Prosa Poetica Vinicius de Moraes

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Diálogo Visionário sobre o Calor Em clareira etérea.
Goya, Hades e Mansa Musa debatem o aquecimento global como profetas adiantados.
Goya: O ar ferve! Geleiras derretem, florestas viram cinzas – monstros do vapor devoram tudo. Como deter?
Hades: Minhas forjas rugem! Petróleo liberta fúrias térmicas, oceanos sobem, terra racha. Freiem o dragão fóssil!
Mansa Musa: Desertos devoram o verde, monções falham. Plantem árvores, usem sol e vento, ou o calor nos iguala no pó.
Unidos gritamos: despertai, ou o mundo se consome!

Fragmentos de razão flutuam no éter,
Cleópatra dissolve-se em névoa atemporal,
Horfmann murmura em ecos sem bordas,
amor transborda nas fissuras da luz,luminescência frágil descortina o vazio,
ondas sem tempo ondulam sem rumo,
palavras dispersas rompem a forma,
silêncios entrelaçam o que não se vê,e no entrelaçar das sombras e brilhos,
a luz revela o mistério: o amor é a razão que transcende o tempo e habita o infinito.

"Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Salmo 23:4

“Esse salmo pode se um alerta para quem tem o hábito de roubar e matar: porque aqui nessa situação você está sendo o vale da morte de alguém, então Jesus afirma que não mataras e não roubadas para que não sejais morto”. Você e eu precisamos afastar dessas práticas, afastai também de quem praticam! E serás salvo por tua bondade.

O CARRETEIRO NOEL (Versão mais curta)

Dizem que na época de Natal, um caminhoneiro diferente viaja pela estrada, sua carreta toda vermelha com luzes brilhantes, deixa um rastro de magia pela madrugada.

Um carreteiro com barbas longas e esbranquiçadas, alguém que é esperado pela garotada.

Certo dia na estrada eu estava, era antevéspera de Natal, para casa com meu caminhão eu voltava.

Mas um imprevisto me deixou preocupado, um barulho, era o um pneu que acabava de ser estourado, em um lugar deserto e afastado, para trocar o pneu eu não estava preparado.

De repente uma carreta para, um senhor camarada, ele me ajudou com a troca do pneu como se fosse mágica, parecia ter vindo do céu, perguntei o seu nome e ele me disse, Noel.

Se despediu com um sorriso de graça, enquanto saia com sua carreta avermelhada, e no lameiro com as letras brilhantes a mensagem que eu esperava, “Feliz Natal Estradeiro da Madrugada”.

Com luzes brilhantes, sua carreta cortava o céu, ele transportava uma carga de alegrias e seu nome era Noel.

Jean Carlos de Andrade – (Autor do Livro “Vida de Caminhoneiro”)

O que está faltando ao mundo neste exato momento?
Creio que seja o seguinte:
Que muitos Padres e Pastores, líderes religiosos, leigos e representantes governamentais, botem os seus joelhos no chão e rezem de verdade, estes são os mesmos que precisam urgentemente de iluminação espiritual,pois quem deveria de fato fazer o bem para toda uma sociedade, se preocupa apenas em espalhar o rancor e seus ideais políticos, muitas vezes, de forma errônea.

Você não é melhor que ninguém, hoje está aqui, amanhã talvez não, em um segundo tudo pode mudar, seus bens materiais, aqui, vai tudo ficar, até a sua mulher, com outro, também pode se casar, após a sua partida, apenas uma foto restará, aquela selfie legal, em cima da cômoda, na sala de estar...

Depois de algum tempo, nem isso deve continuar, pois a vida segue, e se você não foi assim tão legal, desculpe a sinceridade, mas muitos dirão: "este já foi tarde..."

A vida é um sopro, aproveite a oportunidade, faça o bem, não faça maldade,ame seu pai e sua mãe, oriente os jovens, cuide das pessoas que tem maior idade, pois é isto que Deus espera de nós, que sejamos o seguimento do amor, da caridade, pois somente assim, poderemos melhorar um pouco mais a humanidade!

ABRINDO O MEU CORAÇÃO...
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Com 10 anos de idade eu era engraxate, carregava minha caixa nas costas e também uma cadeira, aos domingos de manhã, ficava esperando a missa terminar, para assim vários pares de sapato poder engraxar, com batidinhas de escova e sambinha no pano, estava feliz, ganhar várias notinhas, este era o meu plano... Também com essa idade, vendia sorvete e pirulito no campo, em outra ocasião, juntava ferro-velho e também vendia alface, este era o meu trabalho, eu valorizava o meu trampo...

