Professor Carlos Drumond de Andrade
A história das artes não registra os nomes de dois artistas geniais: o primeiro pintor e o primeiro escultor.
O avarento perfeito economiza a ideia de dinheiro evitando falar nele.
A aventura não está nos fatos exteriores, mas na capacidade de figurá-los e vivenciá-los.
O divertimento do aviador é andar de pé no chão.
O trabalho constitui ao mesmo tempo mais-valia e não valia, conforme o ângulo de que o consideramos.
DAS INTIMAÇÕES DESCABIDAS : Abre em nome da Lei... Abre, sem Lei nem Grei... Abre, em Nome do Rei !... Não... repara : ao __intimar-te __ eu já te __...desventrei__ !...
Onde terei jogado fora meu gosto e capacidade de escolher, minhas idiossincrasias tão pessoais, tão minhas que no rosto se espelhavam, e cada gesto, cada olhar, cada vinco da roupa resumia uma estética? Hoje sou costurado, sou tecido, sou gravado de forma universal, saio da estamparia, não de casa, da vitrine me tiram, recolocam objeto pulsante, mas objeto que se oferece como signo de outros objetos estáticos, tarifados. Por me ostentar assim, tão orgulhoso de ser não eu, mas artigo industrial peço que meu nome retifiquem. Já não me convém o título de homem. Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente.
Os camaradas não disseram que havia uma guerra e era necessário trazer fogo e alimento. Sinto-me disperso, anterior a fronteiras, humildemente vos peço que me perdoeis.
Penso e penso bastante.
Muito mesmo.
As vezes, me pego pensando na quantidade de coisas que penso.
Queria poder parar...
Penso nisso o tempo todo.
Onde o prato farto encontra o riso,
mora o que chamamos de paraíso.
Tem o pai na cabeceira, guardião do destino,
e a mãe imaculada, guiando o menino.
Tem reza de avó benzedeira pra todo mal,
fé que cura o corpo e o espiritual.
E no balanço da rede, entre um fumo e um café, o avô conta causos, mantendo o passado de pé.
Família assim é herança que o tempo não consome, é o que dá sentido ao nosso próprio sobrenome.
Com certeza não seria muito normal, já pensou que triste uma roda de capoeira sem a presença de um berimbau? Sem a cintura desprezada, sem a ginga o aú e também o mortal?
-Jean C. de Andrade-
Hoje é um dia muito especial, amigos te mandarão abraços e beijos, te desejarão muitas felicidades e sorte. Seus filhos te abraçarão com mais força que o normal, talvez você Chore, pois não dará conta de tanta emoção. Mas ainda não será a única emoção do dia. E quando você olhar bem ao seu lado, verá que ainda faltará um abraço, que será o mais apertado,pois será um abraço de quem te ama, acompanhado de um beijo apaixonado.
-Jean C. de Andrade-
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