Prelúdio
as razões da solitude é dor coração,
dilacerado em memorias, por que viver,
entre a dor e preludio do amanhecer,
o sentimento pura escuridão,
entro no abismo de meus pensamentos,
olho para que foi uma vida e ainda sinto,
a dor de estar vivo entre os mortos,
não é mesmo sentimento que paira...
no coração, com ardi-o de amar,
num tempo que passou,
a vida perde o sentido,mas,
estou vivo esperando um no amanhecer,
no destino sem infinito,
o amanhecer é uma gota desejo,
imposta por momentos passados,
no frio do teu coração.
por celso roberto nadilo
a solitude é prelúdio da minha alma,
tudo se desfaz em atos de frieza,
não procuro um sentimento...
nem apenas um desejo,
a dor eterna é extremo do sentimento,
tudo não tem cor, apenas cinzas,
na minha vida triste,
as vezes olho o pôr do sol,
sinto verazmente tristeza de viver,
será que vivo só mesmo?
entre tudo já sonhei...
vejo espaços em branco,
por que esse sentimento me persegue?
sei que o frio da alma prega peças,
sinto o vazio deixado por você,
não compreendo por que me deixou?
às vezes me perco, pensando em você...
será que amar sempre é sofrer?
sinto que não tem uma resposta a essa pergunta...
tento viver um dia após o outro...
esperando que um dia...
meu coração ache uma resposta verdadeira.
Prelúdio
A sincronia dos meus sonetos é perturbadora
Sonolenta
Me assusta em sua ânsia de afligir-se pelo inusitado
Na busca incansável pelo NOVO?!
O Neo é mero suplício ao engano
Redundância nata ao insucesso
Alívio efervescente ao tempo, intempestivo.
Talento para dissipar-se no intervalo lúcido de um desabafo
Ainda que se desloque
Enlouquece no passado estático, impávido de retrocesso.
A empáfia da mesmice forja novos (?!) dilemas
Ainda que teatral, a realidade emerge
Nos mesmos vultos de insanidade
Outrora decrépitos, que transformam-se em re-formas
Ainda que deformadas pelo conforto de suas escolhas
Estas são obrigações.
Dicotomia pré-estabelecida pela neura de não sucumbir ao conveniente .
Não há o que surgir
Nada além de prefixos fixados sob a farsa da diferenciação.
A exceção é o caos humano.
Nada sou além de funestos repetecos,
Com variantes aqui e acolá,
Temperados pelo equívoco do ser eu
O NEO EU
NEM EU,
NEM NINGUÉM,
É capaz de remover as sombras de tantos outros,
Hora envoltos em mantos de passividade e demência.
A genética previne-nos do engano
“Quem sai aos seus não degenera”
Nem gera
Apenas abriga uma nova seqüência de desejos esgoelados
Por velhos hábitos de festa.
Deformado pelas frestas da hereditariedade
Ergue-se um país, um conceito, uma fábula.
É bem verdade
Não há novidade, nem mesmo na idade
A bula da vaidade, diz “validade”, na invalidez.
Ainda que se desloquem
Repetem-se de três em três... Segundos?!
Enlouquecem os números
Seqüenciados, seqüelados pelo previsível
Quem inventará o inventável?
Eis o inevitável ideograma de coexistir,
À imagem, semelhança e discrepância de sobreviver à rotina
À rotina de ser o que se é,
Em si.
preludio virtuoso espaço vazio,
entre palavras espaços,
nada tem sentido,
apenas vulgaridades,
seladas ponta luxuria,
musica que cantares,
triste notas que murmuro,
nunca foi um canção...
ate fundo a proliferação...
a ti aberração fardo...
que nunca se arrepende
ser obtuso ato fedonho....
suja o amor com tantos apegues.
virtuosa pranto ardi-o...
como uma febre sois a perdição.
tom fugas de meias tonalidades,
entre meios partida que floresce...
murmuro entre luzes sem sentido.
dizeres que sois um sucesso.
apenas vulgares o teor aubrito
seria um marco apenas então...
um martilho da cultura falada
como musica que tocada
em tuas cavas mais profundas
atrativo deixado por tais
nunca é feito por artista...
