Por Voce eu Pegaria mil vezes
Peço que não
te esqueças:
mataram
o Capitão-de-Corveta,
Lá no Inferno
de cinco letras.
Uma parte de mim
é a que fica
por ser indígena,
E a outra parte
é a que vai
por ser nômade.
Fico naquilo que
me interesso
e largo de mão
aquilo que maltrata
o meu coração,
Trajetória de
quem não
aceita retrocesso,
E não entra em
queda de braço
com ninguém.
Não te esqueças
para não eximir
de quem tem
o dever de
dar conta
dos paradeiros
do General preso
injustamente
e de outros prisioneiros.
(Reféns das circunstâncias)
O filho de
um outro
General não
reconheceu
a voz do Pai
numa gravação,
Não entendo
como
conseguem
conviver
o tempo
todo com
a ideia
de conspiração.
Pais correndo
contra
o tempo
querendo
saber
do filho
há mais
de 8 semanas,
E eu escrevendo
e escrevendo...,
Ainda estou
tentando crer
que cada
palavra
minha cairá
no ouvido certo.
Do General
injustamente
aprisionado,
nada mais
sabemos
como tem sido
há mais de
dois meses;
E hoje pelo jeito
será um
dia a mais
que nada
saberemos mesmo.
Todo o dia saio
pela sua
consciência,
Sem autorização
dos velhos pais
E de quem
quer que seja;
É porque estou
em busca
do General
que foi preso;
indevidamente
e está
desaparecido,
Só Deus
sabe se ele
continua vivo.
As minhas não
são palavras
inventadas,
elas são
reais e estão
por todos
os jornais;
E agora nada
mais tenho
a fazer,
Só apenas
ficar tentando
entender
que anda tudo
muito estranho:
a Alta Comissariada
veio e nada mudou;
Levaram brutalmente
os velhos pais
do sargento
metropolitano.
Um almirante
que ninguém
sabe onde está,
Falam de generais
de uma nova
conspiração
ainda sem prova:
Apenas falam,
porém nada
me dizem até
que me provem
o contrário(...)
A paz jamais
será unilateral:
a paz que se
oferece deve
ser devolvida,
Não existe
paz que
não venha
acompanhada
de boa
comunicação
e de justiça;
Não existe paz
de barriga vazia.
Imigrantes
encontrados
rumo a Trinidad
y Tobago;
Desidratados
e famintos,
Não dá para
negar que
tudo nesta
vida anda
muito errado,
Eles foram
simplesmente
abandonados.
Não há como
posar de
defensor paz,
enquanto
houver gente
sem notícias
de quem ama,
e o bloqueio
que pegou
o dinheiro.
Se a paz
for ofertada
diferente do
que nós sabemos
não poderá
ser chamada
de paz;
Paz que é paz
deve fazer
todos abrirem
mão de algo
em prol
do bem comum,
Do General
inocente não
há nenhum
sinal de vida.
Foi proibida de sair
do país assim denunciou
a autoproclamada;
Dessa história ninguém
aguenta mais nada.
O mundo parece
que empacou nessa
história amalucada.
O Uruguay se retirou
porque não reconheceu
o autoproclamado,
Dessa história dá
vontade de cruzar
o oceano a nado.
O bloqueio só fez
o andamento do
país ser prejudicado.
Há dois meses
o General está
incomunicado,
E o maltrato vem
se repetindo com
quem também
não deveria ter
sido aprisionado.
América Latina
é um lugar onde
Pai e a sua filha
foram arrastados
pelas oligarquias
e afogados
pelas correntezas
do Río Bravo.
Todos nós não
passamos de
uns afogados
no oceânico ego,
E sem saber
que nele
já falecemos:
Viramos um
real cemitério
de gente viva.
Na Colômbia
virou corriqueiro
ter seus
líderes sociais
assassinados,
e ficar tudo
por isso mesmo.
Mais de um
imigrante haitiano
tem sido
assassinado,
Todo o dia
um venezuelano
se vê obrigado
a ir querendo
nunca ter ido,
e sem razão
nenhuma
sendo ofendido.
O General
que tanto falo,
Você sabe que
ele é inocente
e que já era
para ter
sido posto
em liberdade.
Falo de prisões
e de gentes
para pedir para
o além o auxílio
para que guarde
um General
que foi preso
de maneira
muito covarde,
E da mesma
maneira da tropa
e de outro
que dizem que
ele virou um
fantasma militar.
