Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Prisao mental
Porque ainda te prendes ao passado?
Invariavelmente relembramos nossas atitutudes menos felizes do passado, ofuscando o futuro promissor que nos espera.
Achamos indignos de ser ilumimados, sendo nós mesmos nosso maior obstaculo.
Pois bem : a reecarnaçao sendo a misericórdia divina ja nos mostra que Deus nos proporciona novos recomeços , oprtunizando nossa renovação.
Porque nós ,criaturas divinas, ainda não nos perdoamos e avançamos para o alto?
Deixemos de ser nós, os nossos maiores obstaculos e não percamos mais tempo em comentarios inuteis sobre o que passou ,e nos concentremos daqui pra frente no que podemos fazer de melhor, para nós e para os outros..
Tl 18/02/25
Ainda existe tempo para ser melhor, ser você, sorrir e viver. Antes que nossa missão se acabe, ainda há tempo.
Em um mundo acelerado, onde o tempo voa em um piscar de olhos, se você ainda consegue contemplar o nascer do sol e ouvir o canto dos pássaros, parabéns.
(Para Bruno Alves, falecido de forma trágica em 2017)
“Bruno!” – Espero que ainda dê tempo de minhas palavras lhe alcançarem nesse grande mar.
Nessa turba de ondas de além, deixo-as ir em paz contigo, não há distâncias no Infinito; toda palavra é infinita e tu olhas assustado o grande mar revolto enquanto atravessa-o forçosamente. Uma pequena cabeça que insiste em não submergir, um grande coração na imensidão escura – a noite é só um pano de fundo; melancólico.
Atentos estão os seus conservos – no grande mar; nos fortes ventos
No horizonte que se aproxima enfim de ti.
No pequeno barco de papel, vem te receber o profeta – E de Gentileza te acolhe – o nosso barqueiro é mais gentil; sem moedas, sem espólio, sem alforge.
Até que tu te avistas – com a grande mãe dalém do grande mar; – “Salve Anastácia, rainha” – a mãe eterna dos pretos e pobres livres. Acolha este guerreiro forro em Aruanda; e me acolha junto – parte de mim ficou também no mar.
(A)inda acho ela a mulher mais incrível do mundo
(N)ada pode anular isso da minha mente
(I)nstinto me diz que ela não me pertence
(N)ão quer dizer que devo segui-lo
(H)á esperanças dentro de mim
(A)final, nem sempre o instinto acerta
Título: Escrevi à mão.
A jovem mais bela, o sorriso mais sincero,
um coração que ainda desconhecia a paixão.
Até que, um dia, minha boca, sem consideração,
disse a um amigo: "A olho faz um tempão..."
Não entendo o que está acontecendo.
Ele riu: "É paixão, vai acabar perdido, Lucão!"
"Que paixão? Sou louco, maluco não!"
Mas, para mentiras, eu sou bom,
até que ele me convenceu a falar.
Não tinha coragem, nem noção,
então, uma carta escrevi à mão:
"Serás minha? Sim ou não?"
Tremendo, no papel deixei minha indagação,
entreguei com medo, quase sem olhar,
mas o "sim" que veio fez meu peito parar,
a cabeça girar, os pulmões gritar.
E num segundo, sem hesitar,
quis ao mundo inteiro cantar
o quanto feliz me fez ficar.
E a felicidade, fugaz como o vapor do café, se dissipou com a mesma rapidez... Mas, nesse breve instante, a vida me ensinou que até o mais efêmero pode ser eterno dentro da memória ao qual guarda o peito.
Título: Amigos?
Ainda somos amigos?
Você me fez essa pergunta...
me estendeu as mãos...
com um leve sorriso.
Eu, como se o mundo...
ali tivesse acabado...
falei com os olhos dispersos...
com a alma em pedaços.
Como ser amigos?
Se por ti...
daria minha vida...
até pessoas mataria...
como eu poderia?
Ter-te por perto...
sem tocar...
sem beijar...
sem amar…
Como poderia?
Ver você com outro...
apaixonada...
boba...
entregue…
Falando sobre o novo...
imaginando o futuro...
o beijando...
de novo.
E eu?
Preso ao passado,
tentando fingir...
tentando aceitar...
tentando não sentir.
Mas dói.
E não quero mais.
Te estendo as mãos,
mas não para amizade.
Apenas para o tchau,
para o adeus
até nunca mais!
Parece Piada.
Ainda no fundamental,
em gincana escolar,
a turma se uniu,
e veio a ganhar.
O prêmio? Uma viagem,
um sonho, um barato:
passar o dia inteiro
no parque aquático!
Entre risos e aventuras,
muita onda, emoção,
fomos para o brinquedo
que virou minha aflição.
Na piscina de ondas,
cãibra na perna me travou,
pra não virar afogado,
socorro, eu gritei!
E lá estava ela,
minha paixão secreta,
olhando bem de perto
minha cena nada discreta.
Mas quem veio me salvar,
com garra e destreza,
não foi minha musa,
Foi um cara com certeza.
