Professor Carlos Drumond de Andrade

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Ás vezes eu fico me analisando, percebendo meus próprios devaneios, observando as pessoas, comportamentos e julgamentos, enfim, a atualidade... Nestas observações acabo entendendo porque tantos escritores, poetas e pensadores em geral, se excluem do mundo real, se isolam e se escondem, vivendo assim o seu mundo ilusório... Pois a magia que criamos no imaginário, estando só, é muito mais atraente, mais plausível e muito mais divertido do que o mundo real existente lá fora.

Você não ama um simples corpo, você ama uma vida, pois quando a vida se vai, o que sobra?

"Quando você começa a atacar e a criticar a religião do outro, consequentemente esquece de viver a sua"

Lágrimas de fé, lágrimas de dor, gotas lacrimejando e deixando transparecer um sentimento de amor.

Lágrimas de solidão, talvez de ilusão, lágrimas sem sentido, que derramando contínua, sem nenhuma razão.

Lágrima sentida, doída, que toca minha pele, escorrendo sobre o meu rosto, revelando toda a minha emoção.

Lágrimas de carinho, de alegria, de saudades ou mesmo da paixão.

Lágrima minha, brotando sincera e que vem verdadeira, de dentro, lá do fundo do meu sofrido coração.

PRECISA-SE DE UM AMIGO

Não precisa ser homem, basta ser humano, ter sentimentos.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem imprescindível, que seja de segunda mão.

Não é preciso que seja puro, ou todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Pode já ter sido enganado ( todos os amigos são enganados).

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve gostar de crianças e lastimar aquelas que não puderam nascer.

Deve amar o próximo e respeitar a dor que todos levam consigo.

Tem que gostar de poesia, dos pássaros, do por do sol e do canto dos ventos.

E seu principal objetivo de ser o de ser amigo.

Precisa-se de um amigo que faça a vida valer a pena, não porque a vida é bela, mas por já se ter um amigo.

Precisa-se de um amigo que nos bata no ombro, sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Há algo tocante na associação de dois seres para suportar a vida.

Há dois poderosos destruidores: o tempo e a adversidade.

O medo é a arma dos fracos, como a bravura a dos fortes.

O orgulho pode parecer algumas vezes nobre e respeitável, a vaidade é sempre vulgar e desprezível.

Os ignorantes exageram sempre mais que os inteligentes.

Onde intervêm o favor e as doações abatem-se os obstáculos e desfazem-se as dificuldades.

A indiferença ou apatia que em muitos é prova de estupidez pode ser em alguns o produto de profunda sapiência.

Abandonando nobremente quem nos deixa, colocamo-nos acima de quem perdemos.

São sempre desatinadas as vinganças por ciúmes.

Quem ama o perigo, nele perece.

Há verdades que é mais perigoso publicar do que foi difícil descobrir.

Há uma certa vergonha em sermos felizes perante certas misérias.

Não podemos deixar de ser difusos com os ignorantes, mas devemos ser concisos com os inteligentes.

Os velhos que se mostram muito saudosos da sua mocidade não dão uma ideia favorável da maturidade e progresso da sua inteligência.

Uma árvore nua
aponta o céu. Numa ponta
brota um fruto. A lua?