Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Que a nossa capacidade de fingir estar feliz não seja maior do que a de sentir-se feliz de fato.
Tudo é lindo no amor e no facebook...rsrs
Ao término de um relacionamento não existem culpados, mas pessoas que optaram por outros caminhos.
Engraçado a preocupação sobre quem terminou com quem e qual foi o motivo. Relacionamentos não terminam da noite para o dia, mas desfazem-se aos poucos, esfarelam-se gradualmente por vários motivos.
A culpa não é do zap, da “outra”, do “outro”, do futebol, da cerveja ou do excesso de trabalho, a culpa não é de ninguém, simplesmente acontece.
Quando o relacionamento não é cuidado diariamente, os interesses em comum diminuem, e o afastamento caminha até virar abismo.
Relacionamentos precisam de carinho, cuidado, companheirismo em doses homeopáticas e de forma recíproca.
Exige disposição, doação, entrega e principalmente amor
Assim percebemos que o outro, com todas as suas imperfeições, pode sim ser de um jeito que nos faz feliz.
Em momentos assim
Eu não sei o que fazer comigo
Com a minha impermanência
inconstância
Não sei como nomear
Profundidades ou abismos
Amor pela melancolia
Minhas brechas
Meus esconderijos de mim
Do mundo, não sei
É quase um assombro
Uma escuridão
Meu amor pelo movimento
Minha reinvenção de mim.
Eu falo que você faz "tudo isso" e você, na verdade, não faz nada, são apenas as minhas Interpretações, meu jeito de permanecer.
Fazê-las?
Não fazê-las?
Espero que sumam?
Espero que sejam as mesmas que as suas?
Ignoro?
O que fazer com as perguntas que insistem em surgir?
O que fazer com esse ser de ambivalências que habita mim?
Como não ser ambivalente?
Como faz?
Como acabar com essa sensação
De me perder a cada vez que me acho?
Como faz para ser uma só?
Todos são assim?
Será que meu problema
é que eu disfarço pouco?
DA GÊNESE INVISÍVEL DO VERSO.
Antes do primeiro poeta, já havia silêncio.
E o silêncio não era vazio. Era potência.
A palavra não começou na boca humana. Ela começou na necessidade metafísica de significar o mundo. Quando o primeiro ser consciente contemplou o céu e sentiu a vertigem do infinito, ali germinou o germe do poema. O verso nasce no assombro. Nasce da insuficiência da prosa diante do mistério.
A linguagem ordinária organiza. A linguagem poética revela. Por isso o poema não é invenção arbitrária, mas emergência. Ele irrompe quando a realidade excede os limites do discurso comum. Surge quando o espírito percebe que há algo que não pode ser dito diretamente, mas apenas insinuado.
A tradição sempre intuiu que o poeta não cria do nada. Ele participa de uma corrente anterior. Na Antiguidade, falava-se em inspiração. Não como superstição, mas como reconhecimento de que a consciência individual é atravessada por conteúdos que a ultrapassam. O poeta é médium da memória cultural. É intérprete de uma herança invisível.
O útero simbólico de onde procedem os poemas é a própria história do espírito humano. Cada geração deposita ali seus temores, seus êxtases, suas quedas e suas redenções. O escritor que nasce em determinado século não começa em branco. Ele herda mitos, ritmos, arquétipos, formas. Ao escrever, ele reorganiza esse patrimônio.
Sob a perspectiva psicológica, o verso é condensação de experiências arcaicas. Sob a perspectiva metafísica, é atualização de princípios permanentes. A imagem do útero mantém-se rigorosa. Há concepção, há gestação, há parto. O poema exige maturação interior. O precipitado é apenas discurso ornamentado. O verdadeiro verso é aquele que atravessou a noite da consciência.
A continuidade entre escritores não é mera influência externa. É consonância estrutural. Quando dois poetas separados por séculos expressam angústias semelhantes, não é coincidência. É a condição humana reiterando-se sob novas circunstâncias históricas. O estro é continuidade do humano diante do enigma.
Não há criação autêntica sem humildade diante da tradição. A ruptura que ignora o passado empobrece-se. A inovação legítima é transformação, não negação. O novo que possui densidade é aquele que conhece suas raízes. A árvore que despreza o solo seca-se.
Assim, o metapoema reconhece sua própria origem e ultrapassa-se pelas entranhas permissivas de quem é leitor e criador . Ele sabe que fala de si mesmo enquanto se produz. Ele assume que sua voz carrega ecos. Não reivindica isolamento. Reconhece-se como elo de uma cadeia que começou antes e continuará depois.
O ponto final não encerra o processo. Ele apenas delimita uma forma provisória. O silêncio que o sucede já contém o germe do próximo verso.
E é nesse ciclo ininterrupto que a poesia se mantém como testemunho da grandeza e da fragilidade humanas, perpetuando-se como chama que não consome apenas papel, mas ilumina consciências através dos séculos.
“Você não entendeu que a admiração nunca se trata do quanto de ilusão entregamos, mas sim de quão honestos podemos ser sobre tudo, especialmente nossas fraquezas. Isso é AMAR.”
Eu não tenho estrutura emocional para reerguer ninguém. Estou esgotado, fatigado e totalmente frustrado. Em relação as pessoas, em relação a mim.
Porque temos ciúmes ? Por amar ? Por não querer compartilhar ? Por ser egoísta ? Por ter medo de perder? Quem ama cuida e não se preocupa se a pessoa partir, pois quem realmente ama deixa ela ir....
