor
para junto andar
pelos 4 canto de meu mundo
te acharei
em algum momento
barulho de amor
fé que conduz
beijo molhado
de amores vividos
há tempos
saudades do que ainda vira
saudades do momento
do acontecimento
de meu futuro.
