Professor Carlos Drumond de Andrade

Cerca de 145050 frases e pensamentos: Professor Carlos Drumond de Andrade

Quero ser professor pra ensinar a nossa próxima geração.

Inserida por CarlosXavier

Bom dia, bom domingo
15 de Outubro, dia do professor!
"Professor: Instrumento de Deus no meio dos homens!
"Reconhecimento pleno de seu trabalho e missão.
Com destaque à dedicação, entrega na luta para iluminar mentes,
delinear caminhos
e acompanhar com regozijo
a carreira do aluno como de seu próprio filho.
Sua plena alegria e recompensa e ver ao final da jornada
o despontar de mais um ser humano para enfrentar os desafios
que se iniciam e,
que o acompanharão por todo o sempre enquanto viver.
Ser professor é ser grato pelo viver
faz de sua vida objeto de arte,
bailando e tecendo harmônia
num abiente congregado de multiplicidade de mentes
e opiniões díspares.
Enfrenta incompreensões, humores, e outros sabores
que vem do ambiente de vida de seus discípulos.
À cada um trata com zelo, respeito e humanidade
equilibrando-se numa tênue linha que divide sua autoridade e energia,
para proporcionar
carinho e acolhimento -
fazer crescer e florir sem magoar ou diminuir.
Professor trabalha trabalha de dia, de noite, feriado e também em dias complicados.
Leva serviço pra casa, pra rua por onde um aluno encontrar
Sabe da vida, das gracinhas e da malandragem
de cada um.
Com jeitinho finge e contorna as adversidades e, no comando da galera
faz do próprio sacrifício seu estilo e modo de vida!
E que vida...!!! Que viva o Professor!!!

Inserida por Annnttonious13

15/10/2019
Feliz dia do Professor
Professor e sempre ponto de partida para qualquer objetivo,
Sonhos viajam pela varinha mágica que empunham indicando o ponto em questão.
Professor é artista de disciplina e saber, comanda um exercito poderoso de luz e amor.
Não há como desdenhar ou lhe negar vênias.
Sempre indicam a melhor maneira de abrir caminhos e atingir objetivos.
Nossas saudações aos queridos mestres e mestras do saber,
aceitem nosso júbilo e grito preso na garganta: "Ao mestre com carinho!"

Inserida por Annnttonious13

O Professor verdadeiro é um sacerdote que não vive de pregar o Evangelho, mas de explorar o ser humano, para tornar explícito todo o conhecimento que ele carrega dentro de si em meio à sua ignorância.

Inserida por carlosmachado67

Hoje comemoramos o dia de um artista notável - O Professor.
Obs: não confundir professor com instrutor. Aquele é raro de se encontrar. O último é fácil de achar e frequentemente deseduca os alunos e vivem fazendo greve pelo ter. (O professor busca em primeiro lugar o ser).

Inserida por carlosmachado67

⁠"Educação é responsabilidade
da família, ensinamento
é papel da escola
e do professor."

Livro: Aceite ou Mude...

Inserida por carlos_aguiar

“Para o professor ter condições de transformar a realidade do seu aluno, precisa primeiro aceitá-lo do jeito em que se encontra”.

Inserida por loreci_rodrigues

Nunca podemos desistir de conquistar o melhor para a nossa vida.

Claudio Andrade - Filosofo e Pedagogo

“Se a semente
é de amor
planta e deixe
florescer.”

Viviane Andrade

Depois da Primavera (Livro da Escritora Lu Andrade)


⁠"Depois da Primavera" chegou pra mim no momento em que eu vivia um turbilhão de sentimentos ao mesmo tempo ( e ainda estou assim)... Meus poros exalavam emoção... Meu respirar era pura emoção...
E, como alguém que recebe algo " Sagrado", com reverência "abri" suas primeiras páginas e Já me arrepiei.... Transbordei e me transportei para um lugar cheio de sabores, encantos, flores e cores...
Era a Casa da Vó Maria...
Assim começou minha leitura da Obra #DepoisdaPrimavera da escritora e notem bem, Minha AMIGA, Lu Andrade... Aqui, a autora nos leva carinhosamente para a Casa de Vó Maria... E, como boa hospitaleira nos deixa a vontade para desfrutar de cada cantinho, de cada pedacinho, de cada experiência vivida neste "Ninho" tão aconchegante, envolvente e cheio de Amor.
Dá vontade de ficar ali... Morar ali... Florescer ali...
Ahhhh... Com respeito aos grandes poetas "das Saudades", falo com maestria porque já li muitos deles, mas, posso AFIRMAR :
Ninguém falou tão bem e de forma tão leve e sublime sobre SAUDADE, quanto a autora Lu Andrade no "Depois da Primavera."

