Por Voce eu Pegaria mil vezes
Eu já morri muitas vezes nessa vida...
Porque gente morre um pouquinho
Quando se perde alguém que ama...
Quando sofremos uma decepção...
Quando perdemos um bichinho de estimação...
A gente morre um pouquinho quando vamos alguém sofrendo e por mais que se queira ajudar não é possível...
Quando deixamos o lugar onde nascemos...
Quando nos deparamos com a traição...
A gente morre um pouquinho quando um projeto não deu certo...
Quando um amigo vai embora...
Quando deixamos de amar e alguém chora...
A gente morre um pouquinho quando os filhos deixam nossa casa...
Quando eles batem asas e passam a viver suas vidas...
A gente morre um pouquinho até que um dia de pouquinho em pouquinho a gente morre...
Renato Jaguarão.
O que eu sou
Sou melancólica,
às vezes pura,
às vezes sedutora.
Minhas fases escuras
contaminam os outros:
ficam tristes,
se enojam de mim.
E eu pergunto:
que mal eu fiz
por ser assim?
Sei que o riso me faz feliz, contudo, muitas vezes, é no choro que eu cresço. Não que eu queira chorar mais do que sorrir. Não é isto. Apenas não quero me esquecer de que, são nas dificuldades que eu me levanto mais forte. São nas cicatrizes que aprendo a estancar o sangue das minhas próprias feridas, pra poder seguir em frente sem medo, afastando de mim um dos sentimentos mais destrutivos que existe: ter pena de si mesmo. É das quedas que alço voo sem tapete mágico, sem asas, sem paraquedas, num impulso incontrolável de abraçar o céu, percorrer oceano e pisar firme no chão, porque é dela que brota a raiz do meu progresso. Sobretudo, quando Deus me diz: vai lá, colhe o que plantou!
Às vezes me pego pensando em como seria minha vida se eu tivesse tomado outra decisão oito anos atrás. Tem muitas coisas que acontecem na nossa vida que não conseguimos entender e o que nos basta é o questionamento. E começa o verdadeiro dilema do que poderia ter sido evitado, de qual forma eu deveria ter agido e assim segue por anos na minha cabeça. São tantas perguntas sem respostas, tantos sonhos deixados para trás. Passaram-se oito anos e ainda sigo com isto na mente, seria um arrependimento? Acho que não. Enfim, minha vida é uma loucura
Luta Interna
Quantas vezes eu tentei lutar contra?
Muito lutei sem saber.
Hoje luto por um espaço,
não perto, mas dentro de você.
Vivemos a vida de outros
e esquecemos de viver a nossa.
E o que somos por dentro se perde,
não luta e se acomoda.
Canto para esvaziar
o que dentro de mim transborda.
Se fico em silêncio, a madeira racha
e estouram as cordas.
Para quê tentar lutar contra quem somos,
contra o pranto, contra a dor?
Nos esquecemos que sempre perdemos
ao lutar contra o amor.
A liberdade sempre foi meu ponto de partida
E por isso eu mudei várias vezes
Não aceitava ficar onde minhas assas eram podadas
Em função disso deixei para trás pessoas, amores, lugares, trabalhos
Talvez não seja motivo de orgulho mas de amor próprio
Para alguns fuga, para outros coragem
Minha própria companhia me bastava e continua me bastando
Não tente me entender, estou em constante transformação
Parafraseando Clarice Lispector: Liberdade é pouco. O que desejo ainda não tem nome.
Às vezes, eu me encanto comigo mesmo.
Fico pensando como eu reagiria se visse alguém igual a mim.
Hoje, por exemplo, depois de um dia inteiro de trabalho,
dirigi até um igarapé, pulei da ponte e me diverti sozinho.
Vivo cantando e sorrindo enquanto dirijo.
Passei por uma fazenda e conversei com Jesus.
Depois, brinquei com os amigos.
E então, ao voltar para casa,
vi alguns garotos brincando de pular corda na rua.
Parei a moto e fui brincar com eles.
Ficaram extasiados por eu ter pulado tanto.
E eu pensava naquela frase famosa:
“Posso fazer isso o dia todo.”
Se eu visse alguém fazendo isso com crianças na rua,
eu também ficaria encantado.
E acho que é bom se encantar consigo mesmo.
Porque eu poderia estar morto,
mas Cristo me deu vida.
E viver é uma roupa que me cai bem
Alma perdida
Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos
Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim
Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada
Às vezes eu finjo entender o sentido da vida, repito para mim mesmo que tudo é passageiro, que o agora é tudo o que existe.
