Por Voce eu Pegaria mil vezes
Não há beleza hipócrita que
caiba em falsos perdões,
Da mesma forma que não
Se aceita ver a alma
amada nos braços de outro,
É bem dessa forma que
se encontra a liberdade
Nas mãos de quem nada vale,
não calo, não deixo calar
E não sossego nenhum pouco.
Seguem presos pelo menos
dois cirurgiões e nessa altura
Pode haver até bem mais
até sob tortura e eu nem sei,
Só sei que não vou parar
de falar enquanto não
Restabelecerem a paz,
que só a liberdade pode trazer.
Nesse instante atravesso
sem notícia e isso é
Como ficar sem saber
o quê fazer e sem a luz solar;
Estou presa inocente,
sem provas e sem julgamentos,
Porque não vejo a hora
Dessa história acabar.
O pensamento acena
Para o nosso caminho,
As palavras se tornam
O concreto destino.
A escolha nossa deve ser
Pela poesia do encontro
Em nome da reconciliação,
Ao prisioneiro mais antigo
A esperada libertação.
O sonho de liberdade
Não pode ser pela metade,
Da mesma forma que não
Se divide o bem amado,
No verso mirandino gritado
Pelo herói é a esperança
De um futuro resgatado.
Porque escrevo não para brigar,
mas para abrir os olhos...
Como a flor aguarda ser
Regada pelo dono da casa,
Vesti-me de esperança;
Para me abastecer
De notícias de liberdade
Como tem que ser.
Era para ser
a sua vez
E a dos demais,
De novo roubaram
A minha santa paz.
Após as oitenta e uma
Voltas complexas,
Não há como calar
Que existem cativos
Da pior loucura,
Pois há uma Ditadura.
O despertar de ontem
estava entusiasmado,
bem crente que a tua
vez tinha chegado.
Disseram ao mundo
que a liberdade chegaria,
testemunhamos ela
vindo de asa partida.
A verdade é que está
faltando você e a outros
que se encontram presos
pelo fio da tirania.
Em todos nós permanece
aquela sensação de quando
éramos crianças olhando
para a vitrine de doces
do balcão da padaria.
Ainda não te soltaram,
e mesmo que nos custe
noites mal dormidas,
não há nada que nos cale
Diante da tamanha covardia.
Como as rodas
de um caminhão,
Gira o sonetário
pelo mundo todo,
Pelo seu povo
ele pede socorro;
Ele caminhoneiro,
petroleiro
E leal guerreiro,
também é Mãe
da Nicarágua
Que reclama
pelo bom filho.
Mãe oceano de amor,
de coragem e poesia,
Fazendo frente contra
aquilo que não serve:
Rejeita o autoritarismo.
Vai além e enfrenta,
materializando bem
Mais que a ousadia
celebrada pelos poemas
Que enervam os tiranos
Só para provar
Que o amor é eterno,
e que os poetas estão vivos.
As letras nos pertencem, nós poetas conseguimos com talento relatar
a conjunturade mais
de um país num único poema.
Quando se abdica
Da própria vida
Em prol da Pátria,
As cobranças são
Bem mais duras
Do que o costume,
Me dou com toda
A mística a minha
Voz aos leais,
Porque soldados
Para os tiranos
Não são humanos,
E só servem
Para serviçais.
A voz da tropa
Elevada contra
A tirania sempre
É mais perseguida
Do que as demais,
Porque quem se
Dá ao povo de peito
Aberto sempre acaba
Sofrendo bem mais.
A estrada da espera
tem sido dura e longa,
E só tem aumentado
a repressão a tropa,
Não dá para saber
o final da história.
Só sei que não se
deve parar de falar,
Não deixar ninguém
nos intimidar erguendo
A cabeça para a bandeira
do amor juntos hastear.
A promessa não foi
ainda cumprida,
Não sei o quê está
acontecendo,
A fórceps a Justiça
foi retirada,
E está em exílio,
Para ver a liberdade
raiar, eu não desisto!
Não há mais como
ocultar a preocupação,
Pois há um mal acordo
a caminho da segunda
Pátria que atrairá o Deus
da Guerra para dançar
Sobre o continente.
O Arcanjo se encontra
amarrado e com ele
uma legião de Anjos,
O tirano não entende
que precisamos deles
Em liberdade para nos
proteger de todo o Mal,
E que a reconciliação
tem tudo de celestial.
