Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Pelo visto
ainda sonhas:
Transpirando poesia,
fez da rima
tua fiel aliada,
para conseguir expressar
o que dificilmente
as mãos tangiam.
Ainda que tenhamos limitações físicas, a eternidade nos liberta para uma vida plena no mundo espiritual junto ao Deus da eternidade.
Toda mudança desperta resistências.
O novo assusta quem ainda vive preso aos velhos padrões.
Mas evoluir é coragem:
é permitir, é abrir, é fluir.
É encontrar liberdade dentro de si
Haverá quem resista,
quem tema o que você desperta.
Ainda assim, siga.
Evoluir é escolher a expansão,
mesmo quando o mundo insiste na estagnação.
O período da História Antiga é o berço onde o homem, ainda entre deuses e mitos, começou a esculpir em pedra, palavra e sangue o sentido de ser humano.
De igual modo, saudemos ainda os que fazem discursos sobre a paz, com o dedos no gatilho e os que prometem liberdade enquanto fecham todas as portas. Que não lhes falte a coragem de rir no funeral.
Me surpreende que ainda existem chefes com comportamentos jurássicos,que faltam com a polidez no trato com os subordinados.
Me surpreendo ainda mais com as empresas que ainda toleram este tipo de chefia.
“Ainda na infância, aprendi que fugir da “mentalidade tacanha” é abrir janelas no pensamento e deixar que o vento das ideias livres areje a consciência.” – Os`Cálmi
Fotos...
Eu ainda prefiro as fotos mentais que fico fazendo em cada momento da vida, nos bons e tambéns nos ruins...
Os bons me fazem feliz ao recordar
Os ruins me fazem forte e me lembram que eu consigo
Fotos...
Viva mais ao vivo
Viva mais o presente
Viva o momento.
Creia tão somente...
Uma vida em Minhas mãos, a converterei numa boa semente: ainda que a lance em solo ácido, nascerá viçosa; e crescida, dará seus frutos aproveitáveis, na estação própria.
(05:09:25)
CARTA DE SOCORRO
A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:
Socorro!
Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Hoje, estou morrendo.
Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru — estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.
Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.
Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.
Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.
Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.
Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.
Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.
Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.
Emmanuel.limap
