Porque sou assim

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Sabe o que eu mais gosto em você?
Seu jeito me olhar,de me aceitar do jeitinho que eu sou

Tenho o meu próprio mundo, leis e regras são ditadas por mim. Sou livre para amar-te, sou tua...assim é o meu mundo: quem manda e comanda é o amor !

eu sou a bosta do boi, eu sou a bosta fedida

Meu vicio é sonhar, sou viciada...minha droga: você !

Não faço mistério de minha fé filosófica: - eu sou materialista no bom sentido da palavra.

Tobias Barreto
BARRETO, T. Menores e loucos em direito criminal. Recife : Typographia Central, 1886.

Não sou de desistir fácil. As vezes só dou um tempo... Tomo fôlego para tentar tudo de novo.

Oh minha doce
Minha Linda
Minha Flor
Minha Querida
Sou grato a deus por tela em minha vida
te amo tanto mais do que imagina

Eu tenho duas qualidades horriveis. A primeira delas é que sou muito detalhista, as vezes uma simples palavra, um gesto, um olhar ou até mesmo um tom de voz diferente me faz pensar milhares de coisas, e fico com isso na cabeça por um bom tempo. A segunda é que não esqueço fácil das coisas que acontecem, das palavras que falam, dos gestos que fazem, e isso também me deixa, as vezes, encabulado. E confesso que nem sempre é uma coisa boa ser assim... Mas não é a gente que escolhe ter essas qualidades, ou defeitos dependendo do ponto de vista ou da situação, elas vem com a gente, são da nossa natureza. Por isso, não me vanglorio nem me desprezo por ser assim, apenas tento usar isso da melhor maneira possivél e tirar proveito disso o quanto puder.

sou como sou sempre serei eu sou eu asim bem asim esse sou eu

Esclarecimento para os de fogo

eu sou água:

evaporo e sumo - ou me deixo ser guardada nalgum canto
escassa e exagerada, líquida e sólida, fria e quente
doo, a mim e em mim – seja por mudança ou presença, seja por transformação ou estagnação, seja por necessidade ou não.corro, escorro, caio: só paro se congelada – mas aí já é prisão.

Tal como água, só sirvo se limpa: que seja claro.
Odeio poeiras:
incertezas, inseguranças, indecisões, imprevisões, ins quaisquer que me trazem a confusão - que já tenho em mim e que só faz crescer com os outros.

EU SOU ÁGUA:
apago-te ou incendeias logo tudo de uma vez.

À Deriva.
Minha vida... um barco... um porto. Nesta viagem sou protagonista de subidas e descidas, subindo e descendo conforme o balanço das ondas. Graças aos familiares e amigos não perdi o horizonte. E... quando náufrago, este amparo é a âncora que me apoio enquanto busco um novo rumo.

Eu nao tenho amigo e nem amigas eu sou do bloco do eu sozinho

É e foi de tanto levar não,que quando recebi um sim da vida não pensei duas vezes...e hoje sou feliz.

Que bobo sou eu...
as pessoas querendo o mundo inteiro
e eu querendo só um beijo teu...

Não tem conto de fadas dessa vez pra mim, eu não sou a princesa que você sonhou.

Sou intenso como o vento de um furacão, chego sem avisar, deixo rastos por onde passar, porém não venho para destruir mas sim para renovar, mudar as coisas de lugar, um terreno árido revirar até coisas boas encontrar, sentimentos nele semear mesmo que eu passe por um segundo em qualquer lugar do mundo.

Sou pássaro.
Voo longe... Nas ideias, nas distâncias, nas ausências...
E sempre pouso ao teu lado
E mesmo quando viajo para longe, quando dias longos distante fico; É para teus braços que volto, é em teu ninho que descanso, mesmo achando tantos outros pelos meus caminhos. É sobre seus cuidados que recupero as minhas asas quebradiças e em teu colo macio que curo o meu cansaço...
E assim como todo e qualquer pássaro preciso voar... Necessito sentir a brisa entre minhas asas e perceber minhas penas tremendo com o vento, me levando para longe.
Mantenha a serenidade... Mantenha a calma, amada minha
Pois logo volto!
Sempre amor meu, sempre volto!

