Prosa Poetica Vinicius de Moraes
Ando meio angustiado, preocupado com o que virá, quem me dera acordar desse transe e entender que tudo basta eu querer e fazer acontecer, agradeço por tudo que tenho, o que veio por sorte ou desempenho, não sei se é destino, penso nisso desde pequenino. Quando estava rezando na igreja ou cantando na escola o hino, o ego quer ser do bolo a cereja, contra os inimigos, tô fugindo da degola contra quem quer que seja. Se você se acha forte e nobre, por que concorre? Se descobre quando ouve sua voz, quando escreve o texto, promove o recomeço, criação poética, retórica, estratégica, senso comum, verdade paranoia, intelecto, lamento, produção, pigmento introduzido por aplicação na pele, se flagra qual seu desejo, sucgue, carrego meu fardo de anseios, salgadinho que comi no recreio, quando era feliz e não sabia, faço disso minha alquimia, me lembro do que seria um dia, sorria um dia, analisava manias, produzia, rimas que me dam, ouvidos que me diziam, boca que ouvia, paladar palatável, saliva viva, plasma no sangue, motor de arranque da Alana, amuleto e tratamento pra Alana, Susana, prisma, insígnia, eura eu mais um dia, filho é filhas, era só um encaixe, reproduzia uma raça, reparei na cor da couraça, mas é tudo tinta no quadro, vivemos em quadrados, retângulos ou triângulos, me avaliei de outro ângulo.
A mente quer sonhar, o corpo quer viver, o homem precisa de dinheiro pra sobreviver; é sobre escolhas e querer, nem sempre todo mundo consegue se satisfazer. A satisfação de um é a frustração de outro; desde muito tempo o injustiçado é torturado dentro de um calabouço; sempre ouço alguma fofoca, mente que se educa faz de conta e veste a carapuça; flagrei seu cheiro de verdade: humildade, simplicidade; sorriso brilhante; simpática, nada controladora, sonhadora; a poesia é hidratante, penetra na medula e revigora o semblante.
Me falta palavras pra descrever o que sinto, um vazio imenso, tentei preencher num paraíso de ilusões, senti emoções, uma forte alegria num dia no outro melancolia, já pensei em tirar a minha vida, cada poema é uma carta de despedida, alma cansada das dificuldades, olhei pra trás só escolhas erradas, enquanto vivo é mais uma chance de me atualizar, foi na dificuldade e no confronto com ué encontrei o meu conforto, em meio ao espelho quebrado é que me encontro, me desaponto, estou de acordo, reencontro com o ego, o prego e o martelo, a fera e a presa indefesa, show de luzes batizado de realidade, quem sou eu de verdade se minha imagem dedássemos a outras abelhas da coméia.
Ando preocupado, tenho procurado Deus na palavras, encontrei apenas travas e páginas em branco, de dentro do peito meu coração eu arranco, coloco em uma bandeija e entrego a meus inimigos como um pedido de perdão. Não pedi pra existir ofereço o que tenho por dentro, amargura, sinônimos de uma vida dura, esse anule tô de quem vive reclamando, e eu clamando a um ser superior, me viv entre a cruz e a espada, perguntei para as pessoas, mas não sabiam de nada. Lá estava eu, preocupado na escada, faltavam algumas décadas para descobrir o que o aguardava, ele com medo do tempo que engolir tudo inclusive o sentimento.
O filósofo está além de ser um estudante acadêmico. Filosofar é se questionar, levantar dúvidas profundas que atormentam os homens. O estudo é a ferramenta para fazer tais perguntas. A filosofia precisa estar presente em todos os setores da sociedade, devemos parar de ficar contando histórias pessoais, fofocas ou assuntos da moda. Os principais assuntos que devemos tratar são os essenciais, ideias que nos moldam desde a pré-história.
O homem tem origem nômade. Atualmente, nosso cotidiano é uma armadilha, as horas, os dias, meses e anos… trabalho, diversão e casa; férias de 30 dias corridos, dentro de quantos meses trabalhados? Quem trabalha não lucra, quem lucra não trabalha; tem capital que gira pra produzir, mas não existe moral, cumplicidade da parte de quem obtém os meios de produção. Existem leis que favorecem os donos. Se chamar de alienação, eles chamam de “teoria da conspiração”.
