Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei

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Se a educação não pode tudo, alguma coisa fundamental a educação pode.

Paulo Freire
Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Baby Baby
Não adianta chamar
Quando alguém está perdido
Procurando se encontrar

Uma Ostra

Você sabia que uma ostra que não foi ferida não produz pérolas?

As pérolas são uma ferida curada.
Pérolas são produto da dor, resultado da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou um grão de areia.

A parte interna da concha de uma ostra é uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia penetra, as células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola é formada!

Uma ostra que não foi ferida, de algum modo, não produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada:

Você já se sentiu ferido pelas palavras rudes de um amigo?
Já foi acusado de ter dito coisas que não disse?
Suas ideias já foram rejeitadas?

Então produza uma pérola... cubra suas mágoas e as rejeições sofridas com camadas e camadas de amor.

Lembre-se apenas de que uma ostra que não foi ferida, não produz pérolas, pois uma pérola é uma ferida cicatrizada!

Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, perdas e frustrações. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.

Eu sou um pierrô romântico. Mas o romântico piegas. Não o romântico de grande estilo, não o wagneriano. E aí me veio essa vergonha de ser romântico e uma certa tendência para negar essa emotividade fácil e vagamente burlesca.

Os sábios não se lamentam nem pelos vivos nem pelos mortos.

(...) não há no mundo nada que em sentido absoluto nos pertença.

Não aprofundes o teu tédio, não te entregues à mágoa vã.

Manuel Bandeira
BANDEIRA, M. A Cinza das Horas, 1917

Nota: Trecho do poema "A Sombra das Araucárias"

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Eu sei que era apenas por prazer, que você não gosta de mim, mas fiquei apaixonado por você.

Se fosse fácil não se chamaria vida, e sim piriguete.

Talvez você se canse de ouvir isso de mim, mas não cansarei de dizer o quanto você é incrível e linda, e o quanto seu sorriso me contagia de uma forma que me faz viajar em pensamentos e me apaixonar mais e mais todos os dias, trazendo em pensamentos você pra mim, pra amenizar a saudade que sinto de estar com você, de te mimar, te beijar, te tocar e até das nossas brincadeiras bobas sem sentido.
Te amo, minha princesa.

Não se preocupe, é peste, tem cura. Devia estar preocupada por ser uma canalha, isso sim, não tem cura.

Um menino negro entra em um mercado.
Um homem branco diz: "não permito pessoas de cor aqui"

O menino negro diz: "eu nasci preto.
Quando eu estou congelando, eu sou negro.
Quando estou doente, eu sou negro.
Quando eu estiver morto, estarei negro.
Quando você nasce, você é rosa.
Quando você está congelando, você é azul.
Quando você se sentir envergonhado, você fica
Vermelho.
Quando você está morto, você fica roxo...
E você está me
Chamando de pessoa de cor?"

"Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos ainda haverá guerra"

Marge, lembre-se, se algo der errado na usina, culpe o cara que não sabe falar inglês.

Nessa vida loka, vivemos e aprendemos, somos o que somos e não o que pensam...

Deus torna homens em servos, e estes servos em filhos, de modo a serem no final reunidos a Ele, não como 'almas absorvidas', mas como indivíduos aprimorados, desfrutadores de todo o deleite e prazer que a presença de Deus proporciona.

Aperta meu peito
o inverno que não chegou:
amigo esperado.

Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada.

Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.

Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.

Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.
Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.
A chuva, o sol, o vento, o guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.

Ser zen é ser livre e saber os seus limites.

Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.

Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.

Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.

Ser zen é morrer.
Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.

Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.

Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro­passado.

Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.

Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.

Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.

Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.

Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.

Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.

Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.
Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.

Ser zen é Ser Tempo.

Ser zen é Ser Existência...

Não espere um sorriso para ser gentil
Não espere ser amado para amar
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de quem está ao seu lado
Não espere ficar de luto para reconhecer o que hoje é importante em sua vida
E especialmente quem hoje é importante em sua vida

Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar
Não espere a queda para lembrar-se do conselho
Não espere a enfermidade para reconhecer o quão frágil é a vida
E quanto você deve cuidar dela

Não espere pessoas perfeitas para se apaixonar
Não espere a mágoa para pedir perdão
Não espere a separação para buscar a reconciliação
Não espere a dor para acreditar em oração ou adquirir a fé
Não espere elogios para acreditar em si mesmo
Enfim, não espere

Não espere ter tempo para servir
E não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado
Não espere o "eu te amo" para dizer "eu também"
Não espere ter dinheiro aos montes para contribuir e ajudar alguém

Pare de esperar
A vida é feita do presente
É vivida hoje
Se aprende com o passado
Se deseja coisas para o futuro
Se sonha com o futuro
Mas se vive no presente

Portanto,
Não espere o dia da sua morte
Sem antes amar a vida verdadeiramente
Somente você é capaz de não esperar

Eu não tenho medo de voar. Eu tenho medo de estar fechada num lugar e de ter escolhido estar fechada nesse lugar. Tenho medo porque meus pés sentem o chão mas ele é falso. Meus pés sempre me obrigam a sentir a verdade e eu sou obrigada a dizer a eles que aquele chão não dura e nem é de terra. Tenho medo do absurdo que é sorrir e dizer "guaraná normal e sem gelo, grata" enquanto se quer dizer "que merda é essa de estar voando se não sou a porra dum passarinho?". Tenho medo porque quando acabar estarei em outro lugar. Agora, se eu pudesse escolher o maior de todos os medos, eu diria "a chance disso cair agora é muito pequena". Estou sobrevoando, sem inteligência, a água profunda que aprendi a chamar de casa mas também de intervalo. A verdadeira angústia de voar é estar acima da nossa vida. Voar é tornar nossa rotina banal. Estou voando há dias, de primeira classe, com vista para o desenho de um país que não sei o nome. Ao lado de uma pessoa que, até que enfim, não é mais uma barrinha de cereal.