A nossa tragédia
imigratória
e as prisões
políticas não
nos comovem
como deveriam;
Vejo pessoas
em postos
importantes
em instituições
e que defendem
os DDHH de
forma seletiva.
E sempre fica
tudo por
isso mesmo,
Tudo vira safra
de sinais óbvios
que nós somos
o nosso próprio
perigo diários;
Cultivando
um novo tipo
de egoísmo
no cotidiano,
Optando por não
pensar como vício:
Chegaremos a um
ponto que seremos
desautorizados
a chorar as nossas
próprias misérias.
Ainda se fala
sobre o dia
mais sombrio
do Exército,
Todo o dia
tem sido levado
um General
para ser detido
sem explicação.
A História vem
se repetindo,
como vocês
não querem
murmuração?
O General foi
preso porque
deu opinião,
e sobre
o paradeiro
dele não há
nenhuma
explicação,
Há mais
de 50 dias,
E você em
silenciação.
O General foi
arrancado
no dia 13
de março
no meio
de uma
pacífica reunião.
Sob a mirada
de um dos 7
infantes de Lara,
O Comissário
libertado,
e o advogado
foi aprisionado.
Na lembrança
(o calendário),
No coração
(há esperança).
Dizem que
desde o dia
28 de abril,
Sobre o General
que ninguém
mais sabe,
e nem mais viu.
Na cabeça (a dúvida),
No lábio (a pergunta).
O velho sargento
infartado,
Este giro tem
causado um
total enfado,
Excessos contra
a tropa tem
causado um
incalculável
e brutal estrago.
Em reverência
ao legado dos
heróis da Batalha
de Carabobo,
É preciso dar
um basta de tanta
falta de respeito
com o povo;
É preciso recordar
as origens,
derrubar o bloqueio
e alçar a vitória.
Mística celebração
na madrugada em
busca de resgatar
a união cívico-militar,
É preciso a paz
e a justiça recuperar.
Como é terrível
não saber que
até agora não
há nenhuma
prova concreta
de vida do General,
que nem preso
deveria estar;
Se tiver sobrevivido
a todo o maltrato
e injustiça
dos calabouços.
Hoje não teve
desfile militar,
Um dia triste
como este
não há como
não lamentar.
Mesmo assim
poesia não
poderia faltar,
E doa a quem doer,
Não vou parar
de querer
saber como
está o General.
Não vou parar
de perguntar:
para onde é
que levaram
o General?
O grito do teu
silêncio infame
a mim soa
rude e gutural.
A pergunta não é minha:
"Ruído de sabres?"
Não me arrisco em afirmar,
Dizem que suspenderam
a parada militar;
Preferia ouvir
brados de liberdades,
Serão 3 meses de agonia.
Com as marcas
nos corpos dos sete
comandantes torturados,
Ao redor de mim estão
presentes os caídos,
Serão 3 meses de agonia.
O oficial com o melhor
rendimento acadêmico
recebeu como prêmio
o seu desaparecimento,
Serão 3 meses de agonia.
Mais mil historias também
por sebastianas letras,
Desta estrela na escuridão
me aproprio do brilho,
Para que você
não se esqueça:
Mais uma obra de arte
do Inferno de cinco letras,
Serão 3 meses de agonia.
E pelo General preso
injustamente sigo
insistentemente a procurar,
Serão mais 3 meses de agonia:
por quem está desaparecido
pelas mãos que tinham
o dever de notícias dele dar,
E nem sequer por um dia
aprisionar e tampouco isolar,
Serão três mais meses de agonia.
Não preciso
ofender a quem
quer que seja
por pensar diferente,
E tampouco arrogante
para ser exigente,
Apenas mostro
que não gosto
simplesmente.
Misericórdia
e liberdade
ao velho sargento
metropolitano,
Não recebi até
agora notícias
do General
que foi preso
injustamente
e está há
mais de 56 dias
desaparecido,
Ainda por
ele continuam
procurando.
Capitão-de-Corveta
General-de-Brigada-de-Aviação
e os dois Comissários,
onde eles estão?
É muito ruim ver
que quase nada
mudou e a percepção
de velhos hábitos
permaneceram,
E tão ruim quanto
isso é perceber
que as expectativas
da gente não
foram atendidas.
Não faço parte
da história,
Reconheço
abertamente,
E por não
fazer parte,
Não preciso
angariar
a simpatia
de quem quer
que seja,
simplesmente.
É solstício
de inverno,
escrevo sobre
a primavera
para aliviar
o inferno
de quem
não tem
como falar.
