Preto e Branco
Café com leite, arroz com feijão, branco com preto, água com açúcar, sempre estarão mais próximos do BEM da DIVERSIDADE.
Uma pausa ao trânsito, hoje é véspera de Ano Novo, o preto e branco da sua vida é como uma sombra de maquiagem, e que de repente te dá um "branco" e você começa a se colorir, sua imaginação flui e quando você menos espera já é Ano Novo. É assim que amamos quem somos.
Algumas pessoas veem o passado em preto e branco, já presente colorido e quente e o futuro como túnel escuro e desconhecido
Antigamente, as fotos eram em preto e branco e o mundo era colorido. Hoje, as fotos são coloridas e o mundo é preto e branco.
Nunca seja um arco-íris para almas em preto e branco,
Pois assim se torna um deles,
Como uma grande extinção de uma espécie, para outra nascer
Uma espécie tomada pelo cinza.
Após torcer contra o vento
em uma tempestade, surge
um arco-íris preto e branco
confirmando ao Atleticano
que chegou a glória eterna.
São muitos "Nunca Mais"!
Agora, a minha perspectiva é real, preto e branco; sem mais, nenhum entrave, desacerto, equívoco; nem tampouco, expectativa colorida, indesejada, ilusória, irreal!!!!
Preto no Branco
O Pretinho trabalhador
Foi condenado a lidar com a dor
O Branco rico e preconceituoso
Seu único objetivo foi observar o moço
Não importa a aparência ou o jeito
Sempre eles vão pagar o preço
O Branco rouba
O Negro tem que segurar a obra
O Preto respira ao vento
Já é motivo de desprezo
Temos que acabar com isso
Para que o Negro não corra mais risco
Falar é fácil, difícil é fazer
Uma coisa tão importante que precisa acontecer
Não importa a cor ou a raça
Ser Racistanão tem nenhuma
Preto no Branco é o que eu digo
Se o Preto estiver ali perto ele não vai sofrer contigo
Ele vai sofrer sozinho
O policial defende o Branco por ser seu sobrinho
TRANSFORMAÇÃO.
Às vezes passamos por momentos de dor,
Tudo é como foto sem cor,
Preto e branco, sem vida a brilhar,
E parece que o fim nunca vai chegar.
Mas acredito que é preciso sofrer,
Para, então, aprender e crescer.
Como as frutas que, ao tempo, amadurecem,
A dor, um dia, vai nos fortalecer.
O fim, talvez, seja o amadurecimento,
A lição que vem com o tempo,
E ao fim, com paciência e razão,
Vemos a beleza da transformação.
Nosso amor em preto e branco
Nosso amor é fotografia antiga,
Uma tela pintada com tons de contraste,
Um jogo entre luz e sombra que intriga,
Um encontro de cores que o tempo afaste.
Eu, o tom escuro, profundo e denso,
Você, a clareza que rasga o breu,
Somos a luta do simples e do imenso,
Do que se esconde e do que nasceu.
É difícil dançar na borda da linha,
Onde as diferenças criam abismos,
Mas também pontes que o amor alinha,
Unindo mundos, vencendo cismas.
Quando a luz falha e o dia se apaga,
Nos resta o desejo de juntos pintar,
Mesmo em cinzas, a chama não esmaga,
O sonho de juntos continuar.
Nosso amor em preto e branco persiste,
Resiste ao tempo, às sombras, ao vento,
Pois na tela da vida, mesmo tão triste,
Há beleza no contraste do sentimento.
"Muitas vezes, nossa vida parece passar em preto e branco, como uma linda paisagem sem cor, porque estamos presos ao passado. Porém, quando encontramos algo que traz cor para nossas vidas, a paisagem começa a ganhar vida aos poucos, e tudo o que antes parecia escuro se transforma, dando espaço aos nossos sonhos."
