Povo

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"Um Povo Não Organizado,
É um povo desgraçado/derrotado"

Ou adoramos o Rei Jesus, como os magos que vieram de outro lugar, que não eram o povo escolhido de Deus, eram gentios, mas que ainda sim entenderam a mensagem messiânica de um rei salvador que havia nascido; ou resistimos a Ele, como Herodes, que viveu no meio dos judeus, era seu rei mas nunca teve seu coração arrependido.

“Não há vitória em um povo que fala muito e ora pouco.”

ENTENDER:


A História, consequências, fatos, dor e sofrimento do povo sem ideologias nefastas e narrativas tendenciosas, pode levar a verdade...

Sou o nome que o estado pronuncia,
sou o rosto que o povo vê passar,
uma engrenagem da luz, do dia a dia,
feito para agir, servir e estar.
Nesta parte, sou de todos, sou vitrine,
sou a mão que aperta a mão da multidão;
uma história escrita para que se assine,
sob o olhar atento da vigilância e do chão.
Mas quando a porta se fecha e o som recua,
despojado da veste, do cargo e do papel,
encontro uma estrada que não é rua,
um silêncio imenso, sem teto e sem céu.
Sou, então, o que ninguém fotografa,
um segredo guardado onde o público não vai;
enquanto o mundo lá fora se autografa,
aqui dentro, o peso da máscara cai.
Entre o dever que me expõe e o que me guarda,
sou esse estranho equilíbrio, esse nó:
uma parte de mim é chama e salvaguarda,
a outra, um universo onde estou só.
( Viver e pertencer a si mesmo) Música.

O POVO LÁ DE CASA


O pessoal lá de casa era louco,
queimava pipoca e roia o coco;
Amava com gritos e chorava rindo,
Quando alguém caía: eu acho é pouco.


Era uma família grande, tinha burro e gênio.
Quando um vencia, o outro roubava o Prêmio.
Lá em casa não era democracia: era ditadura.
Meu pai era o mais calmo, minha mãe a mais dura.
Havia sabedoria, mas também muita loucura.
Era impossível imaginar
Que pudesse haver no meio dessa baderna, ternura?


E sim, havia amor, frustração, paixão, cura.
É claro que também se via amargura.
Não dá para negar que existe
Rebentos fortes, mas também tristes.
Mas eu sei que a matriz é feliz.
E quem de fora fala, não sabe o que diz.
Dos 13 ramos, um já se foi, outros criaram asas.
Eu, embora, longe, sinto orgulho de ter nascido lá em casa.

🎵 Voto Incônscio


Vejo a face sofrida desse povo,
que tem o corpo surrado
e a miséria nas mãos.
Trazem no peito a dor da fome,
na batalha da vida nada lhes basta.


Esse rosto sofrido, banhado por lágrimas,
essa marca que o tempo não apagou,
um povo semimorto, tratado qual animal,
por miseráveis políticos profissionais.


Ouço promessas e falas desses
ignóbeis homens,
que têm em seus planos serem herdeiros do poder.
Na hora do voto eles falam da fome,
mas depois de votar, tanto faz você morrer.


Bordam suas mentes com fachadas e mentiras,
suas máscaras escondem toda ignorância.
São discípulos de mercenários e suas ganâncias,
pobres preguiçosos, com seus corpos letais,
se intitulam ordeiros, mas rejeitam a paz.


Vejo um povo sofrido e sem horizonte,
que vive num submundo, dentro de barracos.
Não conseguem ir além da fome,
e caem aos pés da miséria, vestidos de trapos.


Eles criam suas próprias leis,
eles são reis,
de uma elite imunda,
que tenta nos injetar a inconsciência profunda.
São loucos, dotados de alarvia,
somos prisioneiros de uma falsa democracia.


Bordam suas mentes com fachadas e mentiras,
suas máscaras escondem toda ignorância.
São discípulos de mercenários e suas ganâncias,
pobres preguiçosos, com seus corpos letais,
se intitulam ordeiros, mas rejeitam a paz.


