Privacidade
Não podemos invadir a vida do outro,mesmo que seja para salvá-lo.Então,se alguém precisar de ajuda,espere até que o mesmo a peça.A privacidade é um direito inviolável de todo ser humano.
Quando você retoma a chave da sua vida, abre a porta e entra, encontra um território que sempre foi seu, mas que você tinha doado a alguém. Agora, você anda por este território com olhar de primeira vez, começa a conhecê-lo e apreciá-lo. Não precisará mais doar. Poderá compartilhar. E isto é maravilhoso!
Nunca escreva nada no Whatsapp, Facebook, ou qualquer lugar na Internet, que não possa ser mostrado no telão da igreja.
"Diz que não aguenta mais tanta fofoca, mas diz que “sua vida é um livro aberto”. Cuidado, muitos lerão esse livro e comentarão o que querem sobre o mesmo. Aprenda se não quer ser alvo de fofoca não deixe que as pessoas saibam o que você faz ou o que você deixa de fazer, ninguém precisa saber."
De quando em quando é necessário um pequeno isolamento, uma atenção maior para o que passa por dentro de nós. Quanto aos relacionamentos; ninguém vive eternamente em uma ilha, porém recordemos sempre que uma família pode até conter milhares de pessoas mas a sua origem é sempre a dois.
Quando era dona verdadeira e única dos meus pensamentos eu os compartilhava com Deus...
A partir do momento em que o homem se fez Deus por sua carência,perdi meus direitos autorais,os direitos da minha alma....
Aceitar convite em rede social é como convidar e ser convidado pra entrar na casa de alguem, vida exposta e coisas particulares
E na casa dos outros nós não damos palpite na decoração ou no tempero da comida,
Apenas aceitamos ou vamos embora.
Amar não é mudar é somar as diferenças com respeito mútuo. O amor termina quando a falta de respeito invade a privacidade não permitindo que outro seja ele mesmo.
Contar ou não contar? Essa é uma das questões mais importantes na vida de um soropositivo. Desde o momento em que recebi o diagnóstico, passei horas e horas pensando nisso. Contar para a família, para os rolinhos casuais ou para os namoradinhos mais sérios? Cada situação é diferente e exige uma abordagem diferente.
No caso da família, senti que era minha obrigação contar, afinal, eles são as pessoas mais próximas e que poderiam me dar o suporte necessário. Contar para amigos e rolinhos casuais foi um pouco mais complicado, porque não queria que a minha sorologia me definisse. Afinal, sou muito mais do que o vírus que tenho no corpo.
Já em relacionamentos mais sérios, a decisão de contar se torna ainda mais delicada. Não apenas pelo medo da rejeição, mas também pela falta de conhecimento que ainda existe sobre a doença e como ela é transmitida. No entanto, acredito que a honestidade é sempre a melhor opção.
Mas é importante lembrar que existe uma lei que protege a privacidade do soropositivo. É o chamado sigilo sorológico, que garante o direito de não revelar a sorologia em situações como entrevistas de emprego ou acesso a serviços de saúde. Devemos preservar a nossa imagem e os nossos direitos.
Em resumo, contar ou não contar é uma escolha pessoal e não há uma resposta única e certa. O importante é se sentir confortável com a decisão e saber que, no final das contas, somos muito mais do que a nossa sorologia.
Do diário trancado à timeline escancarada
Antigamente, tínhamos um diário.
Capa florida, cadeado minúsculo, segredo guardado a sete chaves — e uma raiva danada se alguém ousasse ler.
Era ali que a gente chorava amores, reclamava da escola, escrevia o nome do crush mil vezes, sonhava com o futuro e desabafava tudo o que a boca não tinha coragem de dizer em voz alta.
Era íntimo. Era nosso.
Hoje?
O diário virou feed. O cadeado virou senha de Wi-Fi. O que antes era segredo virou post programado com filtro.
E o que antes nos irritava — alguém lendo — agora nos desespera quando ninguém lê.
Vivemos uma era onde a exposição virou afeto.
A curtida virou abraço. O compartilhamento virou aceitação.
E a ausência de reação virou rejeição.
Mas será que estamos realmente sendo vistos… ou só sendo exibidos?
As dores de antes eram sussurradas entre folhas. As de hoje são gritadas em posts. Mas será que alguém escuta?
Será que alguém realmente para para sentir o que há por trás de uma legenda melancólica ou de um “bom dia” automático com filtro de pôr do sol?
Talvez o problema não seja o quanto mostramos, mas o quanto estamos carentes de conexão real.
Falta olho no olho. Falta tempo. Falta silêncio. Falta abraço sem precisar postar.
O velho diário guardava sentimentos.
A nova timeline cobra aplausos.
No fundo, seguimos os mesmos: querendo ser ouvidos, vistos, compreendidos.
Só mudamos o palco.
Mas o coração… continua querendo o mesmo: verdade.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Quem sabe o que mais está inadvertidamente documentado nos telefones, discos rígidos e álbuns de fotos empoeirados das pessoas, como um ruído de fundo que aumentaria de significado para um público diferente?
As pessoas mentem o tempo inteiro.
Algumas mentem por vício.
Há também quem minta por vaidade.
Há os que mentem por privacidade.
Outras por maldade...
E algumas mentem por misericórdia.
Não alimente os demônios dos outros!
Muitas pessoas que estão em sua vida não se importam realmente com você, utilizam-se de uma falsa empatia simplesmente para garantir que você não esteja melhor do que elas.
Saber detalhes do que você está passando é mais importante do que saber como você realmente se sente.
Não alimente os demônios dos outros, aprenda a filtrar quem merece sua atenção e quem merece sua educação a privacidade da sua vida pessoal é uma parte vital para sua saúde mental.
Quem preza pelo sigilo e pela discrição deve afastar-se dos excessos, pois eles são verdadeiros expositores e comprometedores de nossa privacidade.
A internet, que se popularizou a partir dos anos 2000, acabou com vida privada da pessoa humana. Agora é tudo escancarado pra todo mundo vê, até os documentos pessoais. O mundo virou um cortiço, sem privacidade alguma.
Antes de falar da sua vida para os outros, antes de expor a tua intimidade, antes de violar a tua privacidade pergunte-se no que vai te ajudar passar essa informação. Se não tiver utilidade nenhuma, cale-se. Não fale para terceiros mais do que eles precisam saber.
“Segurança da informação e proteção de dados não se gerencia com achismos e opiniões, somente com dados e fatos concretos.”
