Por Voce eu Pegaria mil vezes
A velocidade do pensamento
Me impede de ver o que faço
Muitas vezes, desatento
Longo ou curto
Nunca lento
Viajando pelo espaço
Feito pluma
espuma
bolhas de sabão
Vão perto do Céu
e vem perto do chão
e o coração
sente um frio, um arrepio
um vazio que me vem
não sei de onde
pois algo se esconde de mim
na rapidez do pensamento
longo ou curto
nunca lento
e quando eu penso onde estou
o vento carregou
Perto do Céu
e tão perto do chão
Qual pluma ou papel
espuma de sabão
Um pensamento
outra ilusão.
Antes de o sino tocar
pos sete vezes
Muita água há de passar
despercebida
Os ventos solares
sempre sopram
na mesma direção
Mas o mundo gira
e sempre muda de lugar
A cada badalada
haverá de ter soprado
décadas
Uma de cada vez
dia-a-dia
Mês a mês
de maneira que você
Só haverá de perceber
o penúltimo soar
Neste intervalo
O tilintar da prata
e o brilho do ouro
Surdo e cego te deixarão
a ponto de desconhecer
A cada irmão
que na rua esbarrar
Mas ainda não terá chegado o fim
Perceberás que o mundo
terá feito de ti um fandango
No segundo que preceder
ao último gongo.
Entre as leis da vida
E todas as coisas
Que Deus fez
Há coisas que, às vezes
Nos podem parecer injustas
É alto o preço que pagamos
Conforme vemos
Passarem-se os anos
E mesmo assim
Preservamos a alma menina
é preciso muita atenção
e amor no coração
Pra aprender
Compreender de verdade
Aquilo que a vida ensina
E um dia
Entender que a vida é justa
Como justas
São todas as coisas Divinas
E é esse o preço que custa
Não importa quanto tempo passe
Agarre-se às coisas que não se vê
Todo dia, quando o dia termina
Tudo passa, tudo acaba
Tudo termina, como termina o dia
E isso não pode ser
Motivo pra tristeza
Tudo isso faz parte de um Plano Maior
Uma história que, com toda certeza
A gente nem se lembra de querer
Mas queria.
Encontra-se
Grandes coisas,
Muitas vezes
Em espaços milimétricos
e proporções Infinitesimais
e há lugares
Cujas dimensões
Ultrapassam ao diâmetro
de milhares de Sóis
Onde nossos olhares
Almas e corações
Encontrariam
Pouca coisa, além de nada
Nesta vida
Tudo é relativo
Aproveita a oportunidade
de realizar
A busca pela verdade
Enquanto
Ainda anda vivo
Ela não está tão distante
Quanto parece
e não é inatingível
tampouco intangível
Olhe para dentro de si mesmo
e depois
Observe o Universo sem fim
Perceba
Que você já está e sempre esteve
a meio caminho
e ao mesmo tempo
a apenas um passo
de realizar aquela grande coisa
Que justifica e motiva
A sua existência nesta vida
busque na lembrança
dos teus sonhos de criança brincando
nos fundos dos quintais da tua infância
Perceba sua incansável alma
Viva e ativa
Portadora
de uma mente invencível
e depois abra seus olhos
e respire devagar
Acabaste de galgar
o direito a prosseguir a sua vida
Portando a serenidade
de quem passou
Para outro nível.