Nem prova
de que
o General
está vivo
não há,
E doa a
quem doer:
mesmo
de longe
alguém
tem que gritar.
O General está
desaparecido,
e liderar
quaisquer
dos dois
movimentos
ou qualquer
outro que vier:
Condições
evidentes
não há;
Porque preso
creio que
deve estar,
Se vivo está,
E vítima de
uma macabra
trama está
na cara que ele é.
Quando uma
canção sai
informativa
e em protesto,
Saio com
as mãos
na cabeça,
me rendo,
E me entrego
como quem
se entrega
para a tropa
de choque;
Da mesma
forma quando
sei que há
uma greve de fome.
22 dias de petroleiro,
com o coração doído
por um povo inteiro.
Tomando partido
de uma história
que não pertenço,
E falando
com quem
até não conheço.
Buscando entender
o porquê recriaram
um movimento
novo oriundo
do antigo,
Sendo que
o General foi
preso injustamente,
E está há
mais de 50 dias
desaparecido,
Sinceramente,
isso não faz
nenhum sentido!
Ele deveria
ser o céu
de oito estrelas
o contrário,
Como diziam
os poetas,
Porque em si
assim nasceu
para ser mar...,
E se converteu
na tumba
dos mais pobres;
Em rafaelas letras:
Para que deles
tu não te esqueças.
Dos venezuelanos
em diáspora
eu quero a volta,
Do paradeiro
e da liberdade
do General
a devida resposta.
Do Inferno de
cinco letras,
Não se fala
das parejas,
Que lá estão
por detrás
de las rejas.
Caiu a luz
em partes do
nosso continente,
Dá medo do que
virá daqui
para frente.
Dormindo com
os olhos abertos,
Só Deus para
acudir o povo;
Pois há gente
que 'prevê'
que seremos
eliminados iguais
a porcos,
Iguazú colapsos.
Farta é a ironia
do destino:
quem julgava
passou a ser
julgado, preso
e condenado.
Do sargento
metropolitano
preso também
tenho perguntado,
Ele já era para
ter sido libertado.
Não vou sossegar
enquanto não souber
do General o paradeiro,
Insisto em saber dele
e de pedir a liberdade
ao mundo inteiro...
Em Boca de La Grita
há mortos e feridos.
Surreais os dramas
da tropa em exílio.
Farta dos mentirosos
agindo em rede.
Brutais os dramas
da tropa presa.
Para o povo sobreviver
tem sido um desafio.
Quase não há mais
como escrever poesia.
O General continua
há mais de cinquenta
dias desaparecido,
Não consigo crer
que esteja mais vivo.
O General está
desaparecido,
Vejo que estão
nos enganando
Estão de nós
ocultando
que ele não
está mais vivo,
Não importa,
todo o dia será
dia de sair por
aí por procurando.
Como louca vai
me ouvir sem
querer nos teus
ouvidos gritando
Até você ceder;
Não é ignorando
que irás fazer
ir sossegando,
Bem sei que
estás brincando.
O Roque segue
ainda preso,
o tal polícia
metropolitano;
E os médicos
indefesos
e vítimas
da mesma
e trágica
circunstância,
Por todos
eles sigo
aqui reclamando.
Não vejo a hora
de pararem com
a dança macabra,
Estou com o povo
para lembrar o quê
é mais dolorido;
Por mais que doa
não se esqueçam
do presos mais
antigos do Chavismo:
- Liberen a los polícias!
Pois deles nem
mais ouço falar,
Se ainda seguem
presos, me façam
o favor de soltar!
A espera da visita
da Alta Comissariada,
Já são 50 DIAS SEM
SABER DO PARADEIRO
DO GENERAL PRESO
INJUSTAMENTE,
Cantando canções
entre os dentes,
Distraindo-me
com versos
para outros fatos
latinoamericanos
E sofrendo junto
por gente que
nunca ouvi falar:
- Perdomo,
o Comissário 'fugiu'
pelas mãos
do autoproclamado;
e a conta sobrou
agora para você!
Na própria pele
o resultado
da prática de
um antigo ditado.
É coisa de cinema
põem a culpa
no mordomo,
Da mesma forma
que põem
no advogado;
Mãos violentas
dos coletivos
contra as minhas
irmãs venezuelanas
que se queixaram
do alto custo de vida
não vou perdoar;
Não deixem
apagar da memória
o sindicalista
da Ferrominera
que foi preso
porque exerceu
o direito
de se manifestar.
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