Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Se falsidade matasse eu já teria visto um monte de gente morrendo na minha frente, porque né?

Eu não tenho vergonha de mostrar quem sou. Sou errante, errada, doida, maluca, carente, desequilibrada, falante, sincera, e isso tudo numericamente exagerado. Eu sou isso, máscara pra quê?
Poderia fingir ser boazinha, a menininha dos olhos, a perfeitinha, a “inha”, mas a questão é: não sou. Um dia você ia descobrir a verdade. Não tenho vergonha de mim, eu sou assim. Não gostou? Quem disse que preciso da sua aprovação? Tudo em mim é completamente meu, meus defeitos, minhas qualidades. Suas palavras não fariam diferença no meu mundo. Levou tempo pra eu descobrir quem sou, e ainda não sei direito, mas com certeza quem você molda não sou eu. Não consigo ser guiada por regras, sigo minhas emoções. Por isso, posso não ser o retrato da boa “samaritana”, mas com certeza sou o retrato da AUTENTICIDADE.

No amor, sempre existe um que ama mais. Quem me dera não fosse eu!

Nem todas as palavras me convence, nem todas as pessoas eu admiro com tanta veemência, tenho uma paixão nata por desconfianças, mas acho tudo isso muito lícito.

Eu entrei nesse mundo e estou com o coração aberto, sei qual caminho terei que percorrer.

Eu não estou neste mundo para viver correspondendo às expectativas de ninguém, nem acho que o mundo deva corresponder às minhas.

"Se eu pudesse agarrava-te todos os dias nos meus braços."

Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa...”.

"Eu gosto de quem sabe o valor das palavras simples, das palavras doces, das palavras puras, das palavras."

Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver, eu precisava saber que ele existira. Era só. Todo o restante eu podia suportar. Desde que ele tivesse existido.

"Foi quando a minha mãe me disse que comprou um edredon de algodão 100% solteira que eu me senti sozinha."

Para o Zé

Eu te amo, homem, hoje como
toda vida quis e não sabia,
eu que já amava de extremoso amor
o peixe, a mala velha, o papel de seda e os riscos
de bordado, onde tem
o desenho cômico de um peixe — os
lábios carnudos como os de uma negra.
Divago, quando o que quero é só dizer
te amo. Teço as curvas, as mistas
e as quebradas, industriosa como abelha,
alegrinha como florinha amarela, desejando
as finuras, violoncelo, violino, menestrel
e fazendo o que sei, o ouvido no teu peito
para escutar o que bate. Eu te amo, homem, amo
o teu coração, o que é, a carne de que é feito,
amo sua matéria, fauna e flora,
seu poder de perecer, as aparas de tuas unhas
perdidas nas casas que habitamos, os fios
de tua barba. Esmero. Pego tua mão, me afasto, viajo
pra ter saudade, me calo, falo em latim pra requintar meu
[gosto:
“Dize-me, ó amado da minha alma, onde apascentas
o teu gado, onde repousas ao meio-dia, para que eu não
ande vagueando atrás dos rebanhos de teus companheiros”.
Aprendo. Te aprendo, homem. O que a memória ama
fica eterno. Te amo com a memória, imperecível.
Te alinho junto das coisas que falam
uma coisa só: Deus é amor. Você me espicaça como
o desenho do peixe da guarnição de cozinha, você me
[guarnece,
tira de mim o ar desnudo, me faz bonita
de olhar-me, me dá uma tarefa, me emprega,
me dá um filho, comida, enche minhas mãos.
Eu te amo, homem, exatamente como amo o que
acontece quando escuto oboé. Meu coração vai
[desdobrando
os panos, se alargando aquecido, dando
a volta ao mundo, estalando os dedos pra pessoa e bicho.
Amo até a barata, quando descubro que assim te amo,
o que não queria dizer amo também, o piolho. Assim,
te amo do modo mais natural, vero-romântico,
homem meu, particular homem universal.
Tudo que não é mulher está em ti, maravilha.
Como grande senhora vou te amar, os alvos linhos,
a luz na cabeceira, o abajur de prata;
como criada ama, vou te amar, o delicioso amor:
com água tépida, toalha seca e sabonete cheiroso,
me abaixo e lavo teus pés, o dorso e a planta deles
eu beijo.

Adélia Prado
Poesia reunida. Rio de Janeiro: Record, 2015.

Mas eu precisava dele, precisa dele como de uma droga.

No dia em que eu
Quase conquistei seu coração
Quase um amor
Quase um caminho
Que me deixou
Quase sozinho
E apesar de ter ficado
Quase um ano
Quase morto de paixão
Hoje já estou quase bom

Quem sou eu para ter opinião própria, governar minha vida e achar que o mundo é meu?

Se meus versos revelassem tudo que eu sentisse, talvez contassem coisas que nunca disse.

Eu aprendi...
Eu aprendi a amar mais antes precisei com a mesma intensidade do amor aprender a perdoar
Eu aprendi que crescer não foi conseqüência da idade, mais foi a minha capacidade de tornar possível o que antes eu não era capaz.
Eu aprendi a acreditar, pois se Deus ainda acredita na minha capacidade de vencer, quem sou eu para não confiar.
Eu aprendi que a pressa nos diz que o tempo é pouco, mais não percebemos que poderá ser a ultima hora de falar com quem amamos.
Eu aprendi que ser livre não é fazer tudo que queremos, mais é ser obediente diante dos que o único interesse é nos ver feliz.
Eu aprendi que a maior virtude do homem é fazer o bem, pois o mal é conseqüência da perversidade dos seres humanos que ao invés de amor disseminam o ódio.
Eu aprendi que não posso mudar o mundo mais posso mudar a minha parcela, eu sou o autor da minha própria história.
Eu aprendi que nossos pais são professores e que na escola da vida eles ensinam à matéria principal
Eu aprendi que a amizade não se prova pelo o tempo que ela dura, mais sim pelas vezes que precisamos de um ombro pra chorar.
Eu aprendi que amor é eterno e incomparável a uma paixão passageira que somente nos faz sofrer
Por fim aprendi que nada sou sem Deus, e que até aqui ele me ensinou, cabe a mim dentre outras lições o desejo de aprender.

Senhor, que o hoje comece com cheiro de vitórias, que eu saiba lidar comigo e com todos a minha volta, que eu tenha humildade para reconhecer minhas falhas e sabedoria para lidar com as falhas dos outros e que tudo corra bem comigo, com meus amigos, com minha família e com o meu coração.
Amém.

Eu sou o livro que
ninguém quer ler, a
música que ninguém
quer ouvir, o filme que
ninguém quer ver. Eu
sou a poesia sem
sentido, o texto sem
pontuação, o erro sem
solução. É, eu sou.

‎Houve um momento em que o aperto foi tão extremo e aflitivo que eu imaginei não conseguir suportar. Eu nem sabia que, exatamente naquele ponto, a natureza tecia asas para mim, em silêncio, mas foi lá que senti que eu era feita também para voar. O aperto, entendi somente depois, era uma espécie de morte, um prenúncio da transformação, uma ponte que me levaria a outro modo de ser.