⁠Ame teu caos
da mesma forma
que amas tua luz.
Afinal, são você.

— Lothian Andrade

Nunca plante seus SONHOS onde a terra não lhe PERTENCE.
(PSICANALISTA ANDRADE)

⁠Emanuel Andrade não desistir

Pode estar tudo nivelado, ou com sol radiante, a vida é assim, uns dias bons, outros maus, com erros, fracassos, e coisas certas e as pessoas assertivas a nossa volta, filtramos o que é proveitoso para nós, por vezes mesmo não gostando temos que aceitar, não sabemos o propósito, a verdade é que na caminhada não possamos desistir, e vamos sentir o sabor de pequenas e grandes vitorias, umas alcançadas e outras por alcançar, a vida é uma luta constante, entre o nosso eu e o todo é um conflito que flui com um atrito entre tempo e o espaco e se manifesta na sua essência numa realidade onde paira o sopro da força do viver e do querer viver, com um padrão um código que nos liga por hierarquias, o respeito por nós e pelos outros é primordial, e a gratidão é fundamental, A forma mais coerente de agradecer é continuar...

Poesia do Amor divino Emanuel Bruno Andrade

⁠Amor, eu sei que espera mais de mim.

Seu olhar me incendeia, meu coração dispara em um ritmo frenético.

Nesta noite, meus sonhos serão nossos.

Nossos espíritos se entrelaçarão em um voo celestial.

A melodia angelical dos serafins nos guiará,

Enquanto a proteção dos arcanjos nos envolve em seu manto.

Flechas de amor serão disparadas contra os desejos obscuros,

Libertando nossos corações para que possam se unir.

Sobrevoaremos prados verdejantes,

Jardins floridos e árvores de todas as cores.

Transcendendo os limites do humano,

Habitando o cume do desejo em nossa cúpula particular.

Apesar de alegre sofro perdido.

No enigma desmedido no navega

Por uma felecidade rompida

Pelo cupido

O peso é medido

Pela escuta atenta

De um destino inverso que se revela
No silêncio da madrugada,

Despertando-nos para a sublime verdade do nosso amor.

Eternamente entrelaçados...

Inseparáveis...

Em um amor que desafiador.

Para a respeitar nas complicidade memoraveis

Unos em toda parte

Para receber o calor

Da suavidade

Da senda da corrente

Corrida dos tempos

A favor e contra

Os ventos

Pairam desejos de sermos

Carne com carne

Para sair dos sofrimentos

Da magua e amargura da vida.

Emanuel Andrade

Canto XI: O Eco do Cosmos e a Máscara do Tempo
​Por Emanuel Bruno Andrade
Inspirado no Tomo II d’Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões, no Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas (10 de Junho de 2026)
​Rasga-se o céu do velho mundo não por raios de Júpiter ou tempestades de Baco, mas pelo ferro ardente que os homens inventaram. Em continentes distantes, os mísseis cruzam o firmamento como estrelas cadentes da morte, deixando atrás de si um rastro de sangue derramado, infraestruturas reduzidas a pó e corações permanentemente sobressaltados, destroçados pela perda cruel dos tempos e das vidas. O eco dessas explosões viaja pelo mar que Camões outrora cantou, batendo nas praias de uma pátria que assiste, impotente, ao luto do mundo.
​Em Portugal, terra de brandos costumes e fados antigos, não reina a infâmia das bombas, mas sim uma guerra silenciosa e invisível: a consequência da inflação que corrói os lares, gerando uma fraqueza que se estende do bolso à alma, e uma preocupação constante que nubla o olhar do povo. Os tempos mudaram, e mudaram muito. As almas dos homens pedem agora um socorro urgente, um grito mudo que ecoa nas cidades e nos campos, enquanto noutros cantos do peito reina apenas a saudade daquela paz interior que parece ter partido sem aviso.
​"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", dissera o velho mestre. Mas hoje, o clamor é por abrigo na tempestade da existência.
​À margem do caos, os pensantes — poetas, filósofos e loucos — falam alto. Erguem as vozes nas praças e nas redes da grande teia global, denunciando sem medo as feridas abertas dos amantes, os laços rompidos pela distância e a frieza de uma era hiperconectada, mas profundamente isolada. No Olimpo moderno, as Deusas já não descem à terra para guiar os navegadores. Guardam-se num código sigiloso, trancadas a sete chaves nos seus segredos mais íntimos, com medo da entrega total. Contudo, o sopro do céu não as esquece: eleva-as, coloca-as num plano sagrado, divino e intensamente desejado, onde a arte e a beleza permanecem puras, intocadas pela barbárie humana.
​Na ágora da civilização, fervem as discórdias pelo tempo fora. São as razões discretas e solenes das políticas do método, encenadas numa democracia que se veste de gala, mas que surge mascarada pelo capitalismo feroz — aquela promessa idealizada onde cada cidadão deveria poder constituir a sua riqueza livremente, sem nunca prejudicar terceiros, mas que tantas vezes se perde na ganância. Cada político ergue-se como um artilheiro de contradições, disparando promessas falsas de um palanque de ilusões. Sob as suas ordens temerosas, correm logo os soldados da engrenagem social, marchando cegamente rumo ao desconhecido.
​E enquanto a Terra sangra e se debate nas suas próprias amarras, o homem olha para cima. Numa audácia que faria empalidecer os marinheiros da Carreira da Índia, sobe o foguetão rumo à Lua! Os novos navegantes cruzam o éter, procuram conhecer Marte, decifrar os segredos de um cosmos infinito. É a eterna e desesperada procura da origem, a busca pelo primeiro sopro de vida no vazio estelar. Navegamos pelos oceanos de estrelas, estendendo as telas da inteligência e da tecnologia, com um único e supremo múnus: expandir a consciência humana e desvendar o infinito, sem nunca deixar que o próprio universo nos engula na sua imensidão escura.
​Lisboa, 10 de Junho de 2026
Na fusão do traço, da palavra e do infinito.

