Pranto
Bonequinha do meu ENCANTO,
Te digo que o meu PRANTO,
É uma dádiva divina,
Cai assim tão cristalina,
Não é por um motivo QUALQUER,
É por te ver assim MULHER,
Parece que tu está SOFRENDO,
Estou até PERCEBENDO,
Que está tu te AFASTANDO,
Amigos de lado DEIXANDO,
Estou te vendo MAGOADA,
Se tu está APAIXONADA,
Grita alto aos quatro CANTOS,
Pra cessar esse meu PRANTO,
Tenha coragem CRIATURA,
Bonequinha do meu ENCANTO,
Pois eu te amo com LOUCURA...
Morena dos olhos verdes Catarina do meu ENCANTO,
Sinto escorrer PRANTO, Pela face ENTRISTECIDA,
Como me dói esta FERIDA, Que custa a CICATRIZAR,
Porque eu tive que AMAR, Quem acabou com o sonho MEU...
Não te esqueço catarina, cigana muito BONITA,
Que as vezes ficava AFLITA, Pelas mancadas que eu DEI,
Fui fiél e RESPEITEI, O amor que tu me DEU,
Quando esta paixão MORREU, Também morreu o sonho MEU...
Cigana dos olhos verdes,
Catarina do meu encanto,
Sinto escorrer o pranto,
Pelo meu rosto de emoção,
Vou te dar o meu coração,
Pra ter um pouco de sorte,
Pra te amar até a morte,
Cigana dos sonhos meus...
Mãe é o verbo que se faz proteção,
A voz que acalma o pranto e a dor,
É ter o universo num só coração
E dar o sentido real ao amor.
Pois em cada Maria, em cada mulher,
Habita a coragem de ser o que for,
Seja no riso ou no que o destino trouxer,
És a eterna guardiã do maior esplendor
"O pranto exige uma lógica que a tua partida não tem. Como chorar o fim de alguém que eu só vi ser força?"
Chorei diante do impossível, e ele cedeu, o pranto abriu espaço para o talvez, a persistência das lágrimas ganhou caminho, o impossível se curvou ao desejo fiel.
ENXUGO MEU PRANTO
Enxugo meu pranto molhado num lenço
Enrolado no manto
depois do pecado
Beijo o suor tão salgado
Busco presente e passado
Prá me levar ao seu mundo
seja ele raso ou profundo
Eu agarro a noite tão fria
Cadê o seu intenso olhar
uma linda melodia
Mulher, desperta prá mim!Vem aqui ver o luar
embalar o vento com doce harmonia
morar prá sempre no meu coração.
(João Batista Barbosa)
Se a distância pudesse ver o pranto que desce no meu olhar, ela saberia que o meu peito só vive para te amar. Cada segundo sem o teu toque é um inverno que nunca tem fim, uma dor que rasga a alma e rouba o melhor de mim. Minha alma grita pelo teu abraço, que é o único lugar onde encontro paz, pois sem você aqui, meu amor, o mundo já não faz sentido jamais.
Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.
E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.
Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.
Quero flutuar em pedacinhos de nuvens, sentir a maciez invadir o meu ser, cobrindo o meu pranto com pétalas de amor.
Debbie Villela
Pareço de carne e rosto
Porém, meu desgosto maquia meu tanto
Do pranto sei desaguar pouco a pouco
No louco tento me desatar de tempos em tempos
Enquanto minha marcha tropeça nos fardos
Os poemas me vestem de um trapo denso
Pinto-me de vento, distraio-me de branco
Alento, solto traço, ao ponto de morar no beco
Rego o tempo, como quem distrai a biografia do prazo
Pesco teatro, indico fábulas, enquanto vou morrendo...
Estava a deriva quando ouvi a sereia cantar
Dela o canto
Mas não sabia se era canto
Ou pranto
Ou mero encanto
Ignorei os avisos e não fechei os ouvidos com cera
Pelo canto fui envolvido
Por aquele lamento
Que de ideia de choro me vi mergulhado
Meu barco furado e o coração inundado
Não sei se era canto
Ou pranto
Ou mero encanto
Talvez só meu tormento.
No mar me jogar?
Deixo que me leve sereia
Só tenho medo de não querer voltar
Dizem que elas seduzem os marinheiros de primeira viagem
E para o fundo do oceano os levam
Mas qual será seu encanto?
Para o fundo do mar me deixarei levar
Pois quem sabe seja lá que nos braços da sereia
Pelo seu canto que encanta
Que irei me encontrar
Leve-me, sereia, para o fundo do mar
Meu choro e lamento possam ficar
E que outros marinheiros em seu encanto se encante
Em seu choro lamente
E do fundo do mar nunca mais tentem voltar
Que eles do barco carregados
Possa nele toda tristeza deixar
É lá, no seu reino dourado
Seu mundo encantado
Que em seus braços irei me afogar
Leve-me sereia
Pois o barco já não é mais o meu lugar
Não proíba-me o pranto.
Não condene em mim as lágrimas.
O sorriso há de vir pelo merecimento dos lábios não pela imposição da felicidade...
A alegria que mostra meus olhos esconde por trás um pranto de choro, e por trás do atras escorre sangue de tristeza causada por dor!
Perfume no ambiente sutil sem flor
diz a brisa:levo a saudade ou a deixo aqui?
leva o meu pranto e traz meu amor...
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