Preso
Daqui há pouco
completam dois
exaustivos anos
que o General
está preso sem
nenhuma prova,
Ele foi preso
no meio de uma
reunião pacífica.
Que ocorreu no
inesquecível dia
treze de março
que ele foi sem
nenhum motivo
à prisão levado,
repito sempre
como se repete
uma prece com
o santo rosário
doa a quem doer,
para que jamais
o esquecimento
encontre espaço.
A irmã, as filhas
e família estão
mui tristes e todos
que gostam dele
sentem a falta
que faz em liberdade,
e sem pedir licença
também sinto
como fizesse
da história parte.
Como não há
resposta sinto
muito por ele
e pela tropa,
E insisto
pelo milagre
da reconciliação
que os colocará
novamente
no caminho
da vida que foram
todos arrancados.
No dia treze
de março
do ano de dois
mil e dezoito,
um General
foi preso
injustamente
no meio de
uma reunião
ordeira e pacífica,
E contra ele
tudo ficou tudo
ficou por
isso mesmo:
nunca mais
se ouviu notícia
de libertação.
Um poemário
em reclamação,
Dando conta
de saber do
destino da tropa
e da população
de um continente
a poesia
além escrita,
vem alimentando
uma multidão
e dos ouvidos
virou a canção.
O General deixou
como mensagem
a reconciliação,
E eu poesia
todo o dia
pela consciência
continental
para um povo
nascer de novo
e libertar a mais
frágil filha de Bolívar.
Passou um mês
do massacre
de Sacaba:
ninguém foi preso
e quem sabe
da verdade
não abre a boca,
Não se indigna
ou não demonstra
por medo
de represália
de ser mais
um desaparecido,
Um sobrevivente
sem salvo-conduto
ou simplesmente
se tornar mais
um preso político.
Não importa
onde esteja
se é na quermesse
em prol das vítimas
de Senkata ou até
mesmo na igreja,
O autoritarismo
vai te aprisionar
quando você
não permite
a sua dignidade
ele sequestrar.
Muitas histórias
sem fim nesta
Pátria imensa
para contar e recontar,
Não se sabe nem
o porquê e nem
quando vão soltar
a tropa e um General
presos injustamente
e não há notícias
nem de esperança
para este Natal,
Da poesia sigo
sendo o último
soldado até o final.
Da tropa e do General
que foi preso inocente
há quase dois anos
no dia treze de março
existe um poemário,
E venho contando
nas entrelinhas dos
meus versos dedicados
sobre os estilhaços
que tantos tiranos
estão a nos deixar,
Não vou parar por aí,
não posso ignorar,
É Pátria Grande
ou Pátria maior ainda.
Não há explicação
golpe é golpe,
O golpe na Bolívia
foi dado e um
informe da sucursal
do inferno que
leva como sigla
três letras a fraude
não conseguiu provar,
Não me canso
por este continente
um só minuto de gritar.
No exílio os líderes
se encontram
e estão convertidos
em milhões
que este golpe
não vão parar
de denunciar
pelo mundo e seus rincões.
Buscando não deixar
cair no esquecimento
o sofrimento do General
que segue preso numa
grave injustiça infinita,
Lamento a morte
inesperada do jovem
oficial carcereiro,
Ali não é digno nem
para os culpados,
e tudo escandaliza.
O tempo de liberdade
já era para ter chegado,
Não vejo nenhuma
calma na América Latina.
Dançando no abismo
com os meus poemas,
Em tempo de partidos
aos totais partidos,
Entusiasmada pela
luta da Bolívia
por sobrevivência,
Em mim está o signo
místico e hereditário
da resistência indígena;
A insatisfação chilena
a mim também pertence.
O clamor da Mãe pelo
filho envolvido no tal
conhecido Golpe Azul,
comove-me de norte a sul,
E nada posso fazer,
a não ser escrever
para ninguém esquecer.
