Professor Mestre
o artista Moacir Andrade foi o meu maior mestre sobre as cores da Amazônia. Tudo de um jeito simples, como é típico de quem sabe, entre os igarapés, igapós e balneários da Grande Floresta. Suas palavras embebidas de magia do dia a dia, das que se encontra por esperança nas populações ribeirinhas ecoam no meu imaginário nas noites de lua cheia.
Moacyr Andrade, meu grande mestre sobre a arte e a cultura amazônica sempre foi forte e gordo, tinha muita fome em comer generosamente as cores, os sons e os mitos da Grande Floresta. Uma fome gratuita e bela, onde o coração de quem ama é bem maior que a barriga, o comer de conhecimentos para generosamente passar para quem aprendeu a amar também por respeito e liberdade. Hoje sei que quem sabe verdadeiramente distribui o que sabe. O mundo ainda não reconheceu o valor da extensa cultura amazônica deste grande pesquisador e artista. Moacyr Andrade e Manoel Santiago foram meus mestres por graça divina e devem ser considerados os maiores expoentes desta rica cultura regional brasileira.
Os mestres das culturas populares ribeirinhas, uma rica junção entre a arte e a cultura indígena, branca e a cabocla são as verdadeiras bases da arte, das festas dos mitos da cultura amazônica. Todo centenário legado imutável repassado de forma oral para seus descendentes, entre as brincadeiras das cheias e as vazantes do grande rio, fazem parte dos movimentos naturais de renovação da vida, livre e bela da Grande Floresta.
Os verdadeiros mestres aparecem com centelhas de verdades ao longo dos caminhos. Eles são humildes, sorriem por bondade, conhecem a vida e não ficam parados em lugar algum.
Trago comigo a filosofia dos caminhantes pela vida, meus maiores mestres são e serão os humildes que pelo cotidiano simples me revelam grandes lições e minha maior escola sempre será a natureza que por liberdade faculta a criativa possibilidade de romper com a continuidade, por solução.
Aprendi com o amigo e mestre Manoel Santiago o quanto é importante retornar a boas idéias e percepções do passado, e reconstruí las com o novo ponto de vista, do agora. Na criatividade, o passado e o presente sempre dialogam, ou se completam ou se esvaem em síntese. A simplicidade só é alcançada com a maturidade da visão e do pensamento.
Em espiritualidade não sou mestre mas um discípulo atento e disciplinado de Grandes Mestres que me guiam diuturnamente na estreita Senda da Luz.
Saudosas lembranças, do amigo e mestre Darcy Ribeiro, que ressaltou antigas bandeiras brasileiras e que ainda hoje não tremulam por liberdade, por razão alguma.
Aprendi com grandes mestres, o grande objetivo da vida... a cada dia aprender mais e entender mais, sobretudo com os invisíveis e humildes. Caminhar entre lugares novos e conforme envelhecermos, a cada dia exercer a difícil tarefa, de ser e ter menos, no preparativo pleno para a eternidade.
Me alertavam antigos velhos mestres, que quando uma serie de pessoas boas morrem, é por que está havendo uma grande batalha dimensional entre o bem e o mal, um confronto vibracional entre as trevas e as luzes no astral, o bem celestial antevendo segue sublimando possíveis fortes catástrofes para toda humanidade diante da força avassaladora do fogo e do caos.
Mesmo afirmando que meu saudoso grande amigo e professor amazonense Manoel Santiago, Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago 1897 - 1987, tenha executado um grande numero de obras originais, desde a década de 1960, começaram a aparecer no mercado de arte nacional brasileiro, um grande numero de falsificações grosseiras e chapadas, com excesso de cores, bem diferentes de suas obras originais. A grande maioria aparecem em leiloes organizados por comerciantes aventureiros, que não possuem qualquer tipo de assessoria especializada e o pior a preços e valores irrisórios. Logo antes de adquirir qualquer obra de arte deste artista, certifique com quem sabe, se não está sendo ludibriado e comprando gato por lebre,
O verdadeiro mestre ensina o pouco que sabe a qualquer um que queira aprender, sem soberba ou vaidade, porque ele mesmo sabe, como fiel discípulo do saber, que, quando se espalha generosamente o conhecimento, ele mesmo aprende mais e mais.
Alguns entre nos são mestres "acensionados", vem para este plano pela ultima vez, espalham ensinamentos e conhecimentos místicos e espirituais, podem ter a vida terrena por um minuto ou por cem anos mas a mensagem divina é irrefutável. Estão sob as esferas sublimes das freqüências, por onde passam exalam monotonamente amor, compaixão, simplicidade e perdão.
“Não estudei para ser astronauta para lhe resgatar do mundo da lua, não estudei para ser professor de matemática para resolver seus problemas, não estudei para ser gerente de banco para lhe emprestar dinheiro, mas a vida me ensinou a reconhecer um sem vergonha de longe”.
“O professor leva o problema para a escola, o aluno leva o problema para casa, e o adulto não se esquece disso e está sempre levando seus problemas para resolver em casa.”
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