Prosa Poetica Vinicius de Moraes
Em plena tarde de terça, fazendo rimas, analisando minhas fraquezas, obra prima, arte que inspira. Aspira. Influência, cadência e procedência na recuperação da inocência, desde antes da adolescência, vertentes de quem vive triste e contente, vibrante igual cor quente, segredo de crente, galope de alazão, vida é história, mas não de ficção, tropa, curei minhas paranóias.
A vida é feita de pequenos prazeres e grandes angústias, por isso o uso do álcool e drogas ilícitas, essas substâncias tornam a vida mais intensa. Antes de serem proibidas eram conhecidas como remédios que tratavam nosso psicológico. Por uma questão ligada ao capital, o sistema as proíbe e faz parecer que a preocupação é com o social e a saúde.
Cada dia que passa está caindo por terra a ilusão do dinheiro, antes era um pedaço de metal, depois uma cédula de papel, agora um número virtual: devemos trabalhar fisicamente para gerar números virtuais. O que impede a criação de números sem tem que fazer nada além de digitar no teclado? Em qual cofre fica armazenado no banco nosso dinheiro? Quanto mais eles cortam os gastos do mundo físico pra economizar com o virtual, mais eu percebo que tudo não passa de uma história muito mal contada.
Tive que morrer pra poder renascer, fiz um trato com minha vida, parar de querer ser feliz, quanto tempo na busca me tornou infeliz, a vida é simples, é um momento de alegria pra cinco de tristeza, o mundo quer que você sorria, por conta do seu bolso, cheguei no rei logo a fuga do calabouço, quando me calo, me ouço, eu jogo e pu torço, me dediquei com esforço, o tempo passou e eu não vi ou pra que assim fosse eu torci, logo tudo perde a graça, tomei meu próprio sangue em uma taça, logo depois da minha alma ser arrancada, viver é ter um ofício, morar em um quadrado ou retângulo sendo parte de um conjunto.
Quem só olha pra fora se perde. O valor da vida se sente, não se mede; o sentido da vida habita no vazio da alma: na a alegria e no trauma, brinquei com as palavras, destravei minhas travas, canalhas, derrubei uma muralha, somos mutação do nascimento a cova, nossa essência está na inocência, ciência, decência; concreto, petróleo, poluição, apropriação de fontes de energia, hierarquia, ego, juíz batendo o martelo, da corrente um elo, imagine vida boa, perdendo tempo atoa, liberdade, humildade, vaidade, verdades, cansei de ter que esperar pra viver, sou atemporal, descarga elétrica que corta o céu, problemas são artefatos cortantes, com eles faço malabares e tiro o livro da estante, conhecimento absorvido, a meta é viver mais um instante, semblante, é hora do soldado viear seu próprio comandante. Sorria, chore, fale, se cale, medite, sinta e cante.
Desconfigurei a razão, o valor de Cristo é o perdão, sinfonias da alma, dilemas que me fizeram ser alguém, mantive a conduta sempre de quere fazer o bem, nas minhas falhas encontrei canalhas que apodrecem meu ser, centro do universo, dinâmica ancestral, choque entre realidade em propulsão, lentamente na contente sunguinea, fragmentos da verdade, ocasião promove o problema, ah preconceito em tudo que não aceito, ignorância, mania de querer ser, franqueando enigmas. Vida que termina em si mesma, avançando no contato, repiranso analisando o cardápio, menti quando falei que Maomé prouvparia com a sua opinião.
Da onde vem essa energia que alimenta minha vida e faz eu ser quem eu sou? Se vivo só, já não me confundo com as amostras reais, vivo no meu mundo onde seu o próprio criador, lido com a dor e com o amor o frio e o calor. Da árvore da vida eu escolho o proibido. Importa o que fizeram comigo, fiz minhas escolhas baseado na certeza de que meu ego estava certo, o sábio simples e direto, estou em desenvolvimento antes de ser um feto, saí do escuro, a luz refletia no aço, o cimento cinzento, era erança do rochedo, arquitetura romana, Alana entre quatro paredes inflama, mente em chamas difama.
Até alguns séculos atrás, os europeus invadiam territórios em busca de escravos para seus compatriotas, hoje são os escravos que atravessam o oceano para servir outras nações. Atualmente, abaixo da linha do equador, pouco se fala em revolução -vivemos tempos onde o homem se acomodou com sua condição de submissão.