é murmurado entre frestas,
de um mente que busca...
essa ostentação tão falada
praticada por pequenos...
sonhadores relapsos...
puro murmuro.
por celso roberto nadilo
"Prelúdio"
No belo nascer do sol!
Eu vejo a luz dos seus olhos.
Pelo vento suave…
… e sereno.
Eu sinto o seu alento.
Sabe!
É como um amor que vem.
Assim!
Sem cor…
… sem cheiro.
Mas com um doce nos lábios…
… que nunca me deixa adoecer.
Que triste amargura seria...
… a tua despedida.
Com certeza os meus olhos…
… ficariam a chorar.
O meu coração em dor.
E minha vida insana.
Sim!
Iria enlouquecer
Não sabes tu…
... a falta que me faz?
Que aqui no peito mora…
… e que me deixas sempre a lhe amar?
E que a ti…
… somente a ti.
Eu lhe daria a minha vida?
Então!
Vai o tempo…
… e voa o tempo.
E o meu peito.
Está sempre a sofrer.
Assim!
Por um amor que me lamento.
Muito…
… ou muitíssimo.
Mas que um dia!
Eu hei de conhecer!
Admilson
23/05/2020
minha morte o preludio da tua voz no seu algoz,
desatino eu digo infortúnio predigo amor,
centralismo desejos adores simplesmente,
um espaço no infinito esquecido para sempre.
FRESTA, PRELÚDIO PARA O ABISMO
A luz preguiçosa escorrendo
Em cada fresta da janela
Recostando-se a cama
Com dois corpos vazios
E recolhendo os ásperos lençóis.
Acordar para ver
Mais um dia passar.
Levantar da cama com pressa.
Os passos acelerados executando
O caminho na mesma medida
De todos os dias.
A mesa bagunçada.
A comunhão afetada.
Toda desordem se fazia notar,
A mesa,
A cama,
A casa,
O amor.
Voltar para casa, à noite,
Sem nada realizar.
(Marcos Fernandes)
MOCAMBO
Mocambo, um prelúdio paraíso divino
De culturas e legados
De imaginar as magníficas belezas
Das terras o cultivo, das águas o alimento.
Da grande fartura que mata a fome e sede do lugar...
Mocambo terra de amar, de viver em alegria.
De correr descalços pelas ruas tranquilas
Obra de arte, pintada em aquarela, trama tecida pela mãe natureza
Mocambo, um receptáculo de maravilhas uma
literatura extensa ao horizonte.
De imaginar a pureza dos amanhãs.
Mocambo de fé de se entregar a religião e tradições milenares
Mocambo, das raízes, um princípio de origens se fez história, criação de um povo de bravura e coragem
De berços primorosos em talentos natos
Mocambo uma história de amor de sorrisos e magias
Mocambo melodia pura, enforma de poesia que desperta sonhos e caminha no horizonte de paz
Mocambo terra pacata de amor e esperança
forte brilho nos olhos de cada criança que acredita e não desiste de sonhar...
Mocambo minha morada, aqui é o meu lugar...
Rafha Dhemello
Tempo
A Essência Dos Elementos
O Prelúdio Dos Pensamentos
O Maestro Dos Excrementos
O Resumo Dos Adendos
O Espirito Dos Adventos
O Escrito Dos "Atentos’' .
De novo eu janeiro em prelúdio involuntário... e se o meu segredo era pássaro ferido, cicatrizo-me em voo de recomeçar.
PRELÚDIO
O samba tocou,
Você sorriu no meu ritmo,
Loucamente veio,
Chegou e me abraçou,
Me olhava nos olhos sorrindo,
Olhar de dançarino,
Samba gingado, você me conduz,
Sintonia de olhar,
Coloca amor na cadência,
Eu começo a te fantasiar,
Sonhos utópicos,
Desejos ocultos,
O samba que mexe latente com a gente,
Junta nossos corpos, pensamentos sem igual,
Toca com maestria o som do coração,
Samba contentamento, entusiasmo, gozo,
Um molejo de amor, filho do prazer,
O teu jeito manso que me faz tão contente,
Me rouba os sentidos,
Desfruta meu corpo,
No interior quente do teu sambar...
Samba com virtuosidade,
No interior da minha poesia...
