Povo
Perseguido
o povo em
diáspora
no Equador,
e o meu
coração
segue partido
sem poder
de ajudar
e doendo
de tanto
se indignar.
Gostaria
de ter a
unção
para com
todo esse
sofrimento
terminar,
mas estou
por aqui
com os meus
poemas para
semear a glória.
É aniversário
do General,
chora o cuatro
venezuelano,
não há o quê
comemorar,
manter ele
preso é um
amargo engano,
está na hora
de libertar.
Ascurra Poema
Erguida como homenagem
para uma glória patriótica,
És filha de povo de pé
que não teme tempestades,
És cidade poema de métrica
perfeita e de sabores
bem postos rimando na mesa,
Ascurra poema és cheia
de beleza que com teu amor
todos os dias me captura
para ti como doce sentença.
Tem a poesia própria
A exaustão do povo
Buscando uma solução.
Sem resposta insisto,
Continuo escrevendo
Para saber de você.
Tem a poesia própria
O mau líder que os alucina,
Estabelecida a tal covardia.
Sem notícias persisto,
Continuo escrevendo
Para saber aonde está você.
Tem a poesia retrógrada,
A eleição imposta,
Para mandar o sonho embora.
Quero saber
Se você está inteiro e vivo,
Pois já é passada a hora...
Os primeiros acordes
de Ei, Linda Crimeia!
tocaram no piano
na entrada do Metrô,
Quem ao povo mentiu
sobre o cessar fogo,
Deveria se tornar crime
acreditar nele de novo.
Ucrânia, muralha do mundo,
não tenho te deixado
sequer por um segundo;
A História te pertence,
minh'alma te ama,
a coroa de louros e a glória.
É exato o ditado que fala:
"Da onde nada se espera,
nada se pode esperar...";
Com a falta de palavra
de quem vocês sabem
já era tempo de nunca
mais a gente acreditar.
Sou bandeira na mão
erguida na entrada
de Chongar contra
a tropa inimiga que
continua ilegalmente
na Crimeia a ocupar.
Ontem eu ainda quis
no cessar fogo acreditar,
Não dá para acreditar
neste infeliz que não
para de ódio destilar,
O único caminho
é o espaço aéreo fechar.
Venezuela, permita-me
de te chamar de minha
amada Venezuela:
porque sem teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Não sei se o oxigênio mandaram
buscar para o Amapá, quero
saiba que sem o teu amor
o meu povo não tem podido respirar.
Por intercessão de Santa Balbina,
São Benjamim e de todos os Santos,
venho pedindo para este ar infectado
para longe de todos nós o vento levar.
Venezuela, permita-me
de chamar de minha amada Venezuela,
porque o meu povo eu sei
que o seu amor não vai abandonar.
Por intercessão do Universo,
venho pedindo para o teu General
e a tua tropa você libertar,
nunca é tarde para se reconciliar.
No calvário do mundo
tenho caminhado
carregando as dores
de um povo inteiro
como seu fosse o meu,
Se um povo sofre é
com ele me reúno,
Porque o meu coração
feito de oceano
não permite descansar.
O bem sempre será
mesmo que uns rejeitem,
Cada Pátria haverá
de vencer contra todas
as correntes que a impedem.
As Mães sempre serão
a fonte de todo o Bem,
Por elas devemos sempre
fazer o Bem sem ver a quem,
Não se importem com aqueles
que ainda não compreendem.
Nesta noite irá se erguer
a Estrela-de-Belém,
Diga onde estão os sargentos,
cada homem da tropa,
o General preso injustamente e a Justiça!
Quando vão romper com o orgulho
causa de inúmeros tormentos,
abrir as portas, as janelas, o coração
e estender a mão para erguer
cada irmão e se permitir renascer?
A essência de cada um está no Bem,
e sei que quem ainda não se permitiu
dessa forma não suporta mais permanecer,
porque no semblante está escrito;
no fundo somos todos crianças
querendo um mundo mais amável e bonito.
Coração sul-americano
em todas as glórias
e dores sem engano
do meu povo e suas tropas.
Junto com cada vida
perdida no oceano,
levando palavras
todas engasgadas
na garganta como cravos.
Multiplicam-se os mortos
somados aos bloqueios,
e não faz vista grossa
à existência de torturados.
Firme em plena eclipse
solar parcial,
sem saber do General
preso injustamente,
ainda espera
pela justiça imparcial.
Carregando naufrágios
para si e vivendo de pé
em nome do que é
terno, imutável e místico.
Buscando abrir fronteiras
para o perdão e a reconciliação:
porque crê como criança
no que dizem ser impossível.
Todos os dias pergunto onde
foram parar os direitos humanos
do povo, da tropa e do General
(((Este é o poema)))
Desta Pátria recheada
de escândalos vejo
o destino do meu povo
em queda livre,
Peço todos os dias
que Deus nos proteja
do futuro obscuro,
Porque golpes
em todo o continente
seguem em curso,
A vida pede de nós
paciência e mansidão.
Da Pátria vizinha
só tenho notícias
de sequestro da sigla
dos tupamaros,
De prisões, mortes
e desaparecimento
de líderes chavistas.
A vida pede de cada um
resiliência e serenidade.
De que há mais
de cento e sessenta
dias estão fechados
todos os tribunais
E do General e outros
tantos presos políticos
ninguém sabe mais.
A vida pede de todos
paz e reconciliação.
Atalanta
No Alto Vale do Itajaí
esplendoroso o meu
coração coloca o teu
povo amoroso aqui
bem dentro do meu.
O teu nome de hoje
foi pela vitória
na Copa da Itália,
A tua hospitalidade
é indelével marca.
