Prima Distante
Sementes lançadas, sem germinar, promessas feitas para não cumprir. Um coração distante sem fervor na jornada da fé, um grande temor.
O que era apenas esperança distante,
Deus torna real, num toque constante.
O que os olhos não viam, Ele faz enxergar,
O que era impossível, Ele faz se formar.
Fui até ti, como quem ama,
não com espada, mas com choro e palma.
Te vi distante, fria, ausente...
mas quis-te perto, ainda que indiferente.
Estou distante de mim agora
Nesse espaço que me subtrai
Sinto que parte de mim se vai
e outra teima em ficar
É um quase choro e um quase sofrer
Nos dias nublados de lembranças
Imersa num imenso vazio
Fico misturada às promessas feitas em vão
na tentativa de esquecer
e de não sentir o que sinto
É tão profundo, tão absoluto, tão sempre o mesmo
que agora começo a desistir
Fiquei perdida no tempo e nas lembranças
Nada disso passou, nada mudou
Sou eu e o meu amor ainda e sempre aqui
Queria te encontrar quando estiveres, distante de você e eu distante de mim!!!! Ali na esquina, em um entardecer de outono e também nós, distante de nossa cidade...
"Eu estava acorrentado a um passado distante de mim e, graças a isso, o meu futuro se encontra inalcançável, como se as correntes do ontem moldassem a prisão do amanhã."
Ali, logo ali está,
A vida a vibrar,
Bem no mangue,
Não tão distante,
E bem perto do mar;
Na Ilha dos Remédios,
Vou a cura procurar
Pela cura do mal de amor,
Devo ir, e se lá eu não for,
Comigo para sempre ficará
A repleta dor desse mal de amor,
- Que talvez nunca passará... -
Ali, bem dentro de ti,
Com o barulho do mar,
Sublime cantante,
Menestrel brilhante,
Indo sempre ao mangue,
Para a vida cultivar,
Nas carregadas redes de pesca,
Para enriquecer a festa e alimentar,
O povo que luta e ama,
Nessa terra que o mar balança,
Floresce no sorriso a alma açoriana.
Como se desperta para um sonho:
temos que nos descobrir.
Como se voa para um país distante:
temos que nos seguir.
Sem nada a temer, e nada a dever;
Temos que nos entregar...
Os outros podem até nos condenar,
É preciso não perder tempo,
e escrever a poesia galante que
celebre o verão amante.
O amor tem um caminho próprio,
Ele se faz lar por duas pessoas,
O amor tem uma lógica própria,
Ele transforma notícias ruins em
notícias boas - e sem retórica,
Transforma o ébrio em sóbrio.
Como se voa ao ponto mais alto céu:
temos que nos amar.
Como se desperta para a vida:
temos que nos transformar em mel.
Sem nada a resistir, e nada excluir;
Temos que nos servir...
Numa servidão doce, mútua e terna,
É preciso não ter limites,
e traçar o destino (com devoção);
Para eternizá-lo em versos de paixão.
Do meu distante farol
vejo o mundo
atravessando uma
larga noite escura,
Tenho a minha mão
amorosa a oferecer
e poemas sobre a Lua,
Quebrar com o meu povo
é o mesmo que me quebrar,
Partida em pedaços
de Andrômeda,
A onda virá
ainda devastadora,
Não nasci para chorar
sobre corpos,
Nasci para escrever
sobre estrelas,
viajar com cometas
rumo a outros planetas,
e para a Pátria do Condor
sempre regressar,
Para que nunca disso
tu na vida te esqueças:
Os músicos distraem
os nossos corações,
Os poetas são sempre
aqueles que derrubam
os tiranos e libertam as Nações.
Chuva de líridas
caem nos meus
cabelos castanhos,
Mesmo distante
como a Lua lírica
no teu pensamento
a cada instante
e em ritmo do tempo,
Passo minhas noites
tentando imaginar
o próximo inefável
passo que venha
a nos aproximar;
Ocupei a gala fina
de ser a estrela
para você no teu
íntimo espacial,
E assim me fiz
acima dos séculos
melodia atemporal:
Sempre que escuta
o meu nome o teu
sorriso não oculta
diante de ninguém
que a gente se tem,
Numa vontade una
irrefreável de tudo
a todo momento
e o tempo todo,
E aquela crença
que no final irá
dar tudo certo
para todo mundo,
e tudo acabará bem.
Envolventes palmas,
na testa marcada
e nos pés descalços
há os sinais da mais
brilhante e distante
das galáxias nomeadas
e tempos de roseirais:
Cosmos RedShift 7
e o zodíaco na pele
de quem nem mesmo
o mau tempo teme.
Desconfiava sempre
que eu era diferente,
e sempre soube
que estava certa
com o coração voltado
para a Lua e o infinito:
O meu rosto carrega
a herança visível
de um povo perdido,
e da minh'alma gêmea.
Nas mãos bailarinas
que trazem acenos
para a imortalidade,
eu sei e você sabe,
e assim nos queremos
com pacientes segredos.
Muito distante
de ser uma ilha
segundo o poeta
de Timboema
busquei por ti
para falar tudo
o quê eu senti
sobre o quê vi.