Sinto alguns medos
Não por mim
dei de frente com a morte
Algumas vezes
E, feliz ou infelizmente
Até agora ela optou
por me deixar aqui
Eu sinto medo
de segredos
Guardados nos corações humanos
Alguns deles
Legítimos antros de falsidade
Escondendo planos que
Se ocultos não fossem
Revelariam
Toda sorte
da sua ausência de humanidade
Não tenho o menor medo
da Justiça de Deus
Não tenho medo de leões
Nem de crises
Nem de trabalho
Não tenho medo de não ser feliz
O que me assusta de verdade
São certos atalhos
Que o mal sempre nos revela
E que a maioria ignora
Mas aos olhos de gente ruim
Lugares assim
São verdadeiros oásis
onde vão
beber e abrir as asas
Quando asas lhes dão
Acredite
Existe neste mundo
Muitas pessoas assim
E seus voos
Apesar de efêmeros
e tão baixos quanto o seu caráter
Muitas vezes
Causam estragos imensos
Antes
Que a sua maldade os consuma
Meu medo daquilo que é mal
é que muita gente se compraz
Outros acham bom
E querem fazer igual
Eu sinto medo porque
Isso acaba se tornando banal
E todo mundo se acostuma
Pois
A gente sempre encontra
gente assim.
Edson Ricardo Paiva
As vezes dá vontade de pedir pra retirar-me ,pois quero ficar sozinha . Mas não consigo viver sem mim.
Às vezes rosa
Às vezes chumbo
Às vezes mar
Às vezes mundo
Todo dia vida
Às vezes prosa
Às vezes verso
Às vezes má
Outras o inverso
Sempre vida
Às vezes isso
Às vezes disso
Às vezes esse
Às vezes desse
Eis a vida
Às vezes queima
Às vezes arde
Às vezes longe
Às vezes tarde
Sempre, todo dia
Vida mesmo
Só de vez em quando
Edson Ricardo Paiva.
Quando a vida não dói mais.
"Às vezes vem sonhos ruins
A gente se assusta e se acorda
Mas, se não se recorda de sonhos assim
Não tem nada que nos faça
Ver a graça da chuva que te surpreende
Recordar-se da pedra, onde um dia tropeçou
Numa queda que te feriu.
Até mesmo na doença lá da infância
E de todas as distâncias que venceu
Nessa fase, onde tudo se ajusta
E você só vai vivendo a própria vida
Se não existe mais risada ou quase riso
Você deixa de ver graça em sonho bom também
Quando a gente se esquece e nem pensa
Em todo aquele medo que sentiu do escuro
Todo dia acorda
Porém, só se sente apressado...atrasado
E nem agradece à bênção da claridade
O pássaro voando é só uma ave que passa
Não enxerga mais a paz do voo, tanto faz.
Não existe mais mistério em nada
Não existe mais vontade de sorvete lá na praça
Nem mentira e nem verdade
Não há flecha que te atinja e nem te fira
Nesse duro coração vazio, fortalecido pela vida
Tanto faz ir ou ficar
Calor ou frio
Esqueceu-se da alegria
Quando, um dia era tão bom poder sair para brincar
À exceção daquilo que se enxerga
Não existe mais magia em nada...ela existia.
Mas o mundo tornou-te igual a mim."
Edson Ricardo Paiva.
Quantas vezes a gente sorriu sem vontade
Enquanto os sorrisos de verdade
Se esvaiam pelas portas que a vida fechou
Nas manhãs mais frias que vivemos
Quantas vezes atentamos para o fato
De que a gente conversava com o infinito
Enquanto à caminho de casa
E que simplesmente nunca ouvia uma resposta
Mas a gente dizia baixinho, mesmo assim
Na esperança de que um dia, lá no fim
Alguém, talvez escrevesse
Num muro que futuramente ainda fosse contruído
Mas que esse muro não nos parecesse muito alto
Nesse dia não há mais de importar o escrito
Mas que pelo menos ainda desse tempo
De lançar-se um olhar por cima dele
Saber o que existia do outro lado
Perguntar à manhã seguinte
Por que foi que esteve brava e fria, se ela era tão linda
Talvez ela apenas respondesse
Que foi só uma impressão de momento
Porque nosso coração pareceu tão triste àquela hora
E foi por isso que aquele vento
Nos trouxe um doce beijo e um forte abraço
Daqueles que as manhãs mais frias oferecem
A todo coração que chora, em segredo e sinceramente
Mas, de olhar nos nossos olhos
A manhã sempre sabe onde dói
E sabe também onde cabe o momento
Do sorriso que se esconde
Pode ser que a manhã, por ter te enxergado tão linda
Apesar de brava e triste
Deixou teu sorriso onde estava
Pra você sorrir, quando tiver vontade
Noutra manhã de frio cortante
No mágico instante em que a vida te abrir uma porta.
