Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei

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As paisagens encantam, mas o coração ainda é o lugar mais bonito para se admirar.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Todos somos como a lua brilhante, ainda temos o nosso lado sombrio.

"Pior que perder a fé na humanidade, perder a fe em finais felizes é pior ainda."

Ainda bem que tô na direção que apontam as batidas do meu coração, coração companheiro, coração maloqueiro, coração mensageiro, suas batidas que me levam para o caminho verdadeiro ♫

Eu sou suspeita pra falar. Mas quando fico quieta sou mais suspeita ainda.

Inaugure sua própria fórmula de ser feliz e patenteie. Você ainda vai ficar rica com os direitos autorais.

Mesmo no mundo onde as pessoas podem ser superficiais, estúpidas e ignorantes, ainda há esperança.

O primeiro e último problema do indivíduo é integrar-se internamente e ainda assim, ser aceito pela sociedade.

O pensamento é o único lugar onde ainda estamos seguros, onde nossa loucura é permitida e todos os nossos atos são inocentes.

Você tem pena dos pobres... eu tenho orgulho, porque eles ainda sorriem pra você!

E quando a noite está nublada
Ainda há uma luz que brilha em mim
E brilhará até amanhã
Deixe estar.

"Você ainda vai me amar amanhã?
Para todo sempre!"

E devo dizer ainda que gostaria de vê-lo feliz, apesar de tudo o que me fez sofrer nos últimos tempos.

Caio Fernando Abreu
Uma História De Borboletas, in: Pedras de Calcutá

Temos que nos manter firmes, ainda que por dentro estejamos prestes a despedaçar, afundar e ruir.

Eu prefiro ficar fingindo que estou bem, porque sei que vou sofrer mais ainda ao esperar que alguém se importe comigo.

"Destrua com meu corpo,mais ainda tenho fé
Pois minha força de vontade é o que me mantém de pé."

Carta aberta


Filho, você ainda tem muito a aprender.
Pode até sentir que já viveu demais, que a vida já lhe mostrou tudo o que tinha para mostrar… mas, na verdade, você ainda não percorreu nem um terço do caminho que está diante de você. Hoje, talvez acredite que conhece a vida. Mas o que você tem, por enquanto, são aprendizados sendo recolhidos um a um, como quem junta sementes para o amanhã.
Eu, como sua mãe, carrego um dever que não se cansa: orientar, direcionar, proteger, orar e interceder pela sua vida, para que seus passos sigam sempre pelo caminho do bem. Existe, porém, algo que tento evitar com todas as forças do meu amor. A vida ensina de duas formas: pela observação e pela vivência. Ambas ensinam, mas a segunda costuma ensinar com dor. E nenhuma mãe deseja que o filho precise aprender sangrando.
Por isso, quando falo, não é por controle, nem por desconfiança. É cuidado. Não receba minhas palavras como chatices de mãe, mas como conselhos de quem caminha alguns passos à frente e já conhece certos buracos, certas pedras escondidas no chão, capazes de fazer alguém tropeçar e cair. Tudo o que tento é afastar você dessas quedas, para que siga inteiro.
Desejo que você se torne um homem digno, responsável, maduro… e, sobretudo, humilde. Nunca se esqueça: o ego inflamado não constrói, não sustenta, não salva. Ele apenas conduz à soberba, ao desprezo e, mais cedo ou mais tarde, à ruína. Aprenda a dominá-lo. Quem governa o próprio ego caminha com sabedoria.


Com amor, sua mãe.

O QUE SE FOI

O que se foi se foi.
Se algo ainda perdura
é só a amarga marca
na paisagem escura.

Se o que foi regressa,
traz um erro fatal:
falta-lhe simplesmente
ser real.

Portanto, o que se foi,
se volta, é feito morte.

Então por que me faz
o coração bater tão forte?

Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder a vida inteira. Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoado coisas e seguranças por não nos termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos
disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós
mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.