Propriedade
A personalidade autêntica é a propriedade privada mais ofensiva; ela não pode ser comprada, apenas sabotada. para o inseguro, o teu brilho não é luz, é a denuncia da própria escuridão.
Para mim, amar uma mulher de verdade é entender que ela não é minha propriedade. Amar é respeitar sua autonomia e deixá-la viver sua própria essência.
Amar de verdade é desapegar do controle. Ela não é minha propriedade; o meu papel é apenas deixá-la viver e ser feliz.
Versões
Hoje sou uma versão minha de muitas entregas com propriedade,
Foram tantas passagens, portais, fantasias e loucuras,
Em quantos lugares pernoitei?
Quantas almas me deixaram entrar?
Foram tantos olhares, tantos sorrisos e imaginar os perfumes e o tato,
Em cada porta aberta fui recebido com paixão e admiração e isso me contaminou podendo ser devolvido no ato em dobro,
Minha inspiração de vida vêm de tantas versões minhas anteriores que me deram aprendizado ao mesmo tempo que me dão um banquete de saudades.
A monogamia é o maior triunfo do direito de propriedade sobre o desejo biológico. Juramos exclusividade eterna para alguém que mal conhecemos, apenas para garantir que o nosso tédio não seja compartilhado com mais ninguém.
Quando a dívida de um pobre vale mais que sua moradia, a "propriedade privada" deixa de ser um direito e passa a ser um mito!
O tempo não é propriedade nossa, mas um dom sagrado do Criador. Somos mordomos de cada minuto, e no último dia, prestaremos contas de nossas escolhas.
A Onça Parda Campeira
Na fazenda, acho que o único que trabalhava era eu. A propriedade pertencia ao cunhado do meu cunhado, e fiquei com a incumbência de cuidar dos porcos. Coisa simples: dar comida, tratar os que tinham alguma ferida, passar remédio nos recém-castrados, separar os leitões maiores dos menores, ajudar as porcas a parirem e mais uma infinidade de tarefas. Nessas lidas ia a manhã inteira.
O local onde ficavam os porcos distava uns três quilômetros da sede da fazenda. Logo no segundo dia, fui presenteado com uma égua enorme, branca e muito arisca. Mas, como diz o ditado, cavalo dado não se olha os dentes. Agradeci o presente e comecei a colecionar os tombos que ela me proporcionava.
Com o passar do tempo, ficamos parceiros.
Todas as manhãs eu ia até o pasto onde ela ficava, passava uma corda em seu pescoço e procurava algum lugar mais alto para conseguir montá-la. Voltávamos então para onde ficavam os arreios. Primeiro eu a escovava enquanto ela mastigava algumas espigas de milho. Escovar o animal e alimentá-lo faz parte do relacionamento entre cavalo e cavaleiro. Depois eu a arreava, montava usando os estribos e seguíamos viagem.
Eu tinha também outro amigo de quatro patas: um cachorro chamado Dourado, meu companheiro inseparável de aventuras.
No caminho até os chiqueiros havia alguns moradores antigos da fazenda que já nos conheciam. Tinha um tamanduá-bandeira já velhinho, mas que ainda insistia em nos ameaçar. Ficava em pé e abria as garras numa pose de combate impressionante. O Dourado adorava provocá-lo.
Mais adiante vinham as emas com seus filhotes. Já estavam acostumadas com nossa passagem diária, mas nunca deixavam de defender suas crias.
Nossos dias eram cheios de aventuras. Vez ou outra o Dourado encontrava algum outro bicho e lá ia ele infernizar o coitado, principalmente se fosse um tatu, sua maior diversão. Não queria machucá-lo; só brincar. Ficava fuçando o buraco até o tatu desaparecer lá no fundo.
Certa manhã, por volta das oito horas, quando chegamos ao criadouro dos porcos, avistei um animal amarelado próximo aos chiqueiros.
Na noite anterior, durante o jantar iluminado por lampiões e embalado por muita conversa — a maior parte delas mentira — o irmão do meu cunhado comentou que tinha ouvido falar de uma onça-parda que andava pelos lados da taboca, lugar onde ficavam os porcos. Segundo ele, a danada estava de olho em algum leitão.
Pronto.
Na minha cabeça, aquele bicho amarelado só podia ser a famosa onça comedora de porcos.
Virei a égua na mesma hora e fizemos o caminho de volta em metade do tempo habitual.
Cheguei à sede esbaforido:
— A onça está lá no chiqueiro!
Contei que era amarela, enorme e do tamanho de um bezerro.
