Porque sou assim
_Você gosta muito dela, né?
_Gosto. Mas eu nunca disse nada, é tão evidente assim?
_ Às vezes as evidências ficam naquilo que você não diz.
Ricardo F.
Cada momento é um ensinamento, aproveite esse divertimento.
Sei que não mereço mesmo assim agradeço, cada tropeço que proporcionou o recomeço.
É o seu defeito não ser perfeito? Então se for assim, é o defeito de todos aqueles que não notaram sua perfeição.
Me deixa ser palhaço, que assim eu fico melhor. Gritando deslumbrando perdendo a minha voz: do amor do amor!
Sendo assim,
libera sua TSUNAMI.
Libere sua ALMA.
Deixa fluir o que te COME.
Deixa gritar teus SENTIMENTOS.
Os criadores para nós mentiram no fim, Pelos deuses nós fizeram assim para agradá-los mantendo tudo em paz, Deixando todos os erros para atrás, Nós nunca deveríamos existir nesse plano dimensional, agora estamos sofrendo e a culpa é sua conhecerá nossa dor final.
Assim como a composição poética é uma pintura em forma de letras, a mulher é uma pintura em forma de uma encantadora criação
O Sorriso dela
E quem viu o sorriso dela
Aquele do nada
Sempre assim do nada
Sem motivo especial
Viu o quanto ela é feliz
O quanto sempre foi
E sempre buscou
Sabia que o brilho dela
Era seu sorriso
E que nada e nem ninguém
Lhe tirava o seu sorriso
A alegria da sua alma
Calma, serena
Feliz por si só
Amor sem fim!
Dor no meu peito...
Sai desse jeito tão simples assim tenha compaixão de mim...
Te amo enfim nesse coração que não tem fim...
Sabiamente, há homens, que não usam serviços lúdicos, mesmo assim, chegam à altura e sabedoria de nossos pais.
Bonito de doer! Nossa senhora! Assim percebemos, eu e minha amiga, um jovem de altura [in]desejável (para elas que apreciavam os pequenos) pedindo “seiscentos gramas de queijo coalho fatiado, por favor”!
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Acostumas a ouvir seiscentas sempre...Seiscentos gramas foi demais! O suficiente para fazer voar a imaginação de nós duas sobre aquele rapaz na padaria, véspera de feriado e sozinho às 7 da noite.
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Minha amiga (Yah) é do mundo, mas nasceu em Caruaru, interior de pernambuco(logo alí), terra do famoso Mestre Vitalino, jovem(vinte e poucos anos), artista(atriz das boas), desinibida, linda, cult, inteligente, urgente, emotiva, estudou ballet, piano, leu mil livros, escreve e é quase realizada na vida.
Eu (Adriana)também do mundo, nasci em Serra Talhada, sertão do mesmo estado(lá na "baixa da égua", como dizia vovó quando o lugar era longe) terra de um cangaceiro chamado Lampião. Estudante, chata, pragmática, apressada, intolerante, às vezes engraçada, apaixonada por cinema, quadros, tintas, pincéis, artesanato, adereços, saias, havaianas, livros...
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- Acho que é de fora, tinha sotaque diferente.
- Será que é solteiro?
- É nada. Um gato daquele não ia ta sozinho nunca!
- Ele pode ser novo na cidade, tem cara de estudante.
- Será gay?
- Não, acho que não. Mas se for, não parece.
Sim porque, em Recife, fora noivo, casado, gay, padre e os mal educados que comem de boca cheia, falam seiscentas, arrotam e peidam sem cerimônia, não sobra nada que se aproveite.
- Acho que é estudante de mestrado vindo de algum lugar.
- Estudante, inteligente e pelo jeito mora só, pois pediu queijo fatiado, sinal de quem não tem empregada e não queria ter trabalho na hora de assar.
Para quem não sabe, queijo coalho só presta assado.
Assim a conversa rendeu por horas a fio.
O fato é que elas chegaram em casa e só então lembraram o feriadão e a falta que o pão que elas esqueceram de comprar faria nos dias seguintes em que tudo era fechado. Mas não pareciam se incomodar, pois o gato da padaria pedindo seiscentos gramas de queijo coalho-fatiado- compensava qualquer necessidade de comer.
Mentira!
Elas cozinharam como nunca, inventaram pratos ótimos e passaram muito bem, mesmo sem pão e sem romance.
Depois Yah comentou que ele poderia ser de fato solteiro e estava em companhia de amigos em um apartamento mal arrumado qualquer ali pertinho.
Eu achei por bem acreditar, considerando a quantidade generosa de pão e queijo comprados a suposição me pareceu apetitosa para uma viagem rápida ao mundo fantástico de bobby.
Eu e Yah tínhamos vasto histórico de romances fracassados parecidos e mesmo não apreciando os aproximados 1.80m de altura do rapaz, era bom imaginar que ele servia para qualquer coisa.
Uma amizade, um rolo e por que não, um namorado?
Que sonho!
Ele era fofo, gentil e doce no modo de falar, não parecia gay e àquela altura do campeonato solitário de nós duas, com a chuva daquele fim de semana tão longo...
O cansaço da busca pelo ideal -inexistente- [bonito, inteligente, pequeno, solteiro, independente e hétero] deu lugar ao essencial.
A importância de ter alguém na vida que (lógico, entre outras virtudes indispensáveis à nossa exigência) naquele momento soubesse apenas pedir por favor 'gentilmente' e falasse: seiscentos gramas.
