Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei

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É inquietante saber que tantas bocas vazias ainda fazem tanto barulho.

Ainda em meio à escuridão, subsistem belezas que, em silêncio, irradiam.

Acordei cedo, julgando ser tarde — mas já era tarde para crer que ainda fosse cedo para sonhar.

Apesar de tudo, ainda é você.
(Narrador)

Me tornei alguém, alguém que tem planitude de sua alergia. Será que ainda sou alguém? Eu queria ser você, que busca sabedoria, que tem ótimas amizades, que todos acreditam no seu bem-estar. Será que dar pra ser você? Eu não quero ser alguém, não ser você, mas eu. oque seria eu? Eu que leio livro em busca de entender algo, que sai por aí ansiando por um elogio. Será que gosto de ser eu?

Pode me ouvir?


Estou a exclamar: Almejo que alvitre a concupiscência da vida!


Ainda está aí?


Esta razão incognoscível permeia meus pensamentos.

Ratifico: são as malditas mazelas.


Não! Por favor, sem eufemismo.


As inspirações são ideias antitéticas.
No final, minhas predileções implicam pura gnosiologia.

Ideias inexoráveis?


Por obséquio, não há eloquência na opulência.
Há pilhérias de um sectário ambivalente.


Resiliência ?


O peremptório de mitigar esta pecha prisca está na gnoseologia da subconsciência inata.


Devaneio?

O indivíduo ascético é o que pode aquiescer perante coerção social, mas, porém, todavia, entretanto, é execrado nas agruras da vida por coadunar metafisicamente ao ser perscrutador do verdadeiro cândido amor inato.

“O passado é um lugar que guarda lembranças e, às vezes, arrependimentos que o coração ainda tenta entender. O futuro é um mistério, silencioso e imprevisível, que não nos faz promessas. Mas o presente… ah, o presente é o único instante que realmente nos pertence. É onde a vida respira, onde o coração sente, onde tudo pode começar. Então viva… viva agora, com alma, com coragem, com verdade. Porque é no agora que a vida acontece.”

Ainda assim, a vida tem seus mistérios suaves.
Cinco dias foram suficientes para que uma presença tocasse algo em mim, como um vento discreto que muda o rumo sem anunciar. Depois veio o silêncio — denso, mas verdadeiro. E, mesmo assim, o simples “bom dia” que um dia recebi ainda brilha na memória como um sol que aquece devagar.

Mudança é o silêncio do universo, trabalhando enquanto a mente ainda insiste em pedir.

O começo raramente parece grandioso. Ainda assim, muda tudo.

Uma sociedade pode se orgulhar de sua eficiência e ainda assim ser moralmente estreita. Pode confiar muito entre os seus e quase nada nos vulneráveis. Pode ter prosperidade para quem já é reconhecido e suspeita para quem precisa começar de novo. A confiança não é apenas acreditar em alguém.

Às vezes, confiar é emprestar ao outro uma ponte que ele ainda não consegue construir sozinho. Isso vale para tudo. Aldeias, empresas, famílias, movimentos sociais, instituições religiosas, projetos intelectuais e nações. Onde ninguém corrige nada, a confiança vira permissividade. Onde tudo é punição, a confiança vira medo.

A maturidade está em criar consequências sem destruir o vínculo. A confiança madura não é a confiança que acredita em tudo. Também não é a desconfiança que suspeita de todos. É a capacidade de abrir espaço para o outro sem abandonar a lucidez.

Ontem posso ter saído pra a rotina com sentimento de ira no coração. Ainda na parada de ônibus o amor do palhaço quebrou meus sentimentos. Que amor é esse? Me coloquei no lugar do palhaço. Toda minha revolta se foi.
Na rotina após ir ao banheiro encontrei um amigo. Me fez perceber e entender o peso de algumas rotinas. Acredite... Nem sempre é tão simples quanto parece. Mas respire, beba água... Se alimente e tente descansar um pouco. No final... Apenas Deus precisa saber os detalhes e ele se encarrega de colocar as pessoas certas nos momentos certos.

Ninguém nasce sabendo. O verdadeiro atraso é ter acesso ao conhecimento e ainda insistir na ignorância.

O que ainda me falta para te conquistar de verdade?

Enquanto Ainda Há Tempo

Será que ninguém percebeu que a Terra se tornou uma grande ferida e que todos nós somos responsáveis por cuidar dela?

E se insistirmos nos mesmos erros, será que a extinção será o último capítulo dessa história?

Que a consciência humana desperte enquanto ainda há tempo, e que Deus esteja conosco em cada escolha que fizermos.

Enquanto ainda há tempo.

Eu sempre tive dificuldade em falar o que sinto — ainda tenho.
Talvez por isso eu escreva.
Ainda não consigo dizer “eu te amo”, sempre acho que nunca é a hora certa.
Ainda não sei consolar os outros, porque acredito que o silêncio também pode ser um abraço.
Ainda não gosto de abraços, mesmo sabendo que, às vezes, eles transformam um dia ruim em um bom.
Ainda não encontrei um propósito. Não que eu ache que isso defina quem seremos no futuro, mas eu gostaria de me sentir menos perdido.
Começo algumas coisas, termino outras, abandono tantas pelo caminho.
E me pergunto se todos já se sentiram assim — perdidos — em algum momento da vida.
Se sim, como se encontraram no processo?
Há dias em que eu só espero que minha mente desperte, que descubra algum sentido, ou que me conecte a pessoas que também se sintam assim.
Talvez nelas eu encontre uma resposta.
Enquanto isso não acontece, continuo escrevendo tudo que minha mente questiona.

Ainda dói

Lembrar de você, do seu sorriso largo e marcante que irradiava qualquer lugar ao chegar.

Lembrar da sua personalidade típica de ariana, expansiva, cheia de si, vestida de uma bravura inspiradora (que despertava invejas).

Lembrar das conversas que varavam madrugadas, do colo e do afago que recebi — e que nunca mais terei enquanto ainda respirar.

Dói lembrar dos sonhos compartilhados que viverei sem você — e como dói.

Por mais real que ainda pareça ser, as mentiras bem contadas dizem que nosso choro é em vão, mas são clichês repetitivos ao longo de milhares de anos, mas não me parecem reais.

"O escritor que acredita saber tudo já parou de escrever, ainda que continue publicando."


(Osman Matos, séc. XXI)

"Quanto mais aprendo sobre a vida, mais descubro o tamanho daquilo que ainda ignoro."


(Osman Matos, séc. XXI)