A reação foi imediata. Pegaram o jeep, colocaram os cachorros caçadores — conhecidos como americanos — na carroceria, apanharam a espingarda cartucheira e partiram para a caçada. O Dourado foi junto, afinal era testemunha ocular do ocorrido.
No dia anterior, uma porca que estava parindo havia me mordido e arrancado um bom pedaço do cano da minha bota. Por isso, naquela manhã eu estava usando chinelos. Achei até melhor, porque não precisaria me aproximar muito da fera.
Ao chegarmos à taboca, meu cunhado e os cachorros, exceto o Dourado, entraram no meio dos bambuzais.
E então começou o espetáculo.
Latidos.
Gritos.
Correria.
Um tiro.
Depois... silêncio.
Alguns instantes mais tarde veio o chamado:
— Pode vir! A onça está morta!
Considerando que eu estava de chinelos e morrendo de medo, avancei devagar, muito devagar.
Foi quando ouvi um grito:
— A onça está viva! Corre!
Ao mesmo tempo, escutei um barulho infernal de bambus quebrando, como se o animal estivesse vindo direto na minha direção.
Eu simplesmente voei.
Perdi os chinelos.
Corri como nunca tinha corrido na vida.
Cheguei em segundo lugar.
O Dourado chegou em primeiro.
Minutos depois apareceu meu cunhado, rindo tanto que mal conseguia falar. Acho que até os cachorros americanos estavam rindo.
Finalmente ele conseguiu explicar:
— Sua onça era um veadinho-campeiro!
O bicho era extremamente comum naquela região do Mato Grosso. Eu mesmo já tinha visto dezenas deles por ali. Mas naquela manhã, por algum motivo, ele havia se transformado numa onça-parda enorme, do tamanho de um bezerro.
No jantar daquela noite ninguém falou de outra coisa.
A famosa onça-parda campeira virou assunto obrigatório da mesa.
E nós rimos muito.
A crise climática revelou uma verdade antiga: a natureza não é propriedade da humanidade, é a condição material de sua existência.
"A pretensão humana tenta privatizar o Divino. Mas Deus não é propriedade; é comunhão. Diante do Infinito, só existe o 'Nós'."
"Quem tenta tomar Deus como propriedade particular ainda não entendeu que o Infinito não aceita donos."
Faz parte do plano comunista: inviabilizar a propriedade privada a ponto de ter que entregar seus bens para o governo.
Toda pessoa possui uma vida interior que nenhuma plataforma deveria transformar em propriedade estatística.
"Deus é Benevolente também porque permite que qualquer um fale em nome dEle (com propriedade ou não)! E são tantos os que se acham Representantes de Deus, o que confirma a complacencia de Deus por qualquer um!"
Frase Minha 0667, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Um coração insensato quando amadurece, tem propriedade para aconselhar com base nos erros. Um coração protegido e puro, aprende a ser inteligente e não comete os erros do insensato, livrando-lhe do sofrimento e da dor.
O tempo sabe onde guardou esta saudade,
Que é propriedade do meu pobre coração
A chuva lava a minha tristeza que canta,
Mas não espanta de mim a solidão
Tua lembrança traz calor pro meu inverno
Tua presença nas figuras do meu sono
Uma loucura buscando momentos ternos
E o teu cheiro na fragrância do outono !
No Amor Começa-se Sempre a Zero
Fazer um registo de propriedade é chato e difícil mas fazer uma declaração de amor ainda é pior. Ninguém sabe como. Não há minuta. Não há sequer um despachante ao qual o premente assunto se possa entregar. As declarações de amor têm de ser feitas pelo próprio. A experiência não serve de nada — por muitas declarações que já se tenham feito, cada uma é completamente d
iferente das anteriores. No amor, aliás, a experiência só demonstra uma coisa: que não tem nada que estar a demonstrar coisíssima nenhuma. É verdade — começa-se sempre do zero. Cada vez que uma pessoa se apaixona, regressa à suprema inocência, inépcia e barbárie da puberdade. Sobem-nos as bainhas das calças nas pernas e quando damos por nós estamos de calções. A experiência não serve de nada na luta contra o fogo do amor. Imaginem-se duas pessoas apanhadas no meio de um incêndio, sem poderem fugir, e veja-se o sentido que faria uma delas virar-se para a outra e dizer: «Ouve lá, tu que tens experiência de queimaduras do primeiro grau...»
- Relacionados
- Direito de Propriedade
- Frases de Rui Barbosa