DIVINA ARTE
Gênesis, alfa e ômega do infindo
Prelúdio da ciência que a tutela
Para ver de Adão a Eva erigindo
Deus duplica o “X” do gene da tsela (Gênesis 2:21-22)
Na mitologia, Esculápio foi o Deus
Hipócrates, o pai de sua doutrina
Merit Ptah, prógona de ofícios teus
E Lucas, o Patrono de graça Trina (Colossenses 4:14)
Divina é a norma que aduz Galeno
Ofício laico e de toda crença
De derme prisma, na casta epiceno
E de todo arrimo, sem diferença
Récipe de Moisés aos Hebreus
Arauto de asseio e higidez (Deuteronômio 23:10-13)
Máscara e quarentena no mal de Aretaeus (Levíticos 13:45-46)
Mundície às secreções e sordidez (Levíticos 15)
Assepsia a objetos morbígenos (Levíticos 11:33-34 e 15:12)
Aterro de vetor de afecção (Deuteronômio 23:12-14)
Dispersão de germes patógenos (Números 19 e Levíticos 11)
Da terra se produz medicação (Eclesiástico 38:4)
José, no apogeu de contrição
Confiou-lhes seu pai à preservar (Gênesis 50:2)
Asa de Judá, em mórbida aflição
Evocou divina arte à sanear (2º Crônicas 16:12)
Jesus, arquétipo de Asclépio
Fez hemostase em coagulopatia (Marcos 5:25-34)
Sanou de psicose sem remédio (Mateus 17:15)
Em isquemia de quadril fez terapia (João 5:8)
Curou displasia em nervo óptico (João 9:1-7)
Em interfalange, sanou osteoartrites (Mateus 12:9-13)
Iátrica sublime em dez morféticos (Lucas 17:13-19)
Cardioversão de apnéia a quatro noites (João 11:39-44)
O altíssimo, geriu-lhe a sapiência (Eclesiástico 38:1)
Sua arte, provém do onipotente (Eclesiástico 38:2)
Da sacracidade, a honra da ciência (Eclesiástico 38:6)
Dos céus, eflúvios clínicos são latentes (Eclesiástico 38:14)
Para cruzar o infesto mar de algia
O Fraterno Criador, desde o arrebol
Apostolou mareantes com logia
A desvelar filhos teus de sol a sol
Anjos de amor de alvas fardas
Iatros condutor da panaceia
Q'em grã-renúncia, em horas tardas
Lutam a verter anóxia em eupneia
Indubitável ser celeste vosso dom
Pois a benção é terapia em poesia
A cura, o milagre em sacro tom
E o médico, o poeta em maestria
Gratulamo-vos por rara devoção
Mesmo no calvário de afã rotina
Atado ao amor, esmero e afeição
O pranto e prece rege-lhes a sina
Oh! Sublime Impulso do Supremo
Síntese Magistral de Inteligência
Concedas bendição do Nazareno
Aos Doutores missionários da ciência
Edson Depieri
www.edsondepieri.com
Prelúdio de Mim
Pequena gota, do orvalho da manhã. As folhas que caem com a brisa, tão fria, do primeiro sopro do dia. Eu abri meus olhos... O sol ainda não havia nascido, e tão belo era o horizonte avermelhado e as nuvens, pequenas e esparsas colorindo a atmosfera com os primeiros raios de sol.
Abro meus braços e me perco na imensidão do céu, sinto o calor do sol tocando minha pele e o suspiro das arvores que dançam ao sentir o vento forte e delicado vindo do oeste derrubando suas folhas secas e gritando em meu ouvido, “adormeça!”.
Amizade,
prelúdio da eternidade
ser telúrico quer se tornar etéreo
amando o próximo
sendo o próprio.
Irmão de todas a horas
comunhão de pensamentos
versos trocados ao acaso
tensos sentimentos vivenciados.
Amigo,
contar com você
estimar você
compartilhar seus dias
amar sua família
ser aquele que acalenta
abraça seus sentimentos
chora e ri junto do seu coração!
Fim de tarde... Campos dourados! Prelúdio da colheita do que foi semeado em horas orvalhadas... seladas pelos primeiros raios luminosos presentes nas dores e amores do homem, permitindo-lhe sonhar, projetar e realizar em prol de si... da humanidade!
