Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Oxalá, Alá, Jeová, Buda, Deus, Vários nomes e um só Deus. Respeite a minha religião e eu respeitarei a sua, desrespeite a minha religião e eu respeitarei a sua, o seu preconceito é falta de conhecimento, o meu respeito é puro conhecimento.

"Eu não posso falhar, isso é tudo que eu sou"

O ponto é, eu sou estranho, mas eu nunca me senti estranho.

Eu não pretendia sentir por ele um amor ardente e nem tampouco ele parecia esperar isso de mim.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança, desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.

Bíblia Sagrada
1 Coríntios 13:11 (Versão Católica)

ANIVERSÁRIO

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. 1944

Nota: Trecho do poema Aniversário, escrito por Fernando Pessoa usando o pseudônimo de Álvaro de Campos.

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Se eu mudei?
É claro, hoje eu me valorizo mais. Não deixo qualquer palavra de qualquer pessoa me atingir, não choro pelo que não vale a pena, não imploro amor de ninguém, descarto falsidade e não corro mais atrás de quem eu sei que não me quer por perto.

Eu sempre o amaria e isso nunca, jamais, seria suficiente.

“Vai passar” não me consola. “Eu te amo” não me prova nada. “Conte comigo” não quer dizer que é meu amigo. “Estou confuso” não é motivo para dar um tempo. ”Estarei com você” não me acalma. Por favor, pare de falar. Faça!

Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo apenas com o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade.

É só um mundo virtual, mas eu me sinto mais vivo aqui do que no de verdade.

Deixe-me pensar: eu era a mesma quando me levantei essa manhã? Tenho uma ligeira lembrança de que me senti um bocadinho diferente. Mas, se não sou a mesma, a próxima pergunta é: Afinal de contas quem eu sou? Ah, este é o grande enigma!

Amor proibido.

Agora estamos aqui, juntinhos
Depois o tempo te levará para longe de mim
E eu seguirei sozinha
A vagar pelo espaço perdido.

É difícil vê-lo
E não poder tocá-lo
Sentir sua presença
E disfarçar meu desejo por você.

Quero fazer parte da sua vida
Como um raio de sol
Aquecendo seu coração
E te trazendo para perto de mim.

Te quero e não posso te ter
Esse é um amor proibido.
Se algum dia dizer que te esqueci
Estarei mentindo.
Posso gostar de outra pessoa
Mas só amarei você!

Porque quando eu pensava nele, na voz dele, nos seus olhos hipnóticos, a força magnética de sua personalidade eu não queria nada além de estar com ele agora mesmo. (Bella Swan)

Me ataque com palavras, que eu te ataco com o meu silêncio e pode ter certeza: machuca bem mais.

Se tem um por cento de chance é mais do que eu sempre imaginei ter.

Se raiva é um presente, então eu acho que sou abençoado!

moinho de versos
movido a vento
em noites de boemia
vai vir o dia
quando tudo que eu diga
seja poesia

Paulo Leminski
Toda Poesia

Eu detesto hipocrisia, egocentrismo e falsidade. Pessoas que gostam de posar de boazinhas e ser centro das atenções.
Não gosto quando dão mil voltas antes de chegar ao assunto, discursos vazios e palavras sem emoção. Fico extremamente irritada com as pessoas que não respeitam o mau-humor alheio, sociáveis demais, que reclamam quando xingo ou quando acreditam que sou obrigada a ouvir lições de moral. Detesto quando usam esses clichês idiotas como "no final dá tudo certo" ou "tenha paciência". Não gosto que me subestimem, mintam pra mim e também não suporto gente medrosa. Detesto tudo que é normal demais, simples demais, igual demais.
Quem sou? Ah, eu também gostaria de ter essa resposta. Sou complexidade, confusão, dúvida, anormalidade, mistério. Sou o desconhecido, o intocável, o indecifrável. Ora mulher decidida, ora menina vulnerável. Eu? Ah, sou um ponto de interrogação.

Eu falo com Deus, mas o céu está vazio.