Prefiro
E dói, dói muito, mais eu prefiro que doa a não te sentir aqui, na verdade, preferir ou não é uma questão de ponto de vista, é uma briga infernal sem final feliz.
Prefiro ver a tarde se despedir na beira de um rio onde a água é tão calma e os passaros tão soltos, tão livres, onde eu vejo o sol se deitar e começo a imaginar como deve ser lindo ver ele beijar o mar.
Tão diferente...
Tão igual...
Se me vejo em você, sei seus defeitos...
Prefiro a surpresa de algo novo...
Prefiro chorar ao ter que guardar em mim o que estou sentindo… prefiro as lágrimas. Prefiro acreditar que depois que elas transbordarem pelo meu rosto todo a dor vá junto, ou pelo menos uma parte dela. Lágrima não é sinônimo de fraqueza, não pra mim.
Prefiro apreciar a insinuada solidão do que chegar até ela através das frustrações que relações e expectativas nos proporcionam.
Prefiro a internet do que a tv, pois aqui escolho o lixo quero ver, a tv cospe o lixo em cima de mim...
Aceitei-te, ou você aceitou-me?
Prefiro dizer que nós nos aceitamos isso. É bem melhor que seja assim. Vamos por a culpa do nosso termino precoce em um “nós”, não em um “Eu” ou em um “Você”.
Gostava de está ao seu lado, gostava de ficar lá sem falar nada, mas, também não gostava de estar lá e não receber nada. Gostava de lhe abraçar, mas, também não gostava, pois, só existia eu lhe abraçando e não “nós” se abraçando.
Só queria ter você para eu, se eu tive? Sim eu tive, mas só por um instante. Pois o outro instante você era só sua, ficava na sua e não se abria para ninguém nem mesmo pra mim. Eu, o que pensava que era importante para você. Mas, vi que nada era pra você.
Não ligo, mas também sei que tu não irás. Espero uma luz e você me espera. “humilhando-me nos seus pés.” –cansei- talvez você ache que está fazendo papel de birrenta. Mas no meu sonho com você não existe esse papel e se existir está totalmente fora de linha!
