Porque

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⁠Fujo do Amor (mas ainda espero por ele)

Eu fujo do amor.
E não é porque não acredito.
É porque, quando ele chega, eu tremo.
Tremo porque já acreditei antes…
E fiquei com as mãos cheias de nada.

Eu fujo do amor porque ele sabe entrar,
mas nem sempre sabe ficar.
E eu tenho medo.
Medo de ser mais uma vez abrigo temporário.
De ser casa que acolhe e depois vira lembrança.

Mas eu também quero.
Quero esse amor que não chega gritando,
mas se aproxima devagar e fica.
Que entende o meu silêncio.
Que não me cobra ser forte o tempo inteiro.

Fujo…
mas se me olham com verdade,
se me tocam com cuidado,
eu desarmo.
Porque, no fundo, eu ainda espero.

Espero por alguém que venha com presença,
com firmeza no gesto e leveza no olhar.
Que me beije como quem tem tempo.
Que me deseje, mas também me cuide.
Que não corra quando me encontrar vulnerável.

Então sim, eu fujo.
Mas se for amor de verdade…
pode vir atrás de mim devagar.
Pode me alcançar.
Pode me mostrar que amar não é sempre perder.
E que, dessa vez,
eu não vou precisar me despedir de novo.

você não parou de falar porque deixou de sentir.
você parou porque sentiu demais.
você tentou explicar com calma.
tentou de novo, com paciência.
depois tentou já tremendo por dentro.
até que um dia percebeu que estava lutando sozinha numa conversa que deveria ser a dois.
e então
você cansou.
não é orgulho.
não é frieza.
não é indiferença.
é exaustão.
é quando a alma decide que não vai mais implorar para ser compreendida.
é quando você entende que insistir demais também é uma forma de se abandonar.
agora você observa.
em silêncio.
não porque não tem o que dizer
mas porque finalmente entendeu que quem quer ouvir… escuta até o que não é dito.

14 de junho de 2026


Há escolhas que o mundo não compreende porque foram feitas em silêncio.


Ninguém vê as conversas que tivemos com nós mesmos. Ninguém presencia as renúncias que acontecem longe dos olhos alheios. As pessoas enxergam apenas o resultado e, muitas vezes, o confundem com ausência, quando na verdade é presença.


Eu não me afastei daquilo que desejo.
Eu apenas aprendi a honrá-lo.
Porque existem encontros que não cabem na pressa. Existem entregas que não suportam superficialidades. E existe uma parte de mim que acredita que algumas experiências da vida carregam peso demais para serem vividas sem significado.


Talvez por isso eu tenha escolhido caminhar devagar.
Não por medo de sentir, mas porque sinto profundamente.


Não por falta de coragem, mas porque compreendi o valor daquilo que ofereço quando permito que alguém se aproxime.
O tempo me ensinou que afinidades não são raras. O que é raro é encontrar alguém disposto a permanecer depois que os encantos imediatos passam. Alguém interessado em conhecer os territórios que existem para além da aparência, para além das conveniências, para além das expectativas que costumamos projetar uns nos outros.


É isso que espero.
Não uma pessoa para ocupar espaços vazios.
Mas uma presença capaz de compartilhar espaços já preenchidos.


Alguém que compreenda que intimidade não começa quando as distâncias físicas desaparecem. Ela começa muito antes, quando duas pessoas deixam de se esconder atrás das versões que mostram ao mundo e se apresentam como realmente são.


Eu poderia viver muitas histórias.
Mas escolhi preservar a possibilidade de viver uma que faça sentido.


E essa escolha nunca significou ausência de desejo. Pelo contrário. Quanto mais consciente me tornei de quem sou, mais compreendi a profundidade dos meus anseios. Eles não desapareceram. Apenas deixaram de conduzir minhas decisões.


Hoje, aquilo que busco não pode ser medido pela intensidade de um instante, mas pela capacidade de sustentar o que vem depois dele.


Porque existem conexões que passam.
E existem conexões que transformam.
São essas que espero reconhecer quando chegarem.


E até lá, sigo cuidando daquilo que um dia pretendo entregar: minha verdade, minha inteireza e a capacidade de amar sem me abandonar no caminho.

Quem olha e enxerga por dentro, reconhece.

