Propriedade
A crise climática revelou uma verdade antiga: a natureza não é propriedade da humanidade, é a condição material de sua existência.
Toda pessoa possui uma vida interior que nenhuma plataforma deveria transformar em propriedade estatística.
Quem exerce o Direito sem gratidão transforma uma conquista coletiva em propriedade intelectual de si mesmo.
A propriedade é protegida pelo Direito, mas não pode converter-se em instrumento de dominação absoluta.
Locke viu a propriedade e a liberdade como dimensões fundamentais; o Direito moderno acrescentou que nenhuma propriedade existe completamente fora da sociedade.
Ter um direito de propriedade não significa possuir licença para ignorar todos os direitos ao redor.
O agnóstico não nega Deus; apenas se recusa a transformar o mistério em propriedade da própria certeza.
A beleza não repousa nas coisas como uma propriedade imóvel; nasce no encontro secreto entre o objeto e a consciência que o contempla.
A propriedade nasce, em Locke, da relação entre o indivíduo, seu trabalho e aquilo que a natureza disponibiliza, estabelecendo uma conexão entre esforço, apropriação e responsabilidade.
A liberdade política começa quando o indivíduo deixa de ser tratado como propriedade do governante e passa a ser reconhecido como sujeito de direitos, consciência e autonomia.
A propriedade privada não é apenas uma relação entre indivíduo e coisa; historicamente, também se tornou uma das bases pelas quais riqueza, poder e desigualdade passaram a organizar a sociedade.
A privatização juridicamente relevante não se mede apenas pelo ato que transfere a propriedade, mas também pelo processo que transfere, progressivamente, a substância econômica da função estatal.
Nenhuma pessoa é propriedade emocional de outra, por mais profunda que seja a história compartilhada.
Fé não é propriedade privada de nenhuma religião
Se Deus criou seres humanos diferentes, talvez a pergunta mais importante não seja “qual religião você segue?”, mas “que tipo de pessoa você se tornou?”