Mas, no silêncio da noite, a mente me trai.
Começo a pensar nas escolhas que não fiz, nas palavras que calei, nos caminhos que abandonei.
E percebo que, mesmo aceitando quem me tornei, ainda há uma parte de mim que sente falta do que nunca aconteceu.
Já se perguntou o quanto é ruim viver na solidão.
Por muitas das vezes eu fico pensando, o porque disso tudo mas se você parar para analisar a solidão não é tão ruim assim.
Temos que viver sendo na solidão ou não
Tudo é questão de fases uma hora essa passa
Situações de desespero revelam um outro eu que vive dentro de nós, alguém capaz muitas vezes de fazer coisas não muito admiráveis.
Se 4 vezes 3 é o mesmo que 3 vezes 4, por que o que eu sinto por ela não é o mesmo que ela sente por mim?
“Se eu revelasse quantas vezes sorri falsadamente, apenas para não deixar o silêncio entristecer os que me cercam, talvez o mundo se revoltasse… não contra mim, mas contra a hipocrisia que o faz chamar de força aquilo que é apenas dor disfarçada.”
Furucuto, 2025
“Às vezes, eu só queria não sentir tanto.
Amar com o coração inteiro cansa…
Cansa entregar tudo, cuidar, se doar — e no fim, ficar com as mãos vazias.
Eu sempre amei de verdade, mas só me enrolaram, nunca souberam valorizar.
Nos livros, o amor é puro e recíproco.
Na vida real… ele machuca quem só queria ser amado do mesmo jeito.”
Às vezes me pergunto se algum dia serei capaz de te esquecer
Porque eu ainda lembro de tanta coisa sobre o que nós vivemos
Mas, eu esqueci o som da sua voz
Será que algum dia, serei amada de novo
Ou será que perdi a minha chance de amar
Será que perdi a minha chance de ser feliz
Será que existe um outro alguém pra mim
Além de você, porque você foi Tudo na minha vida
E quando você se foi, deixou um rastro de destruição no meu universo
Doeu e tem dias que ainda dói tanto
Que às vezes acredito que não serei capaz de suportar
Apesar de estar destruída eu continuo com a minha vida
Porque não há outra opção, eu sou a única que não pode desistir de mim mesma
Eu preciso acreditar que sou boa o suficiente
Que eu mereço sim, ser amada, ser feliz
Que eu terei um futuro cheio de alegria, amor e prosperidade
Que o meu dia vai chegar, só preciso continuar sendo paciente e resiliente
Que um dia irei entender, porque tivemos que seguir por caminhos diferentes
Que os melhores dias estão chegando
E o que eu sempre desejei será a minha única realidade
E quando a hora chegar, serei muito grata a você por ter me deixado sozinha
Para que eu encontrasse outra pessoa que desperta a minha melhor versão
Que faz com que eu seja uma pessoa melhor, que juntos somos melhores
Que juntos somos perfeitos um para o outro
Que juntos temos um propósito
Que juntos temos a mesma visão desse mundo insano
13 de Outubro de 2025
Eu nunca quero retratar a fraqueza em minhas músicas. Mesmo que às vezes a tristeza e a vulnerabilidade sejam realmente fortes, eu queria que parecesse que eu tinha a vantagem no relacionamento.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: estar sempre atento às adversidades, em equilíbrio comigo e com meus pensamentos, aproveitar o vento no rosto e fazer parte da paisagem no presente, no lugar onde estou, sem me preocupar com o passado nem com o que está por vir.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: com cautela, cuidado — e, mesmo que eu caia, que eu esteja protegido, porque me equipei previamente para que, quando o infortúnio chegasse, eu sofresse na menor proporção possível.
Às vezes eu só queria conduzir a vida como conduzo minha moto: nos momentos de raiva, acelerar, chegar com velocidade, ativar minha endorfina e, momentos depois, simplesmente ficar bem.
Mas infelizmente a vida não é como a moto… mas pode ser vivida como se fosse. Basta ajustar o capacete da coragem, manter firme o guidão das escolhas e seguir em frente, sabendo que cada curva traz uma novidade, cada reta traz um respiro e cada quilômetro percorrido é uma vitória.
No fim, o importante é continuar pilotando — a moto, a vida e os sonhos.
Eu não sei se encontrarei; se já não o procuro, por vezes até escondo-me.
Não sei por que, mas não sei se arrependo-me.
Amar-te imensamente
Desejando sempre.
Buscando fugir disso, mas sentindo ainda o sabor de teus braços quentes.
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