Não porque sabe tudo sobre o outro, mas porque percebe aquilo que nem sempre é dito. Enxerga as marcas escondidas atrás dos sorrisos, os silêncios que carregam significados e as verdades que não cabem nas palavras.

Quem enxerga por dentro não se detém apenas na aparência das coisas. Vai além da superfície, atravessa as camadas que costumamos mostrar ao mundo e alcança aquilo que permanece quando todas as máscaras caem.

Talvez por isso o verdadeiro reconhecimento seja tão raro.

Porque reconhecer alguém não é apenas identificá-lo. É perceber sua essência. É enxergar a beleza que não se exibe, as dores que não se anunciam e a força que muitas vezes nem a própria pessoa sabe que possui.

E há algo ainda mais profundo nesse encontro.

Quem enxerga o outro com verdade acaba, inevitavelmente, encontrando a si mesmo pelo caminho. Porque cada alma reconhecida desperta um reflexo. Cada profundidade acolhida revela uma profundidade que também habita em nós.

Os olhares mais sensíveis carregam esse dom. Não apenas observam; compreendem. Não apenas percebem; acolhem.

E quando dois olhares capazes de enxergar por dentro se encontram, acontece algo raro: deixam de procurar explicações e passam apenas a reconhecer.

Como quem finalmente encontra, no olhar do outro, uma parte esquecida de si.

Hoje o coração ficou quieto demais.


E quando ele fica assim, não é porque não tem o que dizer. É porque sentiu além das palavras, atravessou emoções que não couberam em nenhuma conversa e guardou em silêncio aquilo que ainda não conseguiu traduzir.


Há sentimentos que não gritam, não pedem atenção, não fazem alarde. Apenas se recolhem para dentro de nós e permanecem ali, ocupando espaço, pedindo tempo para serem compreendidos.


Hoje o coração ficou quieto demais.


E talvez esse silêncio seja apenas a forma que ele encontrou de acolher tudo o que sentiu.






22 de junho 2026

Entre a menina e a mulher

Tenho andado sozinha.

Não porque não queira companhia, mas porque há caminhos que ninguém pode percorrer por nós. Há silêncios que precisamos atravessar sozinhas, perguntas que somente o tempo sabe responder e versões de nós mesmas que precisam partir para que outras possam nascer.

Tenho andado assim: aprendiz, menina, mulher.

Às vezes, ainda sou aquela menina que se assusta diante do mundo, que procura abrigo, que acredita, que espera, que guarda sonhos como quem protege uma pequena chama do vento. Em outras, sou a mulher que a vida foi esculpindo à força de perdas, recomeços, esperas e algumas dores que ninguém viu.

E talvez crescer seja justamente isso: não abandonar a menina que fomos, mas aprender a acolhê-la com os braços da mulher que nos tornamos. Quando me perco, já não procuro alguém para me encontrar. Volto para dentro, procuro os pedaços que deixei pelo caminho, recolho meus sonhos, escuto meus silêncios e sigo.

Porque descobri que, muitas vezes, quando penso que estou perdida, estou apenas deixando de ser quem já não cabe em mim. Tenho andado sozinha, sim, mas já não caminho vazia. Levo comigo a menina que ainda sonha, a mulher que aprendeu a resistir e todas as versões de mim que tiveram coragem de continuar.

E talvez seja esse o meu verdadeiro encontro: quando me perco da menina, encontro a mulher. E quando encontro a mulher, finalmente compreendo que a menina nunca esteve perdida. Ela apenas estava me esperando crescer o suficiente para voltar para casa.

Você era vermelho e gostava de mim porque eu era azul
Você me tocou e de repente eu era um céu lilás
Então você decidiu que roxo apenas não era para você

Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti. (Isa 26:3)

4 Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é. Deuteronômio 32:4

Disfrutamos do calor porque já sentimos frio. Valoramos a luz porque conhecemos a escuridão. E compreendemos a felicidade porque conhecemos a tristeza.

Que não nos falte esperanças
para o próximo mês,
porque Deus está no controle de todas
as coisas para o nosso bem.
Que os nossos desejos se coincidam,
ou se não, seja feita a vontade dele,
porque não existe ninguém que conheça
mais as nossas necessidades que ele.

"Quem quiser gostar de mim, tem que ser por amor, porque dinheiro eu não tenho e beleza tá em falta"

O homem é um vago bicho sem destino
que nasceu em cima desta terra,
sem saber porquê nem para quê.

