Porque sou assim
Não sou um livro aberto
Não sou uma ilha
Sou terra habitada
Por hábito e mobília.
Sou feito de barro
Que chora e se humilha
Que sofre e tem medo
Da sombra da noite
Que guarda o segredo
Do eterno retorno
Que traz recomeço
Do trágico querer
Me perco no sonho
Do dia futuro
Construindo um muro
Em volta de mim, para permanecer.
A carne se esgaça como roupa velha
A alma se estica pra não se perder
Não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo.
Sou apenas uma alma presa na melancolia de um passado inflamado, tentando pôr em palavras traumas que jamais conseguiria verbalizar senão por meio de textos.
Mais um dia... E milhões de motivos para agradecer!
Sou grata pelo imenso amor que Deus tem dispensado. Reconheço que sua misericórdia tem me alcançado, pois mesmo diante de todas as adversidades, sinto Sua mão me conduzindo pelo melhor caminho. Em todos os momentos Ele trabalha, e as bênçãos acontecem.
Não importa se as experiências foram positivas ou negativas, elas moldaram quem eu sou hoje. Sou grata a todas as pessoas que estiveram em minha vida, mesmo aquelas que me causaram dor. Agradeço àqueles que me amaram verdadeiramente e aos que me utilizaram para benefício próprio. Agradeço também a quem disse "eu te amo" com sinceridade, bem como àqueles que disseram essas palavras de forma egoísta. Afinal, foram todas essas situações que me fizeram crescer e me tornar mais forte.
Acima de tudo, sou grata a mim mesma. Sou grata pela minha capacidade de encontrar forças para levantar e continuar, não importa quantas vezes eu tenha caído. Agradeço por nunca desistir e sempre acreditar em mim mesma. É essa resiliência que me permite superar qualquer obstáculo e seguir em frente, independentemente das circunstâncias.
Portanto, sim, agradeço a todos aqueles que fizeram parte da minha jornada até agora. Seja para o bem ou para o mal, cada experiência contribuiu para a pessoa que me tornei. E continuarei a agradecer, mesmo que nem todos compreendam o impacto que tiveram em minha vida. No fim das contas, sou grata por ser quem sou hoje, com todas as cicatrizes e aprendizados que trago comigo.
- Edna Andrade
Por mais que os problemas e adversidades possam surgir em meu caminho, sei que sou capaz de superá-los. Pois, quando tenho Deus como meu alicerce, não há tormenta que seja grande demais...
- Edna Andrade
Carrego em mim o silêncio do outono,
onde cada folha que cai, me ensina a deixar ir.
Sou feita de pausas, de raízes e de
renascimentos.
- Edna de Andrade
Neste caminho de determinação e confiança, sou grata por cada aprendizado, por cada desafio que me fez crescer. Não importa o quão difícil pareça, sei que estou no caminho certo. Com Deus guiando meus passos, sei que sou imbatível e que a vitória será minha.
- Edna de Andrade
Sou feita de cuidado.
Das palavras que não querem apenas dizer, mas tocar.
Dos gestos que não aceitam o mais ou menos — porque aprendi que o que é feito com verdade precisa ser inteiro.
Sou educadora por vocação, escritora por essência.
Não me contento com o raso.
Busco profundidade.
Quero beleza com propósito, imagem com sentimento, texto com alma.
Tenho um olhar apurado para os detalhes e gosto de transformar o simples em algo memorável.
Sim, sou exigente — mas não por vaidade.
É por respeito ao que acredito, ao que entrego, ao que represento.
Sou ponte: entre o sensível e o profissional, entre o lúdico e o necessário, entre o afeto e a ação.
Sou raiz e voo. Palavra e silêncio.
Não passo pela vida apenas — eu deixo marca.
Não crio só conteúdos — eu cultivo sentimentos.
E isso… não se aprende em qualquer lugar.
É dom. É missão.
É ser quem eu sou: com presença, entrega e amor.
Eu sou aquela pessoa que sente o mundo com mais intensidade do que parece.
Que se comove com o pôr do sol, mas também com uma palavra dita com ternura.
Que se perde em pensamentos bonitos e se encontra em silêncios que ninguém nota.
Carrego na alma uma mistura de força e delicadeza; e talvez seja isso que me sustenta.
Não sou de grandes barulhos, mas tenho uma fé imensa nas coisas simples:
num gesto de carinho, numa lembrança boa, num recomeço que chega sem aviso.
Eu sou aquela pessoa que continua acreditando,
mesmo depois das tempestades,
mesmo quando o coração cansa,
mesmo sem garantias de que vai dar certo.
Porque, no fundo, sei que há uma beleza discreta em seguir sendo quem se é,
mesmo quando o mundo pede máscaras.
— Edna de Andrade
Eu sou apenas um rapaz latino-americano,
Sem dinheiro no banco,
Sem parentes importantes.
Mas nesse instante,
Eu faço emergir todo o amor que há na terra,
Falo para aqueles, por aqueles e para ela...
Todo amor que há na terra,
Mas nem todo amor que possivelmente encontro
Em jantares à luz de velas.
Pois seu amor por mim vela,
Mas vela numa imensidão que me carrega e me leva,
Mesmo sem a sua percepção,
Que parece ser uma cor fraca na sua aquarela.
Nesse vazio demográfico, país tropical,
Todo mal cai por terra ao avistar o teu astral.
Me sinto preenchido, me sinto sensacional!
Sujeito de sorte: Ano passado eu morri,
mas esse ano fiz um cavalo de pau.
Não satisfeito, lembro de São João Paulo
E sinto a solidão original.
Se tua aquarela se estendeu ao ponto
De eu não tê-la totalmente decorada,
Então me abraça, me leve
E me faça da sua fantasia.
Fantasia que vem do Grego,
Mas se agregou ao Latim.
Se eu te amo, eu te vejo
E se eu te vejo, eu choro por ti
Porque se um dia precisar
Hei de regar, hei de cuidar do teu jardim
E enquanto não chega a morte, ou coisa parecida, ou coisa parecida
Aparecida, rogai por mim!
Sou venezuelano, cheguei no Brasil sem falar português, só com 20 reais, sem conhecer ninguém é trabalhando conquistei carro, casa, apartamento... vítima da sociedade não existe.
- Luis Gonzalez Angelino
Não me importa o seu nome, sobre nome ou status. Sou seletivo, gênio difícil, indomável e se não fizer por onde não irei gostar de você!
Cada passo teu ressoa como feitiço, dissolvendo as margens do que sou.
Tento manter-me na escrita — mas as letras tremem, hesitam, falham.
O balanço hipnótico dos teus quadris desarma meu verbo, dispersa minhas rimas.
É um balé blasfemo que me despe da razão.
Eu — eu mesmo:
sou aquele que, de si,
tudo e nada sei.
O que não deveria saber,
ainda assim, sabendo,
de mim quero o bem.
As pernas perguntaram para a mentira:
— Por que dizem que eu sou curta?
A mentira respondeu, vaidosa:
— Porque eu não deixo você ir longe.
Mas a tecnologia entrou na conversa:
— Errado. A mentira não tem pernas curtas.
A mentira sorriu, aliviada:
— Finalmente alguém me defende!
A tecnologia se aproximou e sussurrou:
— Mentira, você não tem pernas.
Eu cortei todas elas.
E comigo…
você não vai a lugar nenhum.