Processo de criação, introspecção, fração de segundos pensando no que faz falta, esqueci do que já tenho, me empenho, a maçã do jardim eu mordi, relembrei o que vivi, ando meio esgotado, luto todo dia pela sobrevivência do corpo, minha alma grita, as vezes eu ouço. Me resolvo no texto, ou ao menos tento, livre como o vento, se algo não existe, eu invento, momento que se repete, fugi da rotina, produzi serotonina, anfetamina, bebida. Olhares vazios a procura do nada, trabalhador com a inchada, o senhor com sua estátua, planejamento do clube, segredos que eu soube.
viver, incessante busca de prazer, minha cabeça focada no que desagrega, viciado, visitando fatos que me deixam lá embaixo. Liberdade de expressão. Tenho meu direito, sou eu quem colhe a cada ação, em uma fração de segundos muda o mundo, absurdo e ficar tudo do jeito que está, manias pra curar, conceitos pra reavaliar, massa de manobra, cobra venenosa, trilho até o além, me desfiz quando me reencontrei, sou apenas mais um, de todos que existem neste momento sou eu quem pensa sobre isso, espaço físico, lembranças, esperança, criação do metafísico. Me sinto alegre quando viver me dá prazer, sentir mesmo sem ter, olhar o que não se vê, me acalmar por um instante. Já fiz muita coisa de olho no semblante, Sábio é quem aprende com as pessoas, com o vibrar da água na lagoa, escolha, sirva de exemplo, fure a bolhas, use o livre pensamento.
Sinto falta de chorar, meu coração com o tempo está se petrificando, ano após ano, nem tô contando, apenas comentando, sonhando, recordando, experiência é fazer valer os tombos com excelência, prudência, busquei verdades entre paredes na cidade, labirinto, escondo o que sinto, na escrita sou livre no infinito. Bens matérias atiçam o ego, desejo, uma vida de obrigações, procuro dentre todas qual faz com que minha vida tenha sentido, me humilhei, briguei, lutei, fui demitido, aproveito meu tempo livre pra trabalhar pra Deus. Quem sabe tudo isso foi um plano seu, céu, véu, vida que brilha no olhar, lágrimas que formam o mar.
Sim, era eu quem encontraste quando procurou abrigo dentro do peito, rezas e súplicas por águas mansas, nem toda a divindade se portaria tão autêntico quanto o todo. Tudo que é, é. E não haveria de ser de outro jeito. Para nós, seres efêmeros, resta a maldição da dúvida sobre Deus ser a alma eo demônio o corpo.
Me abdiquei de compromissos; nesse instante, só quero estar de bem comigo, eu, meu melhor amigo e pior inimigo. Tudo é desejo, esse é o mecanismo que gera o movimento; quero abrir meu crânio e externar o que tem dentro. Fazer minha própria cirurgia no coração, cortar a mágoa que domina minha emoção; pra Deus, nesse instante, é que faço minha confissão. Fiz de tudo por ti, lutei suas lutas; amor, gritei seu nome; solidão, meu sobrenome. O que sou hoje já não é o que fui ontem, Deus, sou apenas mais um, não sou um super-homem.
Ando meio angustiado, preocupado com o que virá, quem me dera acordar desse transe e entender que tudo basta eu querer e fazer acontecer, agradeço por tudo que tenho, o que veio por sorte ou desempenho, não sei se é destino, penso nisso desde pequenino. Quando estava rezando na igreja ou cantando na escola o hino, o ego quer ser do bolo a cereja, contra os inimigos, tô fugindo da degola contra quem quer que seja. Se você se acha forte e nobre, por que concorre? Se descobre quando ouve sua voz, quando escreve o texto, promove o recomeço, criação poética, retórica, estratégica, senso comum, verdade paranoia, intelecto, lamento, produção, pigmento introduzido por aplicação na pele, se flagra qual seu desejo, sucgue, carrego meu fardo de anseios, salgadinho que comi no recreio, quando era feliz e não sabia, faço disso minha alquimia, me lembro do que seria um dia, sorria um dia, analisava manias, produzia, rimas que me dam, ouvidos que me diziam, boca que ouvia, paladar palatável, saliva viva, plasma no sangue, motor de arranque da Alana, amuleto e tratamento pra Alana, Susana, prisma, insígnia, eura eu mais um dia, filho é filhas, era só um encaixe, reproduzia uma raça, reparei na cor da couraça, mas é tudo tinta no quadro, vivemos em quadrados, retângulos ou triângulos, me avaliei de outro ângulo.