Hoje parei para pensar: Como será um homem apaixonado? Porque existem vários por aí, mas àquela definição clássica, como nos livros, como a humanidade tem sobre a mulher, não existe sobre o homem. Mas por que? Eles são diferentes? Especiais? Retardados? Ou simplesmente, indefinidos? Para os bons olhos de uma reliz ser humana ( a que lhe escreve esse singelo texto ) vi que há três tipos de apaixonados. Àqueles que parecem uns otários. Quando estão apaixonados riem de tudo, falta só colocar um chapéu de palhaço, um nariz de palhaço e sair correndo mil léguas só pra provar sua paixão. Homens desse tipo, são fáceis de ser descartados porque as mulheres sentem medo. Medo de se envolverem com um palhaço, dormirem com um palhaço e acabarem se tornando PALHAÇAS. Palhaços não? Há também aquele tipo calado. O cara ta se rasgando de amores pela mulher, quase morrendo, chorando dias e noites, mas não fala nada. A beija como se fosse a última vez, faz amor como se fosse morrer no próximo minuto, mas não confessa sua paixão nem por um decreto presidencial. Homens assim também correm o risco de perder as pessoas mais importantes e especiais que aparecem na sua vida, simplesmente pelo fato de NÃO FALAR. Talvez a mulher esteja completamente apaixonada por ele, demonstrou, mas cai fora porque ele escondeu. Burro não? Há também, para finalizar, aqueles homens "quase perfeitos". No primeiro momento se declaram para a amada. Não vou incluir flores e uma serenata de violões porque já é demais. Mas assim que ele sente que está apaixonado, chega em sua amada e diz o que sente. Se for recíproco, ótimo, são felizes para sempre ( mentira, até quando durar a validade ou alguma vaca aparecer), mas se não for, ele entende perfeitamente e segue sua vida até procurar sua nova paixão. Homens assim são raros no mercado.Resumindo, só em novelas e filmes mesmo.

Eu nunca me apaixonei por você, mas sempre gostei muito. Principalmente porque achei que você gostasse de mim. Admirei seu coração e respeitei seus medos. Agora, já não sei se ainda sinto.

Porque quem vive em torno de mentira já tá morto de verdade.

Senhor, preserva em mim a bondade, porque de inveja já basta os olhos que me cercam!Por isso, os conceda percepção para poderem ver e a viver a vida de uma maneira melhor: - Sabendo agradecer pela felicidade dos outros, e pedindo que um dia posso desfrutar da mesma alegria que vê nos olhos do próximo...
Afinal, a emoção todo mundo conquista, é viver para você mais e para os outros menos! Cada um tem sua história e
suas chances,
não é culpa de alguém ter um momento que você nunca teve,
mas é culpa sua, não buscar a felicidade,
comparando sua vida com a dos outros ...
Tudo o que não temos de bom, isso dependeu e depende de nós!Por isso, esqueça todos e faça o certo pra você.

Priorize quem te prioriza.
Valorize quem te valoriza.
Seja bobo.
Porque o amor é meio bobo.
Só não seja boboca.
Seja cordial.
Seja educado.
Trate o outro como você gostaria de ser tratado.
Viva em paz.
Cercado de quem você gosta e de quem gosta de você.
O amor atrai.
O ódio repele.
A indiferença só te faz deixar de viver coisas incríveis.
Você só tem esta vida pra viver.
E o que você leva da vida?
A vida que se leva.
No fim, estamos indo de volta pra casa.
Todos nós.

Me diz porque voce me feriu
Me responde o que eu te fiz
Me diz porque voce deixou que eu fosse embora
Me diz porque voce nao veio atras de mim
Por que voce me esqueceu
Nao era assim que eu sonhava
Nao era assim o meu final
Por que voce desistiu
Poque voce nao lutou por mim
Eu sei voce me feriu me fez chorar
Mas eu nunca deixei de te amar
Tava pronta pra te perdoar
Mas voce nao veio pedir meu PERDAO
Me diz porque .....
Me responde se Aquele amor que vivemos era falso
me responde por favor que se assim for
eu desisto de te esperar...

Há momentos em que nos sentimos abandonados porque nos esquecemos da onipotência de Deus. Ele tudo vê. Então é preciso acreditar e ter a certeza que nada é impossível aos olhos Dele.