Mais que azar da moléstia,
não deu nem pra disfarçar,
Acho que era melhor se afogar,
e no fundo da água ficar!
O Canto da Justiça e da Paz
Ainda estou aqui, altivo e forte,
Erguendo a voz contra a vil tirania,
Que rouba os sonhos, decreta a morte,
E veste a sombra de hipocrisia.
Caminho erguido sob os escombros
Da vil maldade que o mundo assola,
Mas minha fé, que resiste aos tombos,
Ergue-se firme, brada e decola.
Venho em combate à infame inveja,
Que entorpece a alma e corrompe a essência,
Rasgo seus laços, que são uma teia,
Frágil muralha da inconsciência.
Odeio a guerra, destruo o ódio,
Planto no solo a fraternidade,
Se o mundo jaz num campo insólito,
Faço do amor minha liberdade.
Rejeito a fome que assola os fracos,
O mando insano que oprime o povo,
Derrubo as torres dos vis opacos,
Que se nutrem de sangue e choro.
Honro os poetas, os bons artistas,
Que cantam versos de amor e glória,
São eles faróis, são luzes místicas,
Que eternizam sua memória.
Não quero tronos, nem falsos deuses,
Nem bebo o néctar da vaidade,
Minha batalha, feroz, não cessa:
Ergo bandeiras pela verdade!
Ainda estou aqui, e sempre estarei,
Enquanto houver gritos de dor no vento,
Serei a voz que jamais calei,
Semeador do bom sentimento.
Padrinhos
Ainda na minha cidade natal,
As visitas aos dindos eram ritual.
De cavalo eu ia, mas ele, ligeiro,
Pegava embalo, virava no pampeiro,
E eu, pobrezinho, só via o terreiro!
Na piscina, afogava e ria,
Meio nadava, meio bebia.
E certa noite, na sala a deitar,
Uma aranha gigante parou pra me olhar.
Corri pro berço, fiz-me bebê,
Na falta de cama, o que mais ia ser?
De manhã, a cena ilustre:
Eu espremido, perna pra fora,
Torto, embolado, num baita sufoco!
Os dindos riam: “Isso é maria mole ou menino?”
Título: Feridas.
Feridas nas mãos, feridas nos pés,
feridas no coração que ainda ousa bater.
Bate e bate a cada segundo, com tremores,
me causando mais e mais dores.
Cicatriz relutante, aberta sem alarde,
um convite ao toque que arde.
Já lhe disse que aqui mais ninguém deve entrar,
mas ela ousa a porta aberta deixar.
Será novamente e novamente ferido...
Até quando vai querer viver assim?
Ela não é você, e você não é essa necessidade,
nem mesmo essa personalidade e entidade.
Houve um tempo, que eu sonhava com contos de fadas, príncipes, e amores impossíveis.
Hoje, ainda penso e acredito nisso. Não com a imaginação de quando se é criança ou com a pureza de sua alma e seu coração.
Hoje penso em conto de fadas como sendo uma forma de ver o mundo de forma paradoxal. Não no mal sentido, com brutalidade, violência ou recriminação. Mas uma forma de perceber que muitas coisas são levadas em conta de forma real. Que mesmo com vários problemas, podemos dar a volta por cima e seguir em frente. Que mesmo sofrendo, a vida segue o rio, que deve desaguar em um imenso oceano. Um oceano cheio de possibilidades, de vida, de nascimento. Um nascimento renova tudo.
Então devemos sonhar com essas coisas, pois elas nos inspiram a ser um oceano.
Então, mesmo que te digam que essas coisas não existem, não desacredite no que você pensa e sente. Siga seu coração. Siga sua intuição. Seja feliz. Deixa despertar e brotar de dentro de você o amor verdadeiro e puro. O amor que fomos criados para sentir, em sua plenitude e magnitude.
Deixe que os sentimentos ruins, que as palavras de não incentivo, fiquem na superficialidade da sua vida. Não de vazão a elas. Não deixe que elas penetram o seu coração puro de criança que você possue.
Um futuro magnífico e cheio de amor.
Um príncipe ao seu encontro, um amor impossível te aguarda, um final feliz te espera.
Somente creia, espere e confia.
Seja feliz. Acredite
Labirinto de Nós
Teu cheiro ainda dança na minha pele,
feito brisa que me embriaga a alma,
me perco em lembranças, febris e eternas,
onde tua boca roubava minha calma.
Tua ausência queima em meu peito,
um desejo que grita e enlouquece,
é saudade que arde em segredo,
é vontade que nunca adormece.
Teu beijo... incêndio sem medo,
mãos que me tomam sem hesitar,
pés entrelaçados no leito,
corpos que o tempo não sabe apagar.
E entre risos e sussurros quentes,
nosso enredo se faz sem pudor,
somos labirinto de nós,
perdidos no vício do amor.
Os testes de rejeição ou aprovação dos grandes líderes ainda continuam sendo aplicados no deserto.
José Guaracir