A mente quer sonhar, o corpo quer viver, o homem precisa de dinheiro pra sobreviver; é sobre escolhas e querer, nem sempre todo mundo consegue se satisfazer. A satisfação de um é a frustração de outro; desde muito tempo o injustiçado é torturado dentro de um calabouço; sempre ouço alguma fofoca, mente que se educa faz de conta e veste a carapuça; flagrei seu cheiro de verdade: humildade, simplicidade; sorriso brilhante; simpática, nada controladora, sonhadora; a poesia é hidratante, penetra na medula e revigora o semblante.
Me falta palavras pra descrever o que sinto, um vazio imenso, tentei preencher num paraíso de ilusões, senti emoções, uma forte alegria num dia no outro melancolia, já pensei em tirar a minha vida, cada poema é uma carta de despedida, alma cansada das dificuldades, olhei pra trás só escolhas erradas, enquanto vivo é mais uma chance de me atualizar, foi na dificuldade e no confronto com ué encontrei o meu conforto, em meio ao espelho quebrado é que me encontro, me desaponto, estou de acordo, reencontro com o ego, o prego e o martelo, a fera e a presa indefesa, show de luzes batizado de realidade, quem sou eu de verdade se minha imagem dedássemos a outras abelhas da coméia.
Ando preocupado, tenho procurado Deus na palavras, encontrei apenas travas e páginas em branco, de dentro do peito meu coração eu arranco, coloco em uma bandeija e entrego a meus inimigos como um pedido de perdão. Não pedi pra existir ofereço o que tenho por dentro, amargura, sinônimos de uma vida dura, esse anule tô de quem vive reclamando, e eu clamando a um ser superior, me viv entre a cruz e a espada, perguntei para as pessoas, mas não sabiam de nada. Lá estava eu, preocupado na escada, faltavam algumas décadas para descobrir o que o aguardava, ele com medo do tempo que engolir tudo inclusive o sentimento.
O filósofo está além de ser um estudante acadêmico. Filosofar é se questionar, levantar dúvidas profundas que atormentam os homens. O estudo é a ferramenta para fazer tais perguntas. A filosofia precisa estar presente em todos os setores da sociedade, devemos parar de ficar contando histórias pessoais, fofocas ou assuntos da moda. Os principais assuntos que devemos tratar são os essenciais, ideias que nos moldam desde a pré-história.
O homem tem origem nômade. Atualmente, nosso cotidiano é uma armadilha, as horas, os dias, meses e anos… trabalho, diversão e casa; férias de 30 dias corridos, dentro de quantos meses trabalhados? Quem trabalha não lucra, quem lucra não trabalha; tem capital que gira pra produzir, mas não existe moral, cumplicidade da parte de quem obtém os meios de produção. Existem leis que favorecem os donos. Se chamar de alienação, eles chamam de “teoria da conspiração”.
me encontro em frangalhos, caminho por galhos, tento ser sincero em tudo que faço, mais um ser humano do conjunto. Mais um boi que corre do laço, mais uma rima fora de compasso, eu sou a linha e faço o laço, você me deve meu direito de livre expressão, busco exercer em qualquer ocasião, quero mais que carrão, dinheiro e mansão. Ser feliz sem nada é ver que tudo que tenho cria a ocasião, me perdi em reflexão, me encontrei em abstração, sou fração de segundos corridos envolvidos em um monte de números que se espalham enfraquece a mente de um uem se deixa dominar perplexo com nexo reflexo frenético ocular desejo resgatar a alma aprisionada sou asas que voam no céu azul estralado quando observo o que faço me encontro no meu próprio marasmo, sou asno me encontro em frangalhos ciente que a vida é desejo, trabalho. Salário, lucro, um ser humano profundo, que enchera-se o absuloyo e fale tudo que enxerga pra poder mudar a vida que é pensamento, exerço zmeu direito de poder falar comentar gritar meus demônios expulsar quero viver livre como ar a purificar, estratégia de quem brilha na quilha, sou onda no mar meu paramento vence qualquer preconceito, sou livre, luto por meu direitos, só acerto quando faço direito