Eis a letra torturada
que escorre das mãos
Do cirurgião que foram
cruelmente quebradas,
Eis a oração de joelhos
da esposa do missionário,
Assim segue o poemário.
Por causa da dificuldade
com a língua estrangeira
para me expressar
levo uma noite inteira.
O Império honrou
bem o seu papel
com o filho missionário,
achei mais do que justo
e super necessário.
Por algumas horas
me calei porque
se não for para falar
com a palavra que gruda
no peito e faz pensar,
sempre prefiro
ficar em silêncio.
A acusação do
tirano ao General leal,
o encobrimento da prisão
e o silêncio imperial
falam explicitamente
não só dele,
mas de todos como ele
que foram presos sob
a mesma alegação
e permanecem
presos INJUSTAMENTE.
Para entender
O porquê dos poemas
E o quê se passa
É bem mais fácil
Do que tu pensas!
Decidi não dar
Nome a tirania,
Porque o início
Do isolamento
Se dá pela poesia.
Sirvo para virar
A página da história,
Gritar com o povo
Dar louros à vitória
E ao hostil desgastar.
Honrando a tropa
De leais todos os dias,
Não deixarei perder
A força dos sonhos,
Dou eco ao coro
Dos santos anjos.
A consciência tem dado
Voltas em círculos,
Porque levantar
Não tem conseguido,
Há um povo coagido,
A Justiça em exílio,
Quem pensa tem sido
Preso ou perseguido.
A Ditadura ganhou
Um jogo por ela perdido
Feito de falsa promessa;
As flores do calabouço
Devem ter desaparecido,
Nem os generais mais
Antigos escaparam
Do brutal autoritarismo.
A firmeza das ruas vazias
Tem feito a sua cabeça
Com a melodia, eco e refrão,
O mundo vê a agonia
Da Estrella pedindo justiça
Em nome do amor no coração.
Quem quer queimar
o direito de reconquista
do Esequibo Venezuelano,
Vai acabar queimado
e ficar na vida feito
gelo derretido
eternamente,
Nada será necessário
desejar ou fazer,
Porque coloquei
nele o meu olhar
e tenho mais de
um poema escrito,
(Mesmo estando
a distância
não perco a esperança)
dele libertar da mesma
maneira que desejo
liberdade igual
à um General
e uma tropa que
seguem aprisionados
injustamente,
e meus poemas enquanto
isso seguirão
sendo os mesmos
e de espírito intermitente.
Não me surpreendeu
a sua estratégia
híbrida de ferir quem
pensa diferente,
Silenciando vozes,
quebrando os frágeis
e prendendo quem
enxergou a verdade.
Se é passado
não adianta só dizer,
não fique parado,
a hora é agora:
é preciso soltar
o General e a tropa
injustamente aprisionados.
Não adianta continuar
com jogos perversos,
Dizer que tudo é passado
neste país que não
foi de fato reconciliado
e o Esequibo ainda não foi resgatado.
Vestida de luto intenso
por quem reluta
em reconhecer o mapa
que inclui o Esequibo,
Com o coração ferido
pelo General injustamente
acusado de instigação
a rebelião e por uma
tropana prisão igualmente
por motivos políticos.
Quem não se sensibiliza
com tal situação
não ama a própria Nação,
e não é difícil entender
o porquê de tudo isso.
Dá para perceber que
não ama a si mesmo,
Vive o vazio existencial
mais profundo do tempo.
Os quatro jovens
foram liberados,
Espero que um
novo e cordial
capítulo seja
entre os lados
inaugurado.
Porque há
muito o quê
se caminhar
para fazer
uma Nação
libertada,
e ter o Esequibo
recuperado.
Agora só falta
saber quando
o velho tupamaro,
a tropa e o General
(vítima de uma
falsa acusação
de instigação
a rebelião)
serão libertados.
O capítulo sombrio que
se avizinha do mundo
e do nosso continente,
vem chegando com
um intrigante prato
de entrada indesejável,
Só sei que nós nesta
América do Sul precisamos
dialogar e proteger
com raça a nossa gente.