Com 13 anos trabalhei como auxiliar de serralheiro, cortando aço e manuseando solda, era arriscado, mas eu queria ganhar o meu próprio dinheiro...

Com 14 anos acordava às 04h00 da manhã e pegava em uma enxada, assim fui com vários amigos para a colheita de batatas, eu não era tão bom, eram sacos de 60 quilos, mas eu conseguia colher de 10 a 15 sacos, o eito era pequeno, mas eu dava enxadada, quem é fera no assunto, vai achar engraçado e dizer que isso era nada...

Com 15 anos comecei a trabalhar em um posto de gasolina, fazia limpeza interna dos carros e também fazia serviço de frentista, às vezes até lavava algum automóvel, dependia da gorjeta, esse era o meu negócio...

Com 18 anos tirei minha esperada habilitação, um mês depois eu já estava dirigindo um caminhão, viajando por todo Brasil sozinho, vivendo uma e outra emoção, fiz mais de mil viagens e conheci o Norte, Nordeste e Sul de nosso país, com tantas aventuras na estrada, escrevi o que passei, sem me esquecer, contei cada detalhe...

Daí com 34 anos, lancei meu primeiro livro, com essa idade, me tornava oficialmente um escritor, continuei a minha saga, precisava me adaptar, parei o caminhão e voltei a estudar, me aperfeiçoei na área que escolhi, com 41 anos de idade e descobrindo uma e outra novidade, me tornei Professor...

Passando a limpo a minha vida bem rapidinho, percebo que foi muito bom começar a trabalhar ainda menino, assim pude aprender a dar valor ao dinheiro recebido, pois como dizia meu pai, nada me foi dado de "mão beijada", a vida é feita de desafios, de conquistas almejadas, tive momentos incríveis, mas também decepcionantes, nada disso me fez desistir, ao contrário, estou mais empolgado do que antes...

Estou aqui e quero ainda muito mais, pois sou na vida, apenas mais um integrante...

O que me assusta realmente, é a índole ausente, de pessoas que pensei ser diferente, que pregava a bondade, que parecia plantar boa semente...

Ah, estamos rodeados deste tipo de gente!

Que ledo engano, pensar que era apenas um erro humano, por esse motivo, até perdoamos com facilidade, nem imaginamos sentir o retorno da mesma crueldade, da mesma pessoa, que sem um pingo de caráter, apenas finge falar a verdade...

Facetas da maldade, alguém que só pensa em destruir, sempre com o mesmo plano, criando ilusões, o mesmo que muitos poderosos fazem para separar a sociedade...

Falácias de uma mente insana, de um olhar até bacana, mas que esconde uma ideia profunda, dentro de sua alma escura...

Para isso eu tenho uma valiosa solução, colocar os meus joelhos ao chão, e com muita sinceridade, realizar a mais poderosa e bela oração!

A POLÍTICA DE CADA UM...

Enquanto utilizarmos a política como desculpa para agredir e humilhar o nosso semelhante, infelizmente, da evolução intelectual, mais ausente e mais distante estaremos, pois a cada xingamento, a cada ataque vil, mostramos quem realmente somos, intolerantes, donos da verdade absoluta e senhores da razão bruta...

Nada demais, pois se de repente alguém notar que fomos brutos em exagero, nos juntaremos aos que comungam da mesma ideia e colocaremos a culpa no fascismo, no comunismo, na religião ou mesmo na ignorância de quem não compactua da mesma intelectualidade absurda.

Digo de forma geral, mas também me refiro ao cidadão da pequena cidade, onde somos vizinhos da mesma realidade, sendo amigos, mas que em tempos de política selvagem, agem como se nunca tiveram alguma amizade, é triste esta realidade, pois faz parte da falta de educação e da intelectualidade...

O que impulsiona uma boa pessoa, por razão política, resolver se mostrar e atacar o outro por pura crueldade?

É a política interior, algo que está dentro de cada um de nós, mas que poucos entendem a sua real finalidade!

O agora e o depois...

Em tudo haverá uma nova situação, a vida é constante e imprevisível, sendo que a cada passo dado, seguiremos a uma desconhecida direção...

