Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Gosto Amargo
Sabendo que eras veneno,
ainda assim bebi.
Gole por gole,
como quem tem sede de infinito.
Era amargo —
mas eu disse a mim mesmo
que era amor.
Afundei-me nesse sabor fugaz,
ardendo na língua,
queimando por dentro,
e mesmo assim
não larguei o copo.
Tinha tanta sede
que me afoguei em ti.
Inocente fui,
ao acreditar que era eterno
o brilho do teu sorriso —
sorriso que, pouco a pouco,
devastou o que havia em mim.
Hoje restam
solidão e dor,
filhas de uma tragédia veloz,
sem aviso,
sem direção.
Caminho agora
entre ruínas,
recolhendo pedaços
de um eu que já não existe.
E o que sobrou de mim
não sonha,
não espera,
não ama —
apenas respira
no silêncio pesado
de quem aprendeu
que o veneno
às vezes
tem gosto de eternidade.
#"Ainda que eu conseguisse descrever todas as maravilhas do mundo, jamais conseguiria descrever a maior delas:
O Amor"
Um novo dia se inicia para você!
Portanto, aproveite o que ainda pode fazer hoje!
Desejo um excelente dia a você!
Na mesa ele comeu, bebeu e sorriu, beijou e ainda assim traiu. Cuidado. Judas nunca foi um estranho!
Eu continuo a aprender. Tenho muito que aprender, ainda. Acho que tenho uma noção parcial daquilo que estou a fazer.
Preciso encontrar a verdadeira força que há dentro de mim. pois o caminho é longo, haverá ainda muitas batalhas a serem vencidas.
Quando os ventos da vida uivam e o céu parece desabar, ainda existe um jardim silencioso dentro da alma onde a paz floresce.
“Ser mulher é carregar no silêncio séculos de resistência e, ainda assim, florescer em voz, coragem e transformação. Onde uma mulher se levanta, a história aprende a reescrever a si mesma.”
É duro aceitar que você nunca vai contar a parte da história em que você foi a vilã , mas ainda assim eu sigo, aprendendo a transformar a dor em coragem e o silêncio em força para não me perder de mim.
Será que ainda me AMAS como antes?
Entre as lacunas dos dias cinzentos,
Teus vácuos me envolvem, me consomem.
Cada ausência tua é um golpe,
Que minha alma silente não nomeia.
No vazio das tuas não-respostas,
Minha mente vagueia, inventa dores.
Imagino cenários de tua indiferença,
Crio fantasmas de antigos amores.
Teu silêncio é um mar que me afoga,
Um abismo que me puxa para o fundo.
Cada ausência tua é um grito mudo,
Ecoando incertezas pelo mundo.
E nos labirintos da minha mente,
Surge a dúvida cruel que me devora.
Será que ainda me amas como antes,
Ou teu amor se perdeu, foi-se embora?
Cada vácuo teu é uma punhalada,
Uma sombra que assombra meus dias.
Tua ausência é dor constante e fria,
Que esmaga esperanças, rouba alegrias.
No silêncio, meu coração grita,
Num desespero que tu não escutas.
Teus vácuos são feridas abertas,
Que sangram medos e amargas dúvidas
O dia nasceu.
A casa ainda quieta,
o quarto meio escuro,
e uma faixa de luz atravessando o chão
como se alguém tivesse aberto o mundo devagar.
Eu ainda estava cheio de ontem
quando percebi
que ele vinha limpo.
Não trouxe promessa.
Trouxe espaço.
Tem manhã que abre o céu.
Tem manhã que pesa nas nuvens.
Hoje eu não discuto com nenhuma delas.
Até a chuva tem um modo de cair
que parece cuidado.
Deus repete esse gesto todos os dias
e a gente quase não nota.
O dia nasceu.
E eu fico ali,
com a luz tocando o chão,
sem dizer nada.
A árvore morta
Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.
Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.
Então ele disse:
- Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.
Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:
- Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!
Sou
Sou loira,
mas sempre quis ser morena.
Dizem que sou linda,
mas no espelho ainda aprendo a me enxergar.
Sou luz,
e mesmo com sombras, continuo acesa.
Tenho fé,
mesmo depois de ter me afastado do espiritual.
Havia um brilho em mim,
e ele não se perdeu — só descansou.
Inventam histórias sobre mim,
aumentam mentiras,
me julgam por um passado que não foi justo.
Não sou os rótulos que me deram,
sou a verdade que resiste.
Tenho um amor puro para oferecer.
Eu o amo,
e estou aprendendo a demonstrar.
Não sou uma má filha,
nem inútil na minha própria casa.
Sou insegura, às vezes medrosa,
mas já não finjo tanto quem não sou.
Tento ser confiante,
e mesmo quando falho, continuo tentando.
Quero amigos,
e talvez eu não saiba ficar ainda,
mas estou aprendendo a chegar.
E quando me pergunto qual é o meu problema,
respondo com mais calma:
talvez eu só esteja em construção.