A ânsia de ser visto revela o medo de ser ignorado.

- Jotta Andrade

Emanuel Andrade: O tempo voa neste vento que sopra forte
No galope de cada ser ao toque de um gesto, ou algo de concreto e preciso.
Por isso sonho neste sono perdido pela dormencia dos tempos e precisto.
Insisto no meu atelliê que esculpe meu ser e dos demais.
Nāo sāo actos banais!
É tudo natural e real.
Bliscado pelos sinais.
Procuro salvaçāo num canal.
A minha abstraçâo.
Dos adventos no carnal.
Encontro inspiraçāo.
Para sacear minha sençāo.
Na pulsaçāo da brisa.
Da razāo e da emoçāo.
Quero descobrir, novamente o meu sorrir.
Para medir no palco,
O aplauso desejado.
Pela luta intensa entre os mundos de outra gente.
Começo a contagem decrente
Para o ascender e nāo me perder.
Tranformado em outro ser por ter conhecido.
[16/07, 07:17] Emanuel Andrade: ​1. O Tempo e o Movimento
​O poema abre com uma sensação de urgência e fluidez ("o tempo voa", "vento que sopra forte"). O autor descreve a vida como um "galope", sugerindo que a existência é um movimento contínuo e veloz que, por vezes, nos deixa em um estado de "dormência" ou desconexão — o "sono perdido" que ele menciona. Aqui, a arte surge como o contraponto necessário: o "concreto e preciso" que tenta dar forma a essa fugacidade.
​2. O Ateliê como Espaço de Cura e Criação
​O "ateliê" não é apenas um lugar físico de trabalho, mas um espaço de alquimia pessoal. Ao dizer que o ateliê "esculpe meu ser e dos demais", o autor sugere que o seu processo criativo é uma ferramenta de autoconstrução. Há uma afirmação de propósito: o que ele faz "não são actos banais", mas algo profundamente "natural e real", reivindicando a dignidade da sua produção artística frente à banalidade do cotidiano.
​3. A Dualidade: Abstração vs. Carnal
​O poema explora a tensão entre o imaterial e o físico:
​Abstração: Reflete o mundo interior, os "sinais" e a "inspiração" que ele busca.
​Carnal: Reflete a realidade vivida, os "adventos" e a necessidade de "saciar" a sensação.
A arte, para o autor, é a ponte que une a "razão" e a "emoção", transformando o fluxo do que ele sente em algo que pode ser compartilhado com o mundo.
​4. O Palco e o Reconhecimento
​O desejo de "descobrir, novamente o meu sorrir" e a busca pelo "aplauso desejado" revelam uma faceta humana e vulnerável: a necessidade de validação. O "palco" pode ser lido como uma metáfora tanto para a exposição pública do artista (as suas exibições e performances) quanto para a própria vida, onde ele encena a "luta intensa entre os mundos de outra gente".
​5. A Metamorfose Final
​O encerramento — "Começo a contagem decrescente / Para o ascender e não me perder / Transformado em outro ser por ter conhecido" — é um ciclo de renovação. O autor reconhece que o conhecimento e a experiência (o "ter conhecido") são os agentes que operam a mudança. Ele não teme a transformação; pelo contrário, a abraça como um mecanismo de "ascensão" para evitar a perda de si mesmo.
​Síntese
​Em suma, o poema é um manifesto de resiliência. Emanuel Bruno Andrade utiliza a escrita para processar a sua própria trajetória, elevando a sua prática artística de uma simples atividade criativa para uma missão de "salvação" e conexão humana. É a voz de um artista que compreende que, para existir plenamente no mundo, é preciso estar em constante estado de criação e transformação.