Sem mordaça continuo
pedindo a liberdade
de um General acusado
falsamente de instigação
a rebelião e pedindo a liberdade
de uma tropa igualmente,
não tem dado para ignorar
a solidão Waraó e Pemone
no Esequibo que está no limbo
da Justiça indevidamente.
Sem entender a receita que
no guia é muito difícil de aceitar
a continua prisão dos jovens
presos da revolta do Chile
que lutaram pela Nova Constituição,
não dá para fingir que é
injusta a mapuche reclamação.
No tempo se diluindo
como creme de abóbora
nos ponteiros do relógio,
gostaria de estar lendo outro
futuro para todos nós
ou mesmo até o reescrevendo.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica,
E nunca tocará na dupla fronteira:
Venezuelana e Brasileira.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica
feita de um mapa que urge ser
corrigido onde nele a Venezuela
deve saber que se inclui o Esequibo.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica,
E suas mulheres estão morrendo
nas mãos masculinas do destino.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica
que o tempo anda passando,
e um General preso injustamente
por uma falsa acusação de instigação
continua a espera da libertação.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica
que o General, a tropa e um
velho tupamaro andam a espera
de julgamento e outros casos
bem mais recentes andam
sendo julgados bem na frente.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica,
cada caso é um caso e muitos
não estão interligados embora
o descontentamento seja o mesmo,
e por ordem e tempo todos
deveriam ter sido respeitados.
A intriga é a escuridão do mundo,
nós dois sabemos que ela não
ousará em deter a verdade histórica
e nem apagar a chama da esperança
e do amor foi escrito por nossas
Pátrias em todas as notas e escalas,
até o infinito e para a eternidade.
A Independência de uma
Nação é uma aliança que
deve ser sempre renovada
com a sua própria História.
Por isso peço encontro,
diálogo e reconciliação
com o General e toda a tropa.
A Independência de uma
Nação pelo mundo
afora sempre deixa alguma
questão pendente
ou até mesmo implícitas
mais de uma que pedem
união cívico-militar
sempre que for preciso.
Jamais país algum deve
desistir de proteger e até
mesmo deixar de reinvindicar
por aquilo que o pertence:
A recuperação
do Esequibo Venezuelano
deve ser tratado
com interesse realmente.
Aprenda a entender
que para uma Nação
subsistir a sua doação
não pode ser miserável,
É claro que o oxigênio
no sentido figurado
que é a liberdade em todas
as formas deve ser essencial.
Só que a liberdade para ser
o suficiente deve vir unida
com o real sentimento de amor,
E amparo em relação ao velho
tupamaro em ato revolucionário
de autoprivação diante
de tanta tamanha agressão.
Aí onde poucos se sentem
sem liberdade, sem amor
e todos assistem uma tropa
e um General que estão
presos sem perspectiva
de diálogo, encontro e reconciliação.
E tudo que você me deu (subjetivamente),
e objetivamente
para a sua Nação,
Crendo nas leis da vida ainda
me esperanço no celeste índigo
que você vai corrigir o rumo
de tudo e espalhar
o Mapa com o Esequibo incluso.
Cada letra e versos da minha responsabilidade individual
contam o calvário de uma tropa,
de paisanos e de um General
que seguem presos de consciência
porque no excesso habita
uma injustiça e caos total.
O General está preso desde o dia
treze de março do ano de dois
mil e dezoito, e a cada dia só vejo
aumentar a sucessão de desgostos,
Ele continua preso porque
a mentira contínua solta e impune
onde a injustiça o acusou
falsamente de instigação
a rebelião e ninguém nos ouve.
Conto não somente o quê
não vem poupando o General,
a tropa e outros paisanos que
em separado porque cada caso
é um caso nas mãos da injustiça,
porém o sofrimento coincidente
é extremo e igual que não vem poupando nem mesmo o velho tupamaro numa cruzada sem igual.
Conto de tantos fatos da região,
do continente e do mundo
que têm nós colocado em abalo,
e até mesmo dos jovens presos
políticos de Cuba a espera
de uma abertura pelo milagre
do talvez da própria liberdade.
Só sei que onde a tropa, os paisanos
e o General seguem injustamente presos o tempo tem sido perdido,
Porque em vez de um infernizar
o outro: todos juntos já deveriam estar .mais do que reunidos
para recuperar o Esequibo.
Todos os poemas da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Yakontipu-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
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