Edson Ricardo Paiva.
edsonricardopaiva.
Penso em amigos
Aqueles desconhecidos
Que nos são às vezes próximos
E que conhecemos mais que a nós
Porque somos como as andorinhas
Que não voam sós
Mas só nós, que temos corações vazios
Como os céus matinais, que são só azuis
Azuis de tão vazios, frios, claros, sombrios
Caros amigos distantes
Que cruzam o céu do pensamento
Como andorinhas que cruzam a azul por momentos
Eu nem sabia que podiam voar tão alto assim
Quem sabe a gente se encontre
Lá no fim do caminho profundo
Nos fundos desse claro infinito
Vazio, infinito e azul crescente
Num traço descendente e meridional
Onde não existe espaço para o vazio da solidão
Vidas tristes, amiúde
Olhos rudes, apertados, mirando uma linha
Eu não sabia que voassem tão alto
Mas sempre atentei para o fato
De, amigas ou não
Jamais voarem sozinhas
Quem sabe elas também não conheçam
As amigas de jornada
Mais que a si mesmas
Sobre quem não sabem nada.
Edson Ricardo Paiva.
Melhor que tudo
Tudo que é de fato conhecido
Maior até que o amor
Amor, por muitas vezes
É algo que precisa ser contido
Melhor que tudo
Maior até que a felicidade
Felicidade, tantas vezes
Calcada em desconhecimento
Nada chega a ser tão triste
Só não chega a ser
Tão bonita quanto a infância
Abstrata como a lembrança
Impalpável, igual o azul do céu
Doce e imperecível
É como se fosse um mel
Melodia que passa pela cabeça
Sinfonia de anjos
Passos em sintonia
Felicidade que não se alcança
A própria calma sentida
De viver a vida
Sem que ninguém exija
A sua alma como garantia
Coisa que fica sempre pra outro dia
Mas que seria bom
Tão certo quanto a melhor certeza
Te garanto que seria.
Edson Ricardo Paiva.
às vezes passam-me pela mente
pensamentos leves como pluma
e tão inconsistentes
quanto espuma de sabão
desejos tão pequenos
que caberiam na palma da mão
dos grandes planos e grandes projetos
desisti quando percebi
que talvez pudessem dar certo
tive medo do meu egoísmo
ao observar alheios egocentrismos
troquei a possibilidade
de sucumbir à vaidade
e ser alguém que aparentasse
ter mente de propriedade
e que na verdade
fosse apenas um ser abjeto
portanto, optei por ter apenas
aquilo que pudesse carregar
e conviver com pessoas
que fizessem as perguntas
que eu soubesse responder
optei por caminhar
pelos caminhos aonde
não tivesse precisão de me esconder;
e escolhi estradas pedregosas
as pedras são menos perigosas
que o veneno que porventura
pudesse brotar no coração
esta vida é muito breve, não vale à pena
tudo que tenho no mundo
é aquilo que se escreve
quem sabe eu agindo assim
um dia a terra me seja leve.
A Mensagem
Que meu pensamento exprime
Talvez não seja clara
Às vezes, muitas vezes
é muito complicado
Inviável
Inacreditável
Inverossímil
e Mirabolante
enxergar
Aquilo que está assim
tão pertinho da sua cara
a mensagem
Que meu pensamento exprime
Subliminarmente sublime
Comprime a sua mente
Pois tu enxergas somente
Aquilo que vem no escuro
Me diga de verdade
Do alto da tua vaidade
Qual de nós dois está
realmente
Do outro lado do muro?