O que temos de fato diante de nossa compreensão, é apenas um futuro incerto, caminhos nunca percorridos, com o destino escondido, afastado de nosso campo de visão...

O que temos de certeza dentro deste mundo de ilusão, é apenas o presente e o que fazemos do agora, pois diante disso, construiremos pouco a pouco a nossa verdadeira história...

Podemos mudar o rumo ou mesmo inventar um novo seguimento, só não podemos prever o nosso destino, pois não temos compreensão deste futuro momento...

Chegaremos um dia ao final de uma caminhada, mas será que neste dia haverá o início de outra jornada? Acredito que sim, pois ao final desta estrada, entraremos com certeza em uma outra situação, voltando ao início desta minha reflexão, seguindo adiante, para outra desconhecida direção...

Sou do tipo falastrão, pois não gosto de mentiras, falsidade ou de gente que se apega na ilusão...

Às vezes peco pela sinceridade, coleciono alguns inimigos, pessoas que não gostam da verdade, a maioria se apresenta como gente manipuladora, que não se aguenta em pé diante de um fato, de uma realidade...

Não me escondo, pois a minha vida é como um livro aberto, exposto, em cada página registrada...

Brinco, me divirto e dou inúmeras risadas, sou feliz e adoro mostrar a minha história, a minha jornada, enfatizando que sou fiel e que não tenho medo de nada...

A vida é feita com etapas, já tive momentos tristes, com choro e lamentos, com pedras que já me foram atiradas, mas em contrapartida, recebi muito mais flores perfumadas...

Este é o desabafo de um menino que cresceu na estrada, que já brigou com o mundo, mas que nunca perdeu o rumo da jornada, pois Deus sempre esteve com ele, e estará por toda caminhada, pois a vida não termina, ela apenas segue para uma nova etapa...

O covid nos tira tudo, se não bastasse apenas a saúde, também o direito de ficar neste mundo...

Nos tira a dignidade da última despedida, do carinho e dos aplausos, da reunião de todos que se conheceram em vida...

O Covid nos tira tudo, desde a convivência até a beleza de se ver um sorriso, pois ele dentro de uma máscara, permanece escondido...

É de fato um dos piores momentos que estamos vivendo, dia após dia, algo que afronta a nossa liberdade e também a nossa alegria...

O Covid nos tira tudo, o aperto de mão e o carinhoso abraço de urso, mas não podemos permitir que ele nos tire a importância de nossa presença neste mundo.

É primavera em toda esquina

A primavera coloriu os quadrantes,
Com um sinestésico crepúsculo carmim.
Tramas trazidas, trançadas por encanto,
espalhadas pelo vento, estrelas-de-anis.

Em todas as esquinas, poesias,
Celebramos um dezembro com flores,
serenos espaços, aumentam os laços
e encontros possíveis com todas as cores.

E, na emoção de todo dia
e na invenção de cada eu,
a melodia da primavera inspira
tudo aquilo que ainda não aconteceu.

A LENDA DO TOURO DIAMANTE
Na fazenda esperança havia algo interessante, entre as cercas de um pasto, um boi mestiço com olhar brilhante, por esta razão, deram a ele um nome empolgante, sim, diamante...

Um touro forte e importante, mas que continha um problema gritante, algo que não passava despercebido, pois, quem o olhava à distância, percebia o seu defeito, algo diferente, que impulsionava um sentimento de dó, vendo que aquele touro imponente, que assustava toda gente, possuía um chifre só.

Diamante era um touro muito bonito, com autoridade e força, porém havia algo esquisito, mesmo através de sua passada, que levantava uma nuvem de pó, quem o via, logo percebia, diamante possuía um chifre só.

Ele era o rei do pasto, o dono do curral, bravo e imponente, o destaque daquele gado leiteiro, Diamante, porém, guardava um segredo no olhar, pois mesmo sendo valente, rei de tudo naquele lugar, sentia no fundo do peito um desejo a lhe chamar: não era só ser temido, queria mesmo era voar.
Dizem que certa manhã, quando o sol mal despertou, viram o touro de um chifre só erguer a cabeça e num berro, ecoou.

