Preto, favelado, sonhador. Menino... Patrick Campos
Preto, favelado, sonhador.
Menino nascido em São João de Meriti,
onde o medo vestia fantasia de alegria,
e sobreviver já era uma forma de poesia.
Foi no barro que criou raízes,
foi na luta que encontrou as cicatrizes.
Cada queda lapidou sua coragem,
cada lágrima desenhou sua viagem.
O menino amado pela avó virou homem,
e seus passos hoje carregam um sobrenome.
Muitos conhecem Matheus Albuquerque, o rosto, a presença, a fama.
Mas só ele conhece Matheus Silva, a alma que nunca se engana.
Sua ousadia rompeu fronteiras,
transformou ruas em passarelas inteiras.
Nunca esperou a porta abrir,
aprendeu cedo que nasceu para construir.
Chamaram de louco... ele sorriu.
Chamaram de impossível... ele insistiu.
Enquanto muitos duvidavam do seu valor,
ele alimentava, em silêncio, o próprio ardor.
Começou pequeno, sem palco e sem plateia,
mas quem nasce gigante nunca aceita uma plateia pequena.
Seu verdadeiro sonho nunca foi apenas vencer,
foi encantar, emocionar, transformar e fazer acontecer.
Matheus... Matheus... Matheus...
Um nome. Mil versões.
Mil talentos. Mil missões.
Erra, aprende, cai, levanta.
Recomeça antes mesmo que a dor o espante.
Porque quem conhece o próprio propósito
nunca se rende ao improviso da sorte.
Poucos conhecem o peso do seu passado.
Poucos imaginam tudo que foi sacrificado.
Mas o futuro... ah, esse não pertence ao acaso.
Pertence à coragem de quem nunca desistiu do próprio traço.
Continue sendo intenso.
Continue sendo diferente.
Continue sendo o improvável que desafia o evidente.
Seja louco o bastante para sonhar.
Forte o suficiente para continuar.
Humilde para aprender.
E gigante para nunca deixar de crescer.
Porque o destino não escolheu um homem comum.
Escolheu alguém que nasceu para inspirar multidões.
Que ontem seja apenas lembrança.
Que hoje seja sua força.
E que amanhã seja a prova de que quem acredita, resiste; quem resiste, conquista; e quem conquista deixa de ser apenas lembrado… para se tornar inesquecível.