me encontro em frangalhos, caminho por galhos, tento ser sincero em tudo que faço, mais um ser humano do conjunto. Mais um boi que corre do laço, mais uma rima fora de compasso, eu sou a linha e faço o laço, você me deve meu direito de livre expressão, busco exercer em qualquer ocasião, quero mais que carrão, dinheiro e mansão. Ser feliz sem nada é ver que tudo que tenho cria a ocasião, me perdi em reflexão, me encontrei em abstração, sou fração de segundos corridos envolvidos em um monte de números que se espalham enfraquece a mente de um uem se deixa dominar perplexo com nexo reflexo frenético ocular desejo resgatar a alma aprisionada sou asas que voam no céu azul estralado quando observo o que faço me encontro no meu próprio marasmo, sou asno me encontro em frangalhos ciente que a vida é desejo, trabalho. Salário, lucro, um ser humano profundo, que enchera-se o absuloyo e fale tudo que enxerga pra poder mudar a vida que é pensamento, exerço zmeu direito de poder falar comentar gritar meus demônios expulsar quero viver livre como ar a purificar, estratégia de quem brilha na quilha, sou onda no mar meu paramento vence qualquer preconceito, sou livre, luto por meu direitos, só acerto quando faço direito
desvendar o mistério de estar vivo, entender por que o ser humano é o único que cria neste mundo, olhar ao redor observar me conectar ou relevar, quero sonhar e realizar, liberdade minha alternativa de dinvindade, quero muitas alegrias me libertar da vaidade, correrias na maquete da cidade crises de identidade autenticidade duvidosa, se inspire e se expressa em verso e prosa, pro espinho a rosa, temas que me inspiram a viver, me auto conhecer, quero me orientar com o que expande o meu ser, verdade compreender, deixar de se esconder, agir antes de deixarem te escolher, você foi plantar ou foi colher? Só me resta algo a escolher, eu vim plantar e vou colher, se tenho como me preparar preciso saber, que o que me impede de viver é o meu próprio pensamento, sou dor e lamento lá dentro, gritei na falta de oxigênio, sou gênio preso na lâmpada, sangue que se estanca, flagrância que da ancia, aguaça recordai-vos quero renovar o sonho de criança flexionalizar tudo que minha autoria alcançar, agora que estou no comando me arranjo de vou arquitetando, contemplação de raciocínio, saber lírico, quero dominar o improviso, espaço metafísico sou compro e sangue eu agito água que escorre madeira que envolve seres vivos buscando liberdade sua autoria somos deuses em terra sou o espaço e a esfera, o grito da fera, a alma que se descongela, se derrete em um mar de solidão, peço ajuda ninguém me estende a mão, sou fração, ato, corpo prejudicado, acompanhante do olocausto, circundante de um propósito, a crise do ópio, do lógico, sou os números do relógio, me libertei agora, sou fauna e flora, desejo do agora, vrio tempos na esfera, formigas em guerra, desejos da fera, turbulência que gela, protagonista da novela,
Pensamento líquido que se infiltra no cimento. Ouro? É água que mata sede no deserto. Sabedoria? Por que o negativo precisa existir pra que eu possasorrir? O caos tem que existir pra que eu viva em paz. Sempre vivi no pecado. Escrevo pra mudar o que me impede de tentar; escrevo pra curar angústia da existência sem propósito, vou além do óbvio, dou sentido pro ócio. Vou aproveitar meu tempo livre pra trabalhar pra Deus.
Alguns dizem que o mundo é o inferno, mas estes mesmos julgam o mundo dos homens como sendo o principal, mas na realidade este está inserido no verdadeiro mundo que é o toda, a existência na sua totalidade, quando nos conectamos com a natureza percebemos que somos pequenos sozinhos, somente com essa conexão com o todo a vida flui.
Tô na Terra de passagem. Me encontro na viagem, paisagem e miragem; refletindo sobre o destino. Sou eu, ou Deus quem abre os caminhos? Deveres no raciocínio, afazeres que antecedem o declínio; plano de fuga; galho de arruda. O mundo é um Deus nos acuda; dedo que aponta, acusa. Mente pensante, da alienação não tá exclusa. Na mesa pega e debruça, com a refeição se empapuça. Quem se ofende veste a carapuça - de lança cutuco a consciência da onça na seção de kama Sutra.
O vazio da alma, somado aos traumas, remediado pelas drogas. Inteligência humana focada em ganho massivo, expressivo; o andarilho eu contabilizo - me disseram que é normal tudo isso - esqueceram de estudar a história, falta de conhecimento e aborrecimento gera paranoia. Legalizaram venenos. Mal sabemos o que queremos. Domesticamos animais, do planeta nos achamos os tais. O que move o mundo é que sejamos rivais, cansei de ter que fingir pra agradar. Vou dizer tudo que penso, e quem queira se afastar ou me acompanhar que o faça, muitos são apenas carcaça. Sei que quando julgo isso também me afeta; é perigoso usar a palavra direta, que esquenta a alma, que descongela e grita, cicatrizando os traumas.
Valorizo quem me valoriza, vivo minha vida como se hoje fosse o último dia, digo o que está guardado, entalado, a angústia de guardar meus desejos sentimentos torna o sonho pesadelo, sou eu quem conduz a luz do dia-a-dia, sou eu o choro dá tempestade, o frio da cidade, o calor que penetra na medula, que revigora a estrutura, Deus é minha essência. Minha ciência e procedência, providencia minha estadia em perfeita harmonia, mesmo que seja na angústia, sinto sua presença em cada desafio denominado problema, você quem escreve o dilema que quebra a algema construída por uma mente mal instruída.
demasiado conflito, sou personagem de um filme fictício, sombras me acalantam, ouço o travão da angústia se dissipando em fragmentação, desdobro realidades onde minha mente interage, procura motivos para me manter vivo, sou ridicularizado ao expor conflitos, me permito colaborar com a existência, tenho várias evidências da essência perdida, pedi permissão pra quem vive no infinito, me insiro no abrigo, sou meu melhor amigo e ínimigo íntimo em qualquer ocasião, da música o refrão, do casamento a união, sou quem cruza os caminhos entre linhas sentido as veias e vias que invadem o interior do coração.