Ser Aquarela
Desde cedo, a vida torna-se preto e branco para quem nasce destoando da tradicional paleta de cores imposta a todos por quem julga-se no direito de definir por quais nuances o rubor de um coração deve pulsar
Só, observando a todos pelas frestas empoeiradas, eu já sabia que havia vindo ao mundo com o peito iridescente
carregando o enorme fardo numa sociedade limitada
que era amar todas as cores
Em segredo, uma explosão de tons proibidos luziam em minha mente
contrastando com o silêncio gris das outras tantas pessoas coloridas da cidade
também fadadas à escuridão taciturna dos armários
Por vezes, tentei transmutar-me, regulei minha gradação,
simulei ser como me pintavam e acabei tornando-me
disforme e sem tonalidade,
expressa em inexata furta-cor
Chorava entre a dicotomia, como poderia ser preto ou branco
se em meu âmago possuía uma vibrante gama de cores traduzida em aquarela?
Rendendo-me aos gostos alheios, por anos, tornei-me a cor mais ausente nas paisagens do meu mundo, que aos
poucos, tornara-se inexistente
Ao redor, arco-íris apagados davam espaço ao céu cinza-nublado,
e a cada estalar de beijos, gritos tempestuosos vociferavam, enquanto tantas outras tonalidades eram diariamente
silenciadas para a eternidade apenas por estarem amando fora do tom ordenado
Em meio a sórdidas guerras, cruéis injustiças sociais e rotineira criminalidade
vistas de forma superficial e translúcida
todos os esforços estavam focados em nós que estávamos apenas nos misturando a outra cor
Mas no fim, o preconceito sempre será incolor, mas amar é soberano, é aquarela!
Pois todas as pessoas são cores de diversas matizes, mas só o amor é a arte criadora de obras nas molduras que são a vida,
misturar-se é a única ordem imperativa!
E X I S T Ê N C I A
Sem a música a vida seria chata, em preto e branco, um erro.
Seria como viver sem um bom SAMBA que nasce da tristeza para transmitir alegria. Seria como viver sem a BOSSA que é recebida no Japão feito uma oração.
Seria como viver sem o grito de liberdade e a adrenalina do ROCK.
Seria como viver sem a variedade melódica e o swing do JAZZ.
Seria como viver sem o sentir a alma da música CLÁSSICA.
Seria como viver sem a MPB que nos retrata.
Seria como viver sem o nó da garganta do BLUES.
Seria como viver sem o grito dos excluídos do RAP.
Aprendo não só com livros, mas também com discos.
A música é minha companheira permanente, sem ela não vivo apenas sobrevivo.
O repertório vem com o tempo.
LABIRINTO QUE HABITA EM NÓS
Na paleta sombria da vida em preto e branco,
Caminhamos nós, em loop infinito,
Onde o riso é efêmero e a tristeza é constante,
E a felicidade, apenas um breve aflito.
Ansiedade e cansaço, amarras que nos prendem,
Em meio a uma sociedade de máscaras e mentiras,
Nos sentimos como naufrágios solitários,
Em uma ilha deserta de almas vazias.
Cada passo é uma dança na corda bamba da existência,
Onde o sol se põe em tons cinzentos de resignação,
E a lua brilha com um brilho melancólico,
Sobre os destroços dos sonhos sem direção.
Somos peões em um tabuleiro de ilusões fugazes,
Onde o amor é um espelho quebrado de desilusão,
E a esperança se dissolve como areia entre os dedos,
Neste teatro de sombras, sem redenção.
No eco dos dias, ecoam vozes de silêncio,
Entre a multidão, nos sentimos estranhamente sós,
Como um quadro em branco, esperando a cor que não vem,
Somos poemas inacabados, em versos sem voz.
Não há final feliz nesta sinfonia de desencanto,
Apenas a melodia triste de corações desencontrados,
Onde o tempo se arrasta em um ciclo impiedoso,
E o vazio preenche os espaços, sombrios e deixados.
Assim seguimos, entre sombras e clarões passageiros,
Na dança eterna da busca por algo que se perdeu,
No labirinto de nós mesmos, nos encontramos perdidos,
E a vida em preto e branco, continua, sem adeus.
Dois do Brasil. Homens de preto e branco, com tênis coloridos. Astrônomos fora do padrão. Uma ficção realística.
Quando eu percebi, o dia era preto e branco, a vida tinha perdido a cor e até o céu ficou cinza, todos os dias...todos os dias eram coloridos, mas agora eles não tem mais vida, não tem mais as nossas vidas.