O vento correu pelo campo, a terra inteira vibrou, e o gado em silêncio, assistia à lenda que ali se formou. A cerca, Diamante saltou, e quem esta cena presenciou, jura com verdade e fervor, que o touro de um chifre só, com coragem e esplendor, foi além da fazenda esperança, virou mito, virou valor.
E até hoje, quando o vento levanta o pó do terreiro,
dizem que é ele passando, forte, livre e verdadeiro, Diamante, a lenda do touro, rei do pasto e do mundo inteiro.

(Jean Carlos de Andrade)

Carrega universos dentro de si.
Segredos que só o travesseiro conhece,
cicatrizes que o espelho já viu de perto
e sonhos que teimam em nascer — mesmo depois das tempestades.


Aprendeu com a vida o peso e o valor de cada passo.
Caiu tantas vezes… mas nunca deixou de levantar.
E quando o amanhã chega com luz nova,
ela abre os olhos como quem recomeça o mundo.


Por trás do sorriso calmo, existe uma mulher feita de coragem.
E dentro dela, ainda vive a menina que acredita no sol;
mesmo quando a noite demora ir embora...


- Edna de Andrade

Cartinha...


Ganhei hoje um presente embrulhado em saudades
Um presente colorido em uma caixa vermelha
Em cima tinha uma fita amarelada do tempo
Estava escrito em azul! Saudades são como os ventos...


A caixa feita em forma, que parece um coração
Por ser vermelha bem forte, cor do sangue em minhas mãos
Dentro trazia uns guardados escritos com emoções
Estava no cabeçario ainda escritos a mão...




Amigo estas lembranças me saem do coração
Se posso chamar de amigo a quem quero por paixão
O tempo levou embora apenas as minhas certezas, mas deixou algo esquisito
Deixaram no peito meu que sangra nestes escritos...




Quando a caneta desliza neste papel azulado
Colocando em palavras os pensamentos espalhados
Esperando que ainda tu leias, relembrando seu passado
E do amor que te tenho neste coração guardado.
Das esperanças que tinha com ela fiz uma estrada...




Viajei pelos caminhos de mãos dadas com as saudades
Sempre amparada com a sorte minha amiga desgarrada
Mas esteve ali presente no presente desta estrada...




Tive momentos que a vida às vezes me fez te esquecer
Quando dormia um pouquinho nos sonhos ia te ver
Felicidades tão belas que levaram o amanhecer
Cheguei odiar o sol porque levava você...




Amores tentaram de tudo, rostos lindos de viver
Corpos rolaram nas camas em buscas de algum prazer
Nas lembranças do meu peito só existia você
Nestas linhas que te escrevo somente para saber
Que na vida do meu hoje e no ontem sou você...






Termino estas lembranças, deixando como certezas
Contrariando os dizeres que ouço por muitas vezes
Que o tempo tudo cura. o meu peito não aceita
Quando o amor é verdadeiro! Nem a morte ele respeita.
Assinado com saudades, saudades de uma vida inteira...




(Zildo de Oliveira Barros14/03/12)

Carrego uma chama que não apaga.
Nem quando o mundo pesa, nem quando a alma cansa.
É ela que me sustenta quando tudo parece distante
e o coração ameaça desabar.


Essa luz se chama fé.


É ela que me levanta depois da queda,
que enxuga o pranto silencioso
e transforma desânimo em passo adiante.
É fé quando sigo mesmo tremendo,
quando agradeço pelo pouco
e quando celebro cada milímetro de conquista.


Porque quem guarda fé no peito
carrega sempre um amanhecer dentro.


- Edna de Andrade

Às vezes, o coração fica marcado por cicatrizes que parecem não ter hora para cicatrizar… feridas silenciosas que aprendemos a carregar no peito, como quem guarda tempestades que já passaram, mas ainda ecoam.
E, ainda assim, a vida insiste em florescer; mesmo quando acreditamos que nada mais pode brotar ali. Depois da chuva, sempre há um campo esperando para renascer.


Curar não é esquecer o que doeu.
É ter coragem de encostar os dedos no que ainda lateja e, com delicadeza, permitir que o amor entre devagar… como quem abre uma janela para que o sol faça morada.
É respirar fundo, acolher a dor com ternura e, quando ela se aquieta, perceber que a felicidade também chega em gotas — pequenas, mas capazes de transformar tudo.


A cura acontece nos detalhes:
no abraço que nos devolve o ar,
na palavra que acalenta,
no sorriso que diz eu estou aqui,
na mão que segura a nossa, mesmo quando trememos.