Fui falar de amor e só pronunciei a solidão, não sei se sou sincero ou agrado ao que espero, sou meu próprio cúmplice, só eu sei o que fiz, não adianta disfarçar, no próximo ato o universo tende a me cobrar, vou comentar sobre isso e o que ué me permito questionar. O que é viver? Ser ou ter? Amor me eleva ao sentido da existência em sua máxima excelência. Estica de uma vida ética. O vernáculo do cálculo e queivale ao balanço do pêndulo. Mesmo que me auxente sou crente na mente que mente e me empurra ao acaso, fiz pouco caso de quem tem me alertado. Superei fracassos que deveriam ser meus obstáculos. Fiz cálculos, assinei contratos, sou prático, pragmático, didático ao ponto onde questiono. Sou meu próprio dono, abono, bônus, sou eu quem investiga a realidade, estou em busca da minha verdadeira identidade, em busca dá humildade, curando a vaidade. Me diz se você sabe o que é viver de verdade?autenvidadede, culpiciddade.
Foi no silêncio que ouvi a voz chamando, estou aqui parado olhando, pensando, comentando, imagine viver ano a pós ano tranquilo, aproveitando, trazer lazer, dedicar, amar, consolidar o sucesso na estadia. Olhei manias e brinquei com feridas. Bebi neblina que envenena, Fuji da rota de fuga, sonhei que era tudo ilusão, me confrontei que a decorrência, a desinformação, me foco naquilo que me faz querer, sou escravo de interesses do meu ser, amar é travar a batalha do raciocínio, me refiro a clínicos, estado verídico de indignação. Utopia retrodota. Filamentos de séculos em céu aberto. A vida de fulano estampada no concreto, sou direto, feto, olhar direto, com Deus me oriento, epidemia de sentimentos, louvei meu argumento, vi corpos empados no espeto, transei com o agora, sou a flora e a peste que destrói, que corrói a ignorância, flagrâncias da morte, a seta indica o norte, ouço o uivo do coiote, a ligação foi mais um trote, rinoceronte da savana, minha alma inflama clama amor piedade, dedicação, cansei de viver de aparência, quero representar minha essência, olhar que traz consigo o significado de uma vida, de sofrimento, alegrias, manias, razões que dão sentido pra vida, busquei curar feridas que me fazer vencer olhei pro lado e descobri meu ser.
Peço que os críticos critiquem, que os diretos que se omitem, vida essa que é descartada no vento, me aposento eleito no templo, direito eu tento, translado arcaico, póstuma, descongelada, vivi vidas passadas, olhei frestas ocasionadas, fenda no tempo, associei meu pensamento ao que estou lendo, irritimia tentacular, espectro nocivo, diagrama tranfusional, decigrama do flagelo experimental, fusão de conceito sexasional, regulagem do eixo esquerdo, variante de ideias, parcelamento de contextos.
Procurei no vazio o que me fazia viver; olhei pra dentro de mim e comecei a entender: lembrei de fatos do passado, mais o conhecimento acumulado - olhei pra quem tá do lado - mesmo quando gritei ou quando me mantive calado. Consequências de momentos lembrei nesse momento. Busquei o melhor argumento. Sufoquei o que tenho no peito. Sempre me vi como alguém desse jeito: sem jeito, sem leito, fragmento… suave brisa que me eleva na vida, cicatriza feridas; sou quem tem o controle da vida! Mentalizei o todo; me renovo de novo; me locomovo pelas vias da razão e emoção, trincheiras da vida que me guiam - escolho minha direção em cada ocasião. Sou a mão e as cordas do violão; me encontro pelas ruas da cidade. Na selva sou a águia; só quero viver, absorver o querer, agradecer cada amanhecer. Saber éviver, querer é ser, sentir é estar.
Introdução de pensamento, especulação de momento, me faz pensar no que tenho por dentro, me ligo em minha emoções, são várias situações em meio a obrigações, show de atuações, variadas interpretações, condinzente com ocasiões, me permiti reflexões, ações que me afetam analiso agora, escrevo minha própria história, converso com Deus no agora, sou partícula de uma grande verdade, desminto quem disse que sou perfeito, flagrei o meu objetivo…
Amar é se aquecer num dia frio, pura conexão, a água do mar se conecta com a do rio. Ir pra longe da onde veio na esperança de completar seu eu por inteiro. autor dessa peça escreve seu próprio roteiro. Tarefas o dia inteiro, será que a morte é sossego? A vida após a morte é a esperança de justiça dos explorados.