Eles criam suas próprias leis,
eles são reis,
de uma elite imunda,
que tenta nos injetar a inconsciência profunda.
São loucos, dotados de alarvia,
somos prisioneiros de uma falsa democracia.

É necessário manter o povo entretido com a esperança do céu, pois quem teme o julgamento eterno suporta a miséria terrena sem se revoltar, garantindo que a inveja da plebe não ameace a segurança dos poderosos nem a estabilidade do estado.

Imposto é fazer o povo dar dinheiro para o Estado viver no luxo e devolver o troco em forme de benefícios.

Carrego sangue judeu em
minhas veias e repudio O
ódio contra meu povo
assim como a violência na
Palestina. Que nossa
história nos ensine a
respeitar vidas, valorizar
nossas raízes e combater
toda forma de intolerância.
--Nereu Alves

O povo não quer sobreviver, quer competir com padrões de vida.

O nosso povo é assim: diz que sabe, sabe aquilo que pensa que sabe e acredita saber o que mais ninguém sabe.

Porque o Senhor fará justiça ao seu povo, e se compadecerá de seus servos; quando vir que o poder deles se foi, e não há preso nem desamparado.

Bíblia Sagrada
Deuteronômio 32:36.

Seria eu como o povo de Lisboa? Após o abalo reerguer-me-ia, vezes sem conta?

O povo segue alienado pela mídia. Enquanto isso o futuro da nação sendo corrompido pela indiferença e incompetência do mercado de trabalho disfarçado de teatro e discurso.


Um monte de gente fingindo e outras olhando, enquanto isso, quantas trabalhando?


Já perdeu a graça transformar amor e justiça em fanatismo e cobiça.

⁠Não se fica rico trabalhando, e sim, saindo da bolha de povo recalcado.
Riqueza aqui pode não ser bens materiais

É hora de renovar
Acorda gente, acorda povo!
Inverter o caminho, procurar novos horizontes
Semear algo novo
Sonhar com um futuro melhor
Poder acreditar em mudanças
Acorda gente, acorda povo!

Um povo livre por dentro não pode ser governado da mesma forma.

Crônica do Reino Onde o Povo Não Cabe
Ó terra formosa, de rios largos e sol antigo,
onde o chão é fértil, mas o pão é curto,
ergue-se um reino que se diz mãe,
mas que só embala alguns filhos no regaço
e lança outros ao frio da madrugada.
Neste reino de Angola
— que outrora cantou esperança
como quem canta a liberdade recém-nascida
—governam senhores de palavra grossa e ouvido fino,
mais atentos ao eco do próprio nome
do que ao clamor do povo que sangra calado.
Há um partido, não feito de todos,
mas de escolhidos.
Aos que juram fidelidade, chama “companheiros, camarada...os camaradas”;
aos que ousam pensar, chama “inimigos”.
E assim divide o corpo da nação
como espada que corta a própria carne.
Prometeram pão, mas deram discursos.
Prometeram justiça, mas semearam medo.
E enquanto o povo sua na lavra da vida,
os senhores banqueteiam-se em mesas altas,
onde a miséria não tem lugar nem nome.
Oh pátria minha, por que consentes tal trato?
Por que permites que te amem apenas em tempos de voto
e te esqueçam nos dias de fome?
És cantada em hinos, mas negada na prática;
és exaltada nos palanques, mas ferida nas ruas.
O pobre, que é maioria, tornou-se estrangeiro em sua casa.
O jovem, que é futuro, virou ameaça.
E a verdade, que deveria ser farol,
foi vestida de mentira
para não ofuscar os olhos do poder.
Mas saiba o reino — e saibam os senhores —
que nenhum poder dura quando despreza o povo,
pois a história, severa mestra,
cobra com o tempo aquilo que o medo adiou.
E virá o dia em que Angola não será partido,
nem cor, nem clã,
mas casa comum, onde ninguém será inimigo
por pensar,
nem excluído por existir.
Até lá, canta-se esta crônica
não por ódio, mas por amor à pátria,
pois quem critica por justiça
é mais fiel
do que quem aplaude por conveniência.

Quando, em um país, a elite criminosa é defendida por um povo acéfalo, o futuro da nação é comprometido.