É nas coisas simples que o recomeço se revela; tímido, mas cheio de luz.
E talvez seja por isso que falar de cura é também falar de amor.


- Edna de Andrade


Se essa mensagem alcançou seu coração, deixe-a seguir…
alguém pode estar precisando desse sopro de esperança hoje.

⁠LUX
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No início o Universo era uma luz infinita
Que emanava da essência do Grande Deus
Éramos apenas centelhas da glória Divina
Então corpos espirituais Eles nos deu
Para que pudéssemos adquirir identidade
Individualidade e personalidade
E assim escrevermos a nossa própria história
Ele Criou a energia da essência de tudo
Mas não criou a matéria dos mundos
Porque a matéria não suportaria a Sua glória.
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Depois de ter criado as energias sutis e vitais
Deus criou espíritos com maiores porções do Seu poder
Aos quais chamou de Seus primeiros filhos imortais
Que como Semideuses passaram a viver
Sendo responsáveis pela criação da matéria
Assim Eles criaram os corpos celestes e a Terra
E Deus para não destruir tudo o que foi criado
Concentrou em Si a luz e tornou-se escuro o Universo
Foi quando os Semideuses criaram os diversos
Sóis que passaram a manter o Cosmo iluminado.
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Os Semideuses habitavam planetas distantes
Constituídos de matérias incorruptíveis
E tinham como a Sua missão mais importante
Permitir que nos tornássemos seres indefectíveis
E para desenvolvermos as nossas potencialidades
Precisaríamos experimentar a mortalidade
Então prepararam a Terra para a nossa morada
Criaram os animais, os vegetais e tudo o que existe
Sob o solo que pisamos e sobre a superfície
E para tudo o que teria vida a energia vital foi dada.
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Passaram-se muitos milênios e em ciclos
Animais e vegetais surgiam e desapareciam
E quando o nosso Planeta mostrou-se propício
Os Semideuses ainda no mundo em que viviam
Criaram milhares de corpos físicos
Que trazidos à Terra receberam os espíritos
Que abriram os seus olhos como seres mortais
Totalmente ignorantes quanto à sua criação
Sem linguagem, sem lembranças tendo a intuição
E o instinto como dispositivos naturais.
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Por serem os únicos capazes de raciocinar
Reinaram sobre as outras espécies
Com as quais aprenderam a caçar
Colher frutos e apanhar peixes
Usavam uma linguagem rudimentar
Que se resumia em balbuciar
E fazer variados sinais e gestos
Assim começaram a se comunicar
E quando passaram a se dispersar
Surgiram os variados dialetos.
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Os Semideuses agradaram ao Deus das alturas
Ao ofertarem a chance de crescimento interior
Aos Seus filhos que por serem criaturas
Passaram a desejar se reaproximar do seu Criador
Dessa maneira surgiram as diversas formas
De religiosidade que desde outrora
Têm permitido ao homem se conectar
Ao Grande Deus que espera pelo reencontro
Com os Seus filhos desenvolvidos e prontos
Para assim como Ele em glória brilhar.

A Magia Contra o Tédio ...
Imaginação é como "feitiço"


Alma inquieta,
foge do tédio que a rotina projeta.
Sonha com truques, com criação,
com literatura em transformação.
Na sala, olhos atentos e curiosos,
crianças em mundos maravilhosos.
Cada história é uma porta aberta,
cada verso, uma estrada descoberta.
Infância pulsa em imaginação,
em perguntas, em inquietação.
Ela planta atenção com afeto,
colhe ideias num campo repleto.
E o tédio, que ousa se aproximar,
é vencido pelo ato de imaginar.


Tédio existe ali na sala. É o chamado comum. O bom seria entrar em sala como quem prepara um espetáculo: Meu desejo é fazer um truque de mágica — não com varinha de condão, mas com palavras que brilham, com aulas que façam os olhos saltarem do rosto.
Sempre que possível, o plano será transformar cada aula de literatura em uma experiência viva/imersiva, onde os livros são apenas o ponto de partida, para que os olhos das crianças, atentos e curiosos, revelem que algo mágico está acontecendo.
O desejo é que mergulhem nas histórias, questionem, criem, reinventem. A literatura deve ser sentida, encenada, vivida.
O desejo é que todos os dias seja como se fosse um "feitiço"/encanto que nunca acabe. Que nunca falhe.
Folclore...
Ele falha/Eu falho.