Às vezes quero ver o Sol à noite
E olho as Estrelas,
que são Sóis distantes
Enxergo hoje as coisas
Como não as via antes
Hoje não adianta mais
Saber o que devia ter descoberto
No tempo em que nasciam flores
Onde hoje tudo é deserto
Eu, que desejava tanto a Guerra
Enquanto vivia em paz
As vicissitudes desejadas
Foram tão rudes
Quanto inesperadas
E hoje eu olho as coisas
Tão distântes e digo
Faz um tempo
Tanto tempo, Meu amigo
Que queria desviar-me
Dos caminhos que hoje sigo
Aprendi a caminhar
Conheci os segredos dos Mares
E dos Nós de Marinheiro
Esta noite eu enfrentei
Uma tempestade atróz
Querendo encontrar o caminho
que me conduzisse de volta
À ilha dos Girassóis
Uma fada dança em minha mão
Tenho esperança, ainda
De que tudo mude
E que o vento sopre em direção
Ao final deste Mar
Que não finda
E caminhar finalmente pela praia
Ao final de uma tarde linda
Antes que a vida se esvaia
Consumida pelo tempo
Tanto tempo
Meu amigo.
A vida é uma maçã
Que às vezes
Tem gosto de limão
Viver é caminhar
E às vezes
Deparar com coisas
Espalhadas pelo chão
Coisas que guardávamos
Com tanta esperança
De ter sempre preservadas
Respeitadas
e talvez admiradas
pertinho do coração
Para poder sempre dividir
Como se fossem
Compotas de Maça
Palavras importantes
Para as quais não deram importância
Sonhos de criança
Sonhados hoje
Muitos anos após a infância
Esfacelados
Pisoteados
Simples palavras cultivadas
Massacradas
Por outras palavras
Infelizes e maledicentes
A vida poderia muito bem
Ser igual à uma maçã
E às vezes é
Mas tem gosto de limão.
Quando a gente descobre aquilo que queria, muita vezes nem percebe, até que se lembra que não se importa mais com aquilo que os outros pensam.
Às vezes, enquanto anoitece
Me sento num canto qualquer
E dirijo uma prece ao tempo
Imploro que ele me esqueça
E o tempo, sem muita pressa
Responde que eu não lhe aborreça
Então eu o ouço e fico mudo
Estudo como ele trabalha
A maneira com que faz as entregas
E quando vai, tudo carrega
O tempo que nada nos nega
Enquanto passa; tudo nos toma
O tempo é uma fera que não se doma
E me espera na próxima esquina
Passa por mim enquanto anoitece
Falso amigo que não me esquece
E me torna a cada dia mais cansado
Me disse uma vez no passado
´´TE darei o que quiseres,
Farei o que me pedires
em seu caminho haverá arco íris
no teu Céu porei estrelas
porém, a nada se apegue
pois um dia haverá de perdê las
Não espere que eu te obedeça
nem imagine que eu vá esquecer te
És semente que um dia eu plantei
e um dia haverei de colher te´´
Aquilo que às vezes turva as águas
Muitas vezes fertiliza a terra
Sem, no entanto, torná-las impuras
Não é sobre qualquer assunto
Que podemos fazer analogia
Há águas que aparentam muito claras
Mas, na verdade, a pureza
É coisa por demais rara
E então, passam- se anos
Antes que chegue o dia
Em que a gente possa
Finalmente perceber
O quão escuras eram elas.
Belas paisagens
Terrenos exibindo verdes relvas
Se você escavar
Há por descobrir que aquele lugar
É somente um aterro
Não serve pra nada
Era apenas uma paisagem
Pra ser olhada de longe
Muito longe.
Muitas vezes os grilhões que nos prendem e escravizam não passam dos grilhões da nossa própria ignorância, a qual nos cegava e não permitia enxergar o quão livres éramos, antes de, imprudentemente, nos arvorarmos em re evolucionários, pedindo a volta da ferrugem.
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