Atalanta, jóia preciosa,
desta vida a tua
vitória será sempre,
A tua originalidade
é traço lindo e perene.
As tuas origens italiana,
alemã e polonesa,
construíram com fé
essa história brasileira
de tradições e beleza.
Com a Mata Atlântica
que fizeram e fazem
esta cidade romântica
que não se esquece
das araucárias
e dos teus indígenas.
Atalanta, jóia amorosa,
as preces nas igrejas
sempre te erguerão,
porque Deus sempre
ouve as preces da tua
gente boa de coração.
Nos lábios está
o grito do povo
para que nos
SALVEM a VIDA
do último General
a cavalo preso
INJUSTAMENTE
desde o dia
treze de março
do ano passado
em meio a uma
pacífica reunião
por um grande
país pacificado.
A clarinetista moça
foi libertada sob a
triste condicional
de estar subjugada,
o crime dela só
foi desabafar
na hora errada,
e por sentir demais
por todos como
poeta não é difícil
imaginar que já
está proibida
a minha entrada.
Do General não
se sabe
mais nada,
tenho feito um
esforço tremendo
para que esse
silêncio não
deixe a minha
alma envenenada.
Dizem sem ver
há mais de dois
meses que em
GREVE DE FOME
ele se encontra,
e a inconformidade
de minha parte
tomou conta,
estou aborrecida
de uma maneira
que tu não fazes
idéia e nem conta.
A Pátria vizinha
não é segredo
para ninguém
que não é minha,
mas o hemisfério
também me é,
latino-americana
nasci, sou
e consciente
de que bendito
é o povo
que reinvidica
pela vida de
cada um de
seus guerreiros.
O tempo do político
não é a emergência
de todo um povo,
O relógio do tempo
dele sempre
marcará diferente,
Por isso nem insisto
em discutir com
esse tipo de gente,
Busco por mim mesma
fazer um mundo novo.
O som da clarinetista
ninguém ouve mais,
A Justiça está foragida,
e é a única verdade que
existe e me faz realista.
Tem gente tão obscura
como deixaram
as águas de Osorno,
Tipo aqueles dois
que foram capturados,
E o interminável
diálogo de Barbados
Sob a lógica de Oslo
e impronunciáveis
bobagens do Inferno
de cinco letras
que me pisoteiam
ofertando uma
sorte desgraçada
para quem
veste ou não farda.
Do General não se
tem uma notícia
de certeza física
desde o dia 28 de abril,
Dele só se sabe que
está em greve de fome
Este fato nos consome
fatalmente aos poucos
E quem tem o dever
de nos responder tem
feito ouvidos aos moucos.
Não pode ser uma boa pessoa quem defende a morte de um povo em detrimento dos seus interesses. Quero distância de gente assim.
Não vejo a hora
de pararem com
a dança macabra,
Estou com o povo
para lembrar o quê
é mais dolorido;
Por mais que doa
não se esqueçam
do presos mais
antigos do Chavismo:
- Liberen a los polícias!
Pois deles nem
mais ouço falar,
Se ainda seguem
presos, me façam
o favor de soltar!
A espera da visita
da Alta Comissariada,
Já são 50 DIAS SEM
SABER DO PARADEIRO
DO GENERAL PRESO
INJUSTAMENTE,
Cantando canções
entre os dentes,
Distraindo-me
com versos
para outros fatos
latinoamericanos
E sofrendo junto
por gente que
nunca ouvi falar:
- Perdomo,
o Comissário 'fugiu'
pelas mãos
do autoproclamado;
e a conta sobrou
agora para você!
Na própria pele
o resultado
da prática de
um antigo ditado.
É coisa de cinema
põem a culpa
no mordomo,
Da mesma forma
que põem
no advogado;
Mãos violentas
dos coletivos
contra as minhas
irmãs venezuelanas
que se queixaram
do alto custo de vida
não vou perdoar;
Não deixem
apagar da memória
o sindicalista
da Ferrominera
que foi preso
porque exerceu
o direito
de se manifestar.
O povo está
farto de tanto
maltrato,
de pagar
por crimes
não cometidos,
E de gente
com poder
subindo
a cabeça neste
continente por
todos os lados.
As minhas veias
estão abertas
por tantas feridas,
Gentes e terras
muito sofridas.
O meu peito
está dorido,
O povo não
pode ser
mais penalizado
por guerras
de poder
e bloqueios infernais.
Erguidos estão
os meus braços
em clamor,
Por nossas mulheres,
infantes e soldados.
Pela Pátria
vizinha tenho
perdido o sono,
Porque ali
está preso
um General
sem culpa,
inocente
E incomunicável
em Fuerte Tiuna.
O aroma do genocídio
do povo indígena
pelo vento sul trazido
desde o altiplano
se fez reconhecido,
A tal doidivana
autoproclamada
não tem diferença
do falso militante
no meio da rua
de calça arreada,
Gente assim é capaz
de tombar um
hemisfério inteiro
se todo mundo
ficar sem fazer nada,
Essa gente apronta
tanto que
o tempo passa,
E do General preso
injustamente e da tropa
ninguém anda
falando de mais nada.
O aroma da multidão
jovem pisoteada
na favela,
É sinal de segurança
sem sentinela,
De baile e música
sem escolha;
De uma manipulação
sem limite,
De uma América Latina
crescentemente
colocada em convulsão.
Foi muito o sangue,
e agora escapa o lítio
Ainda não dá
para contar
o prejuízo assinado
pela doidivana
autoproclamada
e os seus companheiros
de pornochanchada:
a imprensa
segue censurada.
