Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei

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Quem tem as flores não precisa de Deus.

Até hoje não houve filósofo que padecesse pacientemente uma dor de dente.

Julgareis em vão dar grandeza à vossa alma se não fazeis crescer em virtude.

A língua é minha pátria
E eu não tenho pátria, tenho mátria
E quero frátria

Caetano Veloso

Nota: Trecho da música Língua.

Nesta vida, não somos mocinhos nem vilões: apenas humanos.

Não há de ser nada pois sei que a madrugada acaba quando a lua se põe...

Presente, passado e futuro? Tolice. Não existem. A vida é uma ponte interminável. Vai-se construindo e destruindo. O que vai ficando para trás com o passado é a morte. O que está vivo vai adiante.

E outra coisa – não se esforce. Pelo menos, não tanto. Não fique aí remando contra a maré, dando murro em ponta de faca. Veja – se não fora pra ser, não vai ser. Acredite em mim. Coisa boba essa sua tentativa de ir além. E olhe, eu não estou pedindo pra você desistir não, não é isso. Eu só quero que você pense mais… que tenha argumentos melhores.

A memória não tanto produz, mas revela a identidade pessoal, ao nos mostrar a relação de causa e efeito existente entre nossas diferentes percepções.

Se eu não me importo, eu simplesmente te ignoro. Mas se eu me importo, eu faço de tudo pra você achar que eu não me importo

Os anos me ensinaram a julgar os homens por suas ações, não pelas convicções que apregoam.

Não, eu não me esqueci dos meus planos. E não, também não desisti dos meus sonhos. Só desentortei o caminho. Percebi que para chegar onde quer que fosse teria que tirar definitivamente dele tudo o que não me valeu.

Talvez fosse um pedido de socorro envergonhado. O socorro não veio, (...) e fui obrigado a me investigar e afundar em mim mesmo.

A arte só oferece alternativas a quem não está prisioneiro dos meios de comunicação de massas.

Pois há um tempo de rosas, outro de melões, e não comereis morangos senão na época de morangos.

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica A trama.

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Não faz muito tempo - e pela primeira vez, como nessa ocasião admiti espantado para mim mesmo - mencionei o assunto a um bom amigo, só de passagem, bem de leve, através de algumas palavras, rebaixando o significado de tudo - pois no fundo a questão para mim é pequena vista de fora - a um nível um pouco inferior à verdade.

Sempre só. Eu vivo procurando alguém que sofra como eu também, mas não consigo achar ninguém.

Os Barcos

Você diz que tudo terminou
Você não quer mais o meu querer
Estamos medindo forças desiguais:
Qualquer um pode ver
Só terminou para você.

São só palavras: teço, ensaio e cena
A cada ato enceno a diferença
Do que é amor ficou o seu retrato
A peça que interpreto
Um improviso insensato
Essa saudade eu sei de cor
Sei o caminho dos barcos

E há muito estou alheio e quem me entende
Recebe o resto exato e tão pequeno:
É dor se há, tentava, já não tento.

E ao transformar em dor o que é vaidade
E ao ter amor se este é só orgulho
Eu faço da mentira, liberdade
E de qualquer quintal faço cidade
E insisto que é virtude o que é entulho:
Baldio é meu terreno e meu alarde.

Eu vejo você se apaixonando outra vez
Eu fico com a saudade
E você com outro alguém

E você diz que tudo terminou
Mas qualquer um pode ver,
Só terminou para você.

Dessa vez quero acertar, por isso, combinei comigo que apesar de estar morrendo por você, não gosto de você.

Realmente não me importo assim tanto com "belezas". Do que gosto mesmo é dos falantes. Para mim, bons falantes são bonitos porque o que eu gosto é de uma conversa...
Falantes fazem alguma coisa. belezas são alguma coisa. O que não é necessariamente ruim, só que não sei o que é que elas são. É mais divertido estar com gente que está fazendo coisas.

Andy Warhol
WARHOL, A., The Philosophy of Andy Warhol: (From A to B and Back Again), 1975