Desta vez foi
muito diferente
para nós dois,
não sei se foi
a Lua ou o quê
aconteceu,
(só sei que você
não saiu mais
da minha mente).
Transformaste
a tranquilidade
em inquietação,
meu precioso
(olhar de azeviche
e doçura insana
que me incendiou
de ciúme e gana).
Desta vez para
nós foi diferente,
pois não saí de ti
simplesmente;
a solidão não
é e nem nunca
foi feita para gente,
(você não tem
saído da mente).
Tornada a tua
Eta Aquarídeas,
a tal dançarina
em celebração,
divindade elegida,
no teu Universo
(não passageira,
ocupação sensorial,
romântica e etérea).
Você me chama
e só o tempo dirá
se de mãos dadas,
almas aninhadas
e idéias alinhadas
em tempo aberto
(abraçados e ternos
na Fortaleza de Santa
Cruz de Anhatomirim).
Desde este distante
e meu enfadonho
isolamento social
sou testemunha
ainda viva
de um toque de
recolher na Bolívia
sem nenhum
auxílio alimentar,...
Onde falta bravura
sobra covardia,
o Exército que
ao povo deveria
proteger se colocou
em enfrentamento
na fronteira em Pisiga;
Os abusos contra
a filha mais
frágil de Bolívar
só aumentam todo dia,
há repressão até
para quem ao povo
tenta dar comida,
Abram as páginas
dos jornais e vão
ver que não é mentira,...
Falo por humanidade,
sobre o quê um
vírus foi capaz
de mostrar quem é
gente de verdade;
na pele sinto a dor
daqueles que não
deixam regressar
e dos que foram
surpreendidos e tiveram
a expectativa traída
por todo o lugar
onde deveriam amparar;
Sofrendo por tudo
o quê se passa
nesta Abya Yala,
só não vejo sinais
de vida há mais
de três semanas
da tropa e do General
que está aprisionado
injustamente há
mais de dois anos
por uma grande
miséria existencial
de quem não quer
se reconciliar
e conhecida desgraça.
Deste distante torrão
de terra sulino,
Venho escrevendo
poemas feitos
de lágrimas, chamas
e de multidão,...
As FAES são um
capítulo já visto,
Por mim entendido
e por quem nada
entende condenado.
Sul-americanos
versos para clamar
pelo resgate
do continente
em degradação,
Convidando a um
minuto de silêncio
e uma oração:
Pelo miliciano
que covardemente
por paramilitares
foi [tombado],
Peço que prendam
os culpados.
Ah, amada Pindorama,
o Estado Plurinacional
e toda a Abya Yala
neste momento
estão sendo
lambidos pelo fogo,
e a Primavera
tem que ressurgir.
Temo que não
sobre mais nada
para o nosso povo;
Daqui de Rodeio
ando sentindo
o mau cheiro
dos incêndios
das nossas matas,
e a dor continental.
Quero acreditar
nas palavras
do General
dos olhos
de azabache
inabaláveis
que pede por
camaradagem,
solidariedade,
companheirismo,
e mais amizade
ante o bloqueio
e as perturbações,...
Quando
virá
a justa liberdade
do General?
Vamos escrever
novas histórias
no livro da vida?
Vem, e me diga
quando acabará
a pena da tropa?
De uma terra distante
o teu acorde não
falou mais alto e nem
bonito no meu ouvido.
O Pai de Arpa e Thor
foi condenado,
mais não foi esquecido.
Podem falar em todas
as línguas para tentar
ser convincentes.
Será muito difícil,
pois nada haverá de
ser como antes.
Se não se conforma
com a sua imaginação,
Nada posso fazer,
Estou a implorar para
saber do paradeiro
de um General que foi
preso injustamente,
e segue desaparecido.
Sou livre para falar
o quê eu quiser,
e manifestar a quem
eu bem entender.
A esposa espera
o corpo do marido
Capitão-de-Corveta
para enterrar,
Não estão querendo
à ela entregar,
E o vexame a cada
dia só faz aumentar.
No momento sou
o eco da voz
da venezuelana,
mesmo sendo
verso e memória,
não tão distante
quanto aparento,
mas próxima
o suficiente
para implorar
que corrijam
essa História.
Por mais que tentem
ocultar a imagem,
calar a voz
e lançar no limbo
do esquecimento,
ele está no coração
do povo e nem
o tempo tem
a condição
de apagar
que o General
pertence
ao Movimento.
Porque eu sou
aquela que na
lembrança dança
com o Comandante,
e o calendário só
reconhece o dia
quatro de fevereiro.
Distante
dos llanos
escuto
a harpa
tocando
e a voz
da cantora
popular,
Testemunho
o orgulho
de homens
fazendo
os naufragar.
Dos olhos
exaustos
do General
que nunca
se rendeu
e tudo
suportou,
Sou o real
lamento
ante a
ineptitude
de quem
não entendeu
o verdadeiro
espírito
do movimento
quatro
de fevereiro.
Não dá
para negar
que sem
povo
socorrido
e sem tropa
libertada,
O dia
de hoje
não existe;
Não dá
para negar
que irão
a última
gota
do ouro
negro
esgotar,
No fundo
nós sabemos
que se assim
continuar não
haverá nem
mais o quê
para sonhar.
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