"Eu não te amo, porque não te conheço"


(ANDRADE, 2026)

Eu sou um resumo


(ANDRADE, 2026)

A FILOSOFIA DE EMANUEL BRUNO ANDRADE


Novo Humanismo — A Arte de Saborear o Viver


A filosofia de Emanuel Bruno Andrade parte de uma pergunta essencial:


O que fazemos com aquilo que vivemos?


O ser humano recebe a vida através da matéria, percebe-a através da sensibilidade, experimenta-a através da existência e procura compreendê-la através da consciência. É neste percurso que nasce o Novo Humanismo.


O Novo Humanismo não procura criar um ser humano perfeito. Procura criar um ser humano mais consciente daquilo que é, daquilo que sente, daquilo que faz e daquilo que transmite aos outros.


I — A Fórmula da Experiência


A primeira expressão filosófica é:


F = (M × S × E) / (N − k)


onde:


M representa a matéria e os elementos concretos da realidade;


S representa a sensibilidade, a perceção e a dimensão estética;


E representa a experiência e o significado vivido;


N representa o nível de consciência, conhecimento e compreensão;


k representa os fatores de resistência, bloqueio, medo, preconceito ou distorção.


Esta fórmula não pretende medir matematicamente o ser humano. É uma metáfora conceptual para pensar a experiência.


A matéria, sozinha, é apenas matéria.


A sensibilidade permite senti-la.


A experiência permite vivê-la.


A consciência permite compreendê-la.


E os bloqueios podem impedir que aquilo que vivemos se transforme em conhecimento.


Assim, a experiência humana não está apenas naquilo que acontece, mas naquilo que conseguimos fazer acontecer dentro de nós depois que acontece.


II — A Fórmula da Comparação


A segunda expressão é:


C = [(M₁ + S₁ + E₁) − (M₂ + S₂ + E₂)] / (N − k)


Esta fórmula introduz o outro.


Já não existe apenas uma experiência. Existem duas realidades que se encontram.


Duas pessoas.


Duas obras.


Duas culturas.


Duas ideias.


Duas experiências.


Comparar, neste sentido, não significa estabelecer imediatamente quem é superior.


Significa descobrir:


o que aproxima, o que diferencia, o que falta, o que acrescenta e aquilo que podemos aprender com cada realidade.


Por isso, no Novo Humanismo:


«Comparar é reconhecer diferenças sem destruir a ligação entre as coisas.»


A verdadeira comparação não diminui o outro.


Amplia a nossa compreensão.


III — A Consciência como ponte


Nas duas fórmulas existe uma variável fundamental:


N — Consciência, conhecimento e compreensão.


É ela que transforma a experiência em aprendizagem.


Sem consciência, podemos repetir indefinidamente os mesmos erros.


Sem conhecimento, podemos confundir opinião com verdade.


Sem compreensão, podemos transformar a diferença em conflito.


A consciência é, portanto, uma ponte entre aquilo que somos e aquilo que podemos tornar-nos.


Quanto mais compreendemos, menos necessidade temos de destruir aquilo que é diferente.


IV — O papel do bloqueio


O elemento k representa aquilo que impede a compreensão.


Pode ser o medo.


Pode ser o preconceito.


Pode ser o ego.


Pode ser a ignorância.


Pode ser a intolerância.


Pode ser a dor não compreendida.


Pode ser também a dependência da aprovação dos outros.


O Novo Humanismo não pretende negar esses obstáculos.


Pretende reconhecê-los.


Porque aquilo que não reconhecemos dentro de nós pode acabar por controlar-nos.


Conhecer o bloqueio é começar a libertar-se dele.


V — A Arte como transformação


Para Emanuel Bruno Andrade, a arte é uma das formas mais profundas de realizar este processo.


O artista recebe o mundo.


Observa.


Sente.