Há um preso
que a irmã
idosa por
ele clama,
Não importa
o quê ocorreu
lá atrás,
A vida pede
é que todos
de uma vez
por todas
aprendam
olhar com
uma mirada
reconciliadora
lá para frente,
Espero em
Deus que
do coração
deste povo
jamais seja
apagada na
vida a chama.
Existe ainda
muita gente
para o mundo
nos dar conta,
e histórias
sobrenaturais
para a gente
se assombrar:
Um General
está com
câncer
na garganta,
E há gente
que finge não
se espantar.
Tem um preso
desaparecido
que todo
o dia a Mãe
pede para
não ficar
sozinha até
saber onde
o filho está,
Algo diz que
o coração
de Mãe no
fundo já
sabe qual
é a resposta.
Da Trindade
dos Generais
que estão
presos em
Fuerte Tiuna
não se sabe
quando irão
os libertar,
Clamo por
eles até
onde a voz
não se esgota
e a esperança
da mesma forma.
Devolve-me o meu corpo que está preso ao teu pensamento. Necessito dessa matéria humana para alcançar o teu sonho.
O viver
não se sustenta preso
a morbidez das unanimidades
ou despropositais aceitações...
O viver unicamente prospera sob o resguardo de toda qualidade
e solidez dos nossos
propósitos!
... pouco,
muito pouco prosperará
aquelequeainda preso ao próprio ego,
às indigestas ilações, se considere casto,
referto, incorruptível; ignorando que
mesmoa tão desejadaperfeição é
feitade rupturas,contragostos
e cicatrizes!
... verdadeiro
escravo é aquele que preso
a uma confortável ineficácia,
a ponto de invalidar a própria
capacidade; vive à espera de algo
ou alguém que possalibertá-lo
de tão degradante
letargia!
Preso a esta cadeira, sou tronco retorcido pela dor, mas ainda assim, tento me erguer, mesmo que o vento forte, vindo do leste, queira me dobrar como galho em dia de tempestade.
O amor é um cavalo xucro, selvagem, ferido, em fuga. Não teme o outro, teme ser preso. Mas o amor verdadeiro chega sem rédeas, espera em silêncio, acolhe sem moldar. E o cavalo, enfim, permanece. Não porque foi domado, mas porque, livre, escolheu confiar, escolheu ficar.
Enquanto a liberdade não
vem para um General preso
injustamente por uma falsa
acusação de instigação
a rebelião e para uma tropa
em igual política prisão,
Desde o dia treze de março
do ano de dois mil
e dezoito tenho
escrito este poemário.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
inundada de prisões
políticas intermitentes.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se esqueceram
que o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
e que ali fica a nossa
dupla fronteira
venezuelana e brasileira.
Sem nenhuma perspectiva
de justiça e uma suposta
notícia de mudança
para o cárcere de Yare,
O velho tupamaro
em greve de fome resiste.
Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se cala para
os cinquenta imigrantes
mortos encontrados.
dentro de um
caminhão no Texas.
Eu sou brasileira nacionalista
e filha da América Latina
vibrante pela própria Soberania,
e por cada restituição
histórica nutro a estima.
O preso ficou lívido quando o chamaram. Em geral oferecia corajosamente o dorso às varas; aturava o castigo sem dizer palavra, depois erguia-se como se nada acontecera, igual a um filósofo que encara friamente a sua pouca sorte.
seu coração esta preso com correntes,
que lhe dão prazeres,
alem do limite da alma,
essas sensações pode transpor seus sonhos.
no desejos mais profundo do que você pensa,
limites do desejo podem ser o limite da sua alma,
porem o sangue e a dor dão novos padrões
ao espírito que abita seu corpo,
a fome de prazer te faz romper correntes dos quais nunca existiram,
só medo mais profundo que vive atona ou a deriva apodrecendo sua liberdade,
seu ser toma outro rumo simplesmente pelo medo,
isso da sensação de de falsa moral e ética,
num mundo de aberrações só sentimos muito por viver numa adversidade de prazeres,
tentar conter essas correntes como se a liberdade que senti seja sua prisão vivida em uma falsa liberdade.
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