Eu sou aquela tua perturbação
Aquele sono não dormido
Aquele seu ódio reprimido

Mas sempre fui também ..
Aquele sorriso
Aquele idiota que lhe faz rir
Aquele que sempre vai estar esperando
Aquele que já não liga pra ninguém só pra você
Aquele que promete fundos e mundos.

Com brinco na orelha,
Brinco de ser do avesso.
Mas tão comum que só,
Do avesso não sou mais.
Tão igual a tais rapazes,
Fazer diferente, contra o que já é.
Ah! Tanta confusão
Que nem sei onde estão minha certezas,
Se é que são minhas.
É como não comer galinhas
Sem saber a razão.
Seguidores.
Quantos tropeços terão de sofrer para entender?
Padecer até que a morte vos ou te pare!
Vestindo mascaras,
Brincando de bocas e caras.
Custa caro meu caro.
Meu carro que nem quero ter,
Aliás, nem tenho.
É desdenho, mas não quero comprar.
Aperte para cabe-lo em seu bolso,
Alerte para cabelo em seu bolo.
Tolo!
Quem sou eu pra julgar seu brinco?
Se também sei brincar.

... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza (de quem eu sou). Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...)
(Alice no país das Maravilhas/ Lewis Carroll)

Esse é um dos meus trechos preferidos da obra Alice no País das Maravilhas. Parei pra pensar que o verbo mudar é uma das prioridades na nossa vida. Mudamos sem querer, sem perceber. Quando nos damos conta, passamos de lagarta à borboleta. Já analisou o quanto a lagarta sofre até se transformar em borboleta? Por instinto, ela sabe que algo de muito grande acontecerá em seu organismo e que terá que sair do cômodo e seguro casulo para enfrentar o desconhecido.

Há algum tempo, a palavra mudar representava um fardo. Acredito que muito disso se devia ao fato de supor que havia vivenciado poucas mudanças na minha vida. Nunca mudei de endereço. Também nunca mudei de escola. Passei no vestibular e fiz uma única faculdade, numa cidade próxima a minha, e eu ia e voltava todos os dias para minha casa, ou como a lagarta, voltava todos os dias ao meu casulo. Sempre afirmei: “Sou frustrada porque não mudei quase nada em minha vida.”

Até que a ficha caiu. Como eu podia dizer que vivenciei poucas mudanças, se já não sou a mesma que era? Na minha rua, as casas ao meu redor mudaram, a minha casa internamente mudou, o portão foi camuflado de outras cores, assim como as paredes e janelas... Foi nela que aprendi a caminhar e vi minha filha caminhar. A escola mudou de tamanho, adaptou espaços, mudou até, pasmem, alguns pensamentos arcaicos, além de me fazer a questionadora que sou hoje em relação às regras impostas pelas religiões. A faculdade abriu um leque de possibilidades, discussões, amizades despretensiosas e me deu até um namorado. Como eu poderia dizer que não mudei? A verdade é que mudamos todos os dias.

Pegue uma foto de anos atrás. No meu caso, vejo as mais variadas cores de cabelo, time, estilos de roupa, festas, gosto musical. Quando reviro o baú agradeço ao senhor chamado tempo. Me sinto melhor agora do que há 4 anos. Agora, reflita sobre as mudanças de dentro pra fora, que possuem um impacto maior no que você é. Aquelas que por estarmos tão acomodados demoramos a reconhecer. Certamente você dirá: “Nossa, como estou diferente.” Todas as mudanças foram causadas por experiências ao longo de sua vida de lagarta.

Pensando bem, há algo gracioso em ser lagarta, porque ela representa o caminho que se percorre ao experimentar momentos diversos, mesmo que estes sejam sinuosos e carregados de sacrifício, dor e incertezas. E o bonito de viver não é isso? Poder mudar de ideia, de opinião, de profissão, de decisão. Até que um dia, sem perceber, você está alçando voos. Virou borboleta.

Karem Moraes