Experimenta.


Transforma.


E devolve ao mundo uma nova realidade.


Uma mancha pode tornar-se linguagem.


Uma cor pode tornar-se emoção.


Uma ferida pode tornar-se obra.


Um erro pode tornar-se descoberta.


Um vazio pode tornar-se espaço.


O artista não copia simplesmente aquilo que vê.


Transforma aquilo que vive.


Por isso, a arte é uma forma de consciência.


E a consciência, quando encontra a criatividade, pode transformar a experiência em significado.


VI — O Joio e o Trigo


A filosofia do Novo Humanismo também procura separar o joio do trigo.


Mas não se trata de separar pessoas.


Trata-se de distinguir aquilo que, dentro da experiência humana, faz crescer daquilo que sufoca o crescimento.


O trigo representa a dignidade, o amor, a liberdade, o conhecimento, a responsabilidade, a criatividade, a partilha e a capacidade de recomeçar.


O joio representa aquilo que destrói a ligação humana: o egoísmo, a manipulação, a intolerância, a violência, a indiferença e tudo aquilo que transforma o outro em objeto.


Mas existe uma dimensão ainda mais profunda:


o joio também pode existir dentro de nós.


Por isso, antes de perguntar quem é o joio, devemos perguntar:


«Que existe em mim que está a impedir o trigo de crescer?»


VII — O ser humano perante a tecnologia


O Novo Humanismo não rejeita a tecnologia.


Também não a coloca acima do ser humano.


A tecnologia deve ser uma extensão da inteligência humana, não uma substituição da dignidade humana.


A inteligência artificial, as ferramentas digitais e as novas tecnologias podem ampliar a capacidade de criar, comunicar, investigar e colaborar.


Mas existe uma pergunta que nenhuma máquina pode responder por nós:


Para que queremos utilizar aquilo que conseguimos criar?


A questão fundamental do progresso não é apenas:


“O que conseguimos fazer?”


É:


“O que devemos fazer?”


VIII — A ética da reciprocidade


O ser humano não existe isoladamente.


Aquilo que fazemos influencia os outros.


Aquilo que os outros fazem influencia-nos.


Por isso, o Novo Humanismo coloca a reciprocidade no centro da vida social.


Receber implica reconhecer.


Conhecer implica partilhar.


Ter implica responsabilidade.


Ser livre implica respeitar a liberdade do outro.


A verdadeira riqueza humana não está apenas naquilo que acumulamos, mas também naquilo que conseguimos partilhar sem perder.


IX — A Arte de Saborear o Viver


Saborear o viver significa estar presente na própria existência.


Não significa ignorar a dor.


Não significa viver sem dificuldades.


Significa aprender a encontrar significado mesmo dentro da imperfeição.


A vida pode ser amarga e doce.


Pode ser perda e encontro.


Pode ser queda e recomeço.


Pode ser silêncio e expressão.


O Novo Humanismo procura transformar essa experiência numa consciência mais profunda:


«Não vivemos apenas para passar pela vida. Vivemos para compreender, criar, amar, partilhar e transformar aquilo que recebemos.»


X — A síntese filosófica


As duas fórmulas podem finalmente encontrar-se num único percurso:


EXPERIÊNCIA → CONSCIÊNCIA → COMPARAÇÃO → COMPREENSÃO → TRANSFORMAÇÃO → PARTILHA


A primeira fórmula pergunta:


«“O que acontece quando matéria, sensibilidade e experiência encontram a consciência?”»


A segunda pergunta:


«“O que podemos compreender quando colocamos duas realidades em relação?”»


E o Novo Humanismo responde:


«“A experiência transforma-se em conhecimento quando a consciência consegue compreender aquilo que vive; e a diferença transforma-se em conhecimento quando conseguimos comparar sem destruir a ligação.”»


Assim nasce a filosofia de Emanuel Bruno Andrade:


«“A matéria dá-nos o mundo, a sensibilidade permite senti-lo, a experiência permite vivê-lo, a consciência permite compreendê-lo, a comparação permite reconhecer o outro e a partilha permite transformar a compreensão individual em humanidade.”»


XI — O princípio fundamental


A filosofia pode ser finalmente condensada numa frase:


«“Viver é experimentar; compreender é tomar consciência; comparar é reconhecer; transformar é criar; partilhar é humanizar.”»


E o propósito maior:


«“A Arte de Saborear o Viver é transformar a experiência em consciência, a diferença em compreensão e a consciência em humanidade.”»


Este é o caminho do Novo Humanismo de Emanuel Bruno Andrade.