Preciso e Gosto de Intensidade
Caminho pela vida com os cabelos ao vento, sentindo a liberdade em cada passo. Gosto de aproveitar os momentos simples, admirar a paisagem e deixar que a brisa leve embora as preocupações. Assim, sigo em frente, leve, confiante e em paz comigo mesma.
Sou uma pessoa legal, compreensiva e gosto de tratar todos com respeito. Mas não confunda minha gentileza com fraqueza. Sei ser paciente, porém tudo tem limite. Então, pode contar com o meu melhor, só não abuse da minha boa vontade.
Gosto da sua delicadeza...
Dos seus gestos meigos,
Das suas doces palavras,
Do seu olhar...
De como você se expressa, mesmo em silêncio...,
Do perfume que sua beleza espalha pelo ar...
Em meu mundo
Eu gosto de ser louca... ver esperança no meio do caos, me alegrar com as gotas acariciando meu corpo no banho, com o vento erguendo minha saia, com o sol erubescendo minha face, com o perfume das flores de laranjeira mexendo com minha imaginação.
Como amo ser louca no meio de pessoas normais, como me diverte imaginar que nenhum problema externo pode atingir o meu mundo louco, meu mundo onde tudo é possível.
Gosto de todo mundo, até que me deem motivos para perceber que estou apenas desperdiçando meu tempo.
Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.
Já desisti tantas vezes que aprendi o gosto amargo do fim, até perceber que, no fundo, eu já havia desistido até de desistir.
O silêncio da manhã tem gosto de promessa adiada. Bebo o café e conto os minutos que ainda podem mudar. Há um desejo subterrâneo que insiste em florir. Mas a rotina é jardineira rígida, poda tudo com mãos frias. Mesmo assim, algo nasce, teimoso, entre as pedras.
O desapego me veio aos poucos, como quem descasca fruta. No começo dói, depois suaviza o gosto amargo. Libertar é reconhecer que não trazemos nada do mundo. Só algumas estrias e memórias para contar. E isso basta para sermos ricos de experiência.
Particularmente eu não gosto de aquários, nem de gaiolas e muito menos de prisões. Na minha exclusiva filosofia de vida creio que todo o ser vivo existe para viver em plena liberdade, desde que cumpra seu personalíssimo papel por formas consciente ou instintiva, sustentável e responsável no continuo ciclo da natureza.
Gosto de viver entre alegrias e a melhor parte de meu riso, é quando por pressa, faço algo estabanado e dá tudo errado, assim rio muito de mim mesmo.
O gosto do medo: no hospital, onde quase tudo é pouco, o que sobra é o paladar da alma tentando resistir.
Talvez, se o medo tivesse gosto — doce ou salgado — ninguém se recuperasse dentro de uma unidade hospitalar.
Pois ele seria servido em pequenas doses, mas, com efeito, prolongado, impregnando até o paladar da alma.
Ali, onde quase tudo é pouco.
Pouco tempero na comida, pouca luz nas madrugadas intermináveis, pouca cor nos quartos e corredores que parecem sempre iguais…
Poucas palavras que confortam de verdade, pouca fé que não vacila, pouca esperança que não se cansa, pouca paciência para o tempo que insiste em se arrastar.
O que quase sempre sobra é muito medo.
Medo silencioso, aquele que não grita, mas pesa.
Medo que se senta ao lado da cama, observa os monitores e faz perguntas que quase ninguém se atreve a responder.
E ainda assim, é nesse cenário de escassez que alguns aprendem a respirar e resistir.
Porque, quando tudo falta, o pouco que resta — um gesto, um olhar, uma prece sussurrada — ganha um valor imenso.
Talvez seja assim que o medo não vence: não por desaparecer, mas por dividir espaço com aquilo que, mesmo raro, insiste em subsistir.
Eu gosto disso, gosto deste cuidado. Gosto de ele me dizer para pegar um casaco porque esfriou e ele não quer que eu passe frio porque se preocupa comigo. Gosto da sensação de ter alguém cuidando de mim e de me sentir protegida e de pensar, secretamente, que eu gosto de pertencer a algo ou alguém, mesmo que ele não saiba disso. E nem vai. Ele não precisa saber o quanto povoa meus pensamentos ou o quanto eu gostaria de estar com ele neste momento, nem que fosse para fazer algo simples como ouvir uma música e olhar o pôr do sol, algo que eu amo fazer.
“Existe no coração humano um gosto depravado pela igualdade que leva os fracos a querer rebaixar os fortes ao seu nível, e conduz os homens a preferir a igualdade na servidão à desigualdade.”
Eu gosto mais das pessoas nas telas, nas pinturas, nas fotografias e presas entre as linhas de um papel (risos). Lá podemos ter a oportunidade de admirar sem ser observado, reprimido, interrompido. Sim... as pessoas fora das telas, das pinturas e fotografias machucam tudo que as tocam.
As vezes eu preciso transformar as pessoas em lindos rascunhos...Uma música, uma melodia, um escrito, um desenho, uma cor, uma respiração e até uma ilusão. Só assim eu posso continuar a lidar com essa humanidade que por vezes é muito questionável. Não seria uma prisão, apenas um escape.
2041 📜 "Minha Vizinha (de baixo) costuma dizer que eu só falo e só gosto de futebol. Não é bem assim... Na verdade, gosto de três esportes: fu, te e bol. E eu não minto!"
2042 📜 "Cada um é cada um e gosto é algo bem peculiar. Também por isso não há chance, até o momento, de eu gostar, por exemplo, de vôlei e de basquete. Por enquanto, sem chance. Quem sabe amanhã ou depois, HeHeHe ou HaHaHa!"
1951 📜 "Não posso garantir que é verdade, mas como gosto de histórias desse tipo, repito o que li algures. Que um dos maiores poetas brasileiros disse que gostava da Academia Brasileira de Letras porque lá 'era ótimo lugar para guardar embrulhos e dar uns telefonemas'. Foi o que li, por aí!"
1984 📜 "Gosto tanto de histórias ou "causos", que a maioria eu guardo na memória (para citar com rapidez). Uma delas envolve aquele famoso escritor português, quando indagado, por um brasileiro, sobre o que achava do sotaque dos portugueses, respondeu 'na lata': Que sotaque? O idioma é nosso. Quem tem sotaque